Internet: quando o sucesso vira alvo do controle

Dubai é sede de uma reunião da ONU sobre a Internet. Estamos todos preocupados. Embora o tema inicial seja segurança, sabemos que o negócio final é… controle.

Isso mesmo. Controle. Ao longo de anos de vida e trabalho descobri uma coisa bem triste, pelo menos pra quem é idealista: você tem que ser comedido até no sucesso que faz. Sim, porque fazer sucesso significa tornar-se alvo de interesse do poder constituído. Tudo e todos que detém o poder, naquele sentido clássico de ~controlar o mundo~, cooptam ou tentam cooptar as pessoas que se tornam influenciadores de grupos e comunidades. É assim que funciona no momento. E a Internet, que já foi tão desprezada por grupos poderosos de todas as naturezas, foi sendo nutrida pelo povo, acumulando conhecimento gerado pelos usuários, até se tornar essencial.

Agora, que boa parte do planeta está online e atuante, os mesmos grupos poderosos resolvem começar a controlar a Internet, com a desculpa de ~regulamentá-la~.

É óbvio que ninguém quer uma Internet cheia de pedófilos, fraudadores e criminosos em geral, não os queremos em lugar nenhum. Mas usar a desculpa da segurança para controlar tudo é um expediente que não podemos aceitar.

Por isso, é importante estar em dia, atualizado, bem informado sobre tudo o que acontece em termos de regulamentação da rede.

Leia, informe-se, assuma posição. Lute pelo que é de seu interesse.
A Internet é nossa.
Omitir-se é perdê-la.

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Amo/sou Internet

Meu marido e eu usamos o aplicativo mais fofo do mundo para casais, o Pair, uma recomendação da queridona Bia Granja. E, sim, eu já falei disso antes. Pois estávamos conversando, eu aqui no trabalho e ele passeando pela Filadélfia. Até que ele mandou uma foto perguntando: “quem é esse cara? Estão filmando aqui na rua”.

Olhei no celular e vi esta foto:

Bom, eu não sei quem ele é. Mas corri no Google para pesquisar. Digitei algo como ‘shooting movie in Philadelphia’, pesquisei pela data de hoje e bingo! Achei a notícia:

Ou seja, em segundos eu disse pra ele que era o Terence Howard (do Law and Order) filmando com o Collin Farrell pra Dead Man Down. Me senti a própria Chloe pegando dados para o Jack Bauer em 24 horas! ahahaha

A Internet é tudo. Quase tudo. Ah, se todo mundo tivesse acesso e usasse bem!

Brasil: pra cada computador, 2 tvs e 3 celulares

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f8f655ffc9b7c5d744ea0af

De ontem, coluna no JRNews falando que o Brasil chegou a 100 milhões de computadores, 1 pra cada 2 habitantes.
E falando do crescimento do Facebook no Brasil que, segundo a Experian Hitwise, passou o Google no fim de semana passado.

Da semana passada:

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f838d9192bb92592ec40b4c

Meme – para bom entendedor meia piada

Google por meme (olha que frase) e você vai encontrar a explicação: o termo ‘meme’ foi cunhado pelo biólogo inglês Richard Dawkins no livro The Selfish Gene, de 1976. Veja você, estamos em 2012. O termo meme, tão usado agora, tem 36 anos. Mas, claro, foi a WEB que tratou de dar força ao meme. E, mais recentemente, o Twitter, que o alimenta diariamente.

O meme é pequeno, curtinho, a menor porção de informação cultural que existe, uma ideia, uma frase, um bordão, um comportamento, um formato, que se espalha rapidamente de um ser humano para outro, como por contágio.

Todo mundo conhece pelo menos um dos muitos memes  brasileiros da internet, todos menos Luiza, que está no Canadá (mentira, ela voltou e está em S.Paulo) . Entre os mais recentes e os mais antigos, temos:

.Fica, vai ter bolo

.#Tenso

.Que deselegante

.Se isso é estar numa pior, pohan…

.Mamilos

.Sou foda

.Pedro, cadê meu chip

.É nóis que voa, bruxão

.All your base are belong to us (assim mesmo, dude)

.Só que ao contrário (adicionei agora, foi a Lelê , @alesie que criou)

 
há menes visuais,como gifs animados (quem lembra do homem-aranhadançando Aserejê?), fragmentos de vídeo (Keyboard cat, o cavalo que dá coice qdo alguém fala asneira no Pânico), gestuais ( a dança do siri, mundialmente memetizada), o “Ronaldo” do Zina.O @andreeditor é o maior criador de memes do Brasil.

A Bia Granja e sua equipe do YouPix fizeram a primeira memepedia brasuca, a http://youpix.com.br/memepedia/ . Sempre adorei o Know Your Meme e tive o prazer de conhecer seu astro mór, Jamie Wilkinson, no YouPix de S. Francisco. Tem tudo aqui.

Porém, como tudo demora a ‘pegar’, os memes só se popularizaram agora. É assim sempre. Palavras como ‘bullying” existem há anos, mas só depois de massiva martelação da mídia é que elas entram no nosso dia a dia. Parece que as coisas entram a marteladas de mídia mesmo, no cérebro de todos.

Desde os anos 80 diz-se que o meme é um vírus. Um meme é uma informação cultural com atitude. A Mika Lins me passou o link de uma palestra do filósofo Dan Dannett sobre memes, no TED Talks. Gostei muito. Bem legal.

Apesar do sucesso, muita gente ainda não entende os memes e diz ‘ah, eu não achei graça no meme da Luiza no Canadá’. Por isso, vou fazer algumas considerações da minha cabeça, apenas minhas concepções, palpite sem fundamento.

– Meme não é piada. Piada é passiva. Alguém conta, você ri. O meme até pode funcionar assim, mas não é uma piada passiva. É algo que ganha VIDA quando você usa, quando você se contagia. Como uma bola. A bola sozinha não tem graça. Ninguém fica contemplando uma bola. Você joga, você brinca, você passa pro outro.

.Memes são reduções culturais. Existem clichês, bordões, frases feitas, provérbios, piadas. E agora existem memes. Acostume-se a eles.

.Memes podem surgir de uma peça já existente, como um trecho de um vídeo (senta lá, Cláudia, de um vídeo verde e roxo de um programa da Xuxa), da Luiza Marilac (os bons drinks), de clips de música (sou foda). Mas podem surgir de um comercial de TV (Luiza que está no Canadá), de uma frase ao vivo da TV (que deselegante), de todo lugar. Alguém, em um dado momento, extrai esse pedacinho, coloca-o em outro contexto e alguém valoriza, replica. E, quando ele se espalha, ele vira um meme.

.O meme não é necessariamente uma ‘evolução’, mas é uma nova forma de comunicação por contágio. Você contrai o vírus e depois vai descobrir sua origem ou, talvez, iniciar um tratamento.

.Susan Blackmore estuda memes e fala sobre memetics, também no TED Talks. Ela até inventa o termo ‘teme’ , que seria um meme que se espalha por meios tecnológicos. Caso você se interesse. É muito legal, ela diz que Darwin, sem saber, inventou o algoritmo.

Eu ando lendo um monte de coisas ao mesmo tempo, como Teoria do Chaos, Mídia de Massa, Filosofia, Evolucionismo, funcionamento do cérebro, biologia. E ai eu vou misturando tudo e abrindo novas portas para o entendimento. Não que eu esteja entendendo alguma coisa, mas a faxina mental está ótima!

2012, o ano de levantar poeira.
Estou muito, muito animada!
Meu nome é @rosana e eu estou tremendo!

 

Agora você fala sobre memes. Não sobre MIM, sobre MEMES, nos comentários. ahahaha

Não gostou? Vada a bordo cazzo!

Um update no Chico Buarque

Autotune the news, o Songify do vídeo da garota dos gatos, enfim, a tendência é essa mesmo. As notícias e virais virando clips musicais.

Recebi agora do @zuarecomeida o vídeo do Chico Buarque (que postei aqui), transformado em canção.

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Chico com Melodyne

Procura-se, vivo ou morto

Eu acredito em texto. E em contexto. Por isso, vou fazer este texto de forma contextualizada. Acordei um pouco melhor depois do soro com remédio que recebi ontem no pronto-socorro do hospital Samaritano (). Respondi a alguns emails, subi alguns posts, organizei rapidamente minha manhã na Internet, conferi minha agenda. E fui caminhando até o cartório para fazer aquela coisa gostosa que é reconhecer firma.

Assim que saí do cartório peguei um táxi, para fazer um percurso razoavelmente longo, de Santa Cecília a Vila Sônia. ()Fui a uma agência bancária descobrir por que meu cartão foi bloqueado. Fui no táxi tuitando e lendo tweets. E entrei na agência. Entrei sem problemas, por uma porta de vidro giratória. Subi e fui procurar a gerente. Expliquei todo o problema e, depois de algumas confusões, chegamos à conclusão de que não havia nada de errado com meu cartão. Só poderia ser um problema com o cartão dos números de segurança. Ela cadastrou um novo e me entregou. Desci, passei novamente pela porta de vidro e fui aos caixas eletrônicos. E tudo bloqueado. Fiquei realmente chateada. Já era tarde, eu estava longe, meu dinheiro estava todo naquela conta e eu não tinha dinheiro nem pra voltar. Imediatamente passei pela porta de vidro e… fui presa. Fiquei presa na porta de vidro pelo segurança. Agora me diga, qual é o critério para prender uma pessoa na porta, esmagada num pequeno triângulo transparente? Se esse critério fosse FIXO, como é que eu entrei antes e agora não? Comecei a chorar. Finalmente consegui ser solta, voltei a falar com a gerente.

Ela não conseguiu resolver meu problema. Só conseguiu fazer um saque pra eu pegar dinheiro e imprimir cheques pra usar a conta. Como pode? Como eu posso ter um cartão de banco, da minha empresa, que funciona, mas não funciona? Que funciona na agência, mas não funciona na rede de terminais do usuário?

Foi nesse momento que descobri que além do funciona-não funciona existe algo pior. Existe o morto-não morto. Eu já tinha lido alguns tweets falando da ‘morte’ do Amin Khader, em torno do meio-dia. Não acreditei. Ele mandou o link, que foi retirado do ar, mas está no cache do Google. Outras pessoas confirmaram. E desconfirmaram. Uma confusão. Não acreditei e achei melhor não falar nada no blog. Fiquei só acompanhando o rolo no Twitter.

Peguei um táxi depois de muito esforço e passei em casa pra pegar meu carro e ir ao dentista. Adivinha. O provisório do maldito dente que quebrou um dia e que estou consertando, quebrou. Tomei uma anestesia sensacional que fez o mundo parecer melhor. Foi a melhor parte do dia. Do dentista vim para o R7, finalmente. Consegui me maquiar, gravar, enfim, cumprir minhas obrigações.

Acompanhei o Datena ao vivo falando com o Amir Khader e exibindo o vídeo do Hoje em Dia com todo mundo chorando, antes de saber que não era verdade. Não tem como saber ainda quem começou essa história. Nem pra quê. Aliás, pra que e por que também não fazem sentido.

O que faz sentido hoje? Muito pouco. As pessoas só querem se divertir. Nada mais. Querem falar bobagem, querem consumir bobagens, querem rir, zoar, trollar. Até os hackers fazem tudo pelo… LULZ. Lulz deriva de LOL, Laughing Out Loud, numa espécie de plural pirata, com z. As pessoas fazem tudo pelo LULZ, pela sacanagem, de brinks, por nada.

Morrer, matar, hackear, brigar, tanto faz. É tudo circo. Circo online. Circo na mídia. Tudo circo. Nunca houve tanto circo e tanto palhaço. Tanto riso, tanta alegria superficial. Cinco mil anos de civilização, de conhecimento, de produção artística, cultural, tudo termina em LULZ. O que conta é a farsa. Estamos na era da farsa. Tudo é farsa. Quem tem mais poder, mais mídia, faz mais farsas. É um momento ótimo, porque as pessoas tem acesso e não tem preparo, acreditam em tudo, entram em qualquer brincadeira. É inacreditável. Se a prima do animador de auditório que aparece na TV inventar uma história de que está grávida do bode da vizinha, o povo acredita. De polvo vidente a E.T. Bilu, tudo é aceito. Tudo é motivo para hahahaha. Gargalhemos. Vamos rir mesmo. Da vida, da morte, nada mais faz sentido. A verdade não existe, o que existe é a mentira bem trabalhada. Vamos fingir que brigamos. Vamos ganhar mídia. Notoriedade. Vamos virar trending topic, meu bem.

Procura-se sucesso, vivo ou morto.
A qualquer preço. A qualquer custo.

These Days, Being Anonymous is Worse than Being Poor (Glee ♥)

Excelentes textos sobre redes sociais e métricas

A essa altura da vida você já sabe que o mundo tem as seguintes regras:

1. Se você se autoelogiar será execrado. Falar mal de si mesmo pode, falar bem não pode.

2. Tudo o que você criticar sobre qualquer coisa ou pessoa, com ou sem fundamento, só tem uma única explicação: inveja. O cérebro foi feito para invejar, não para o raciocínio.

3. Conteúdo é uma coisa que atrapalha a diversão, portanto, ninguém quer saber dessa porcaria.

4. Textos são coisas chatas porque têm muitas letras. E para ler muitas letras tem que gastar muito tempo e ninguém tem tempo para perder, porque estamos todos muito ocupados vendo figuras.

5. Falar mal dos outros é a coisa que mais dá audiência, porque somos todos malvados enrustidos numa sociedade que finge que gosta de gente boazinha.

6. O sobrenome é a coisa mais importante da sociedade, seja o sobrenome de família (e.g. Kennedy), sobrenome da empresa (fulano é diretor da Coca-cola, mesmo que seja do setor de lubrificação da esteira da linha de montagem de uma fábrica na Cochinchina), sobrenome da instituição de ensino (o cara estudou em Harvard! Ele pode ter feito um workshop de 2 dias, pago, num prédio que fica dentro do campus de Harvard, mas é Harvard. E se você contestar, volte para o ítem 2).

7. Se duas pessoas discutirem sobre qualquer tema em qualquer situação, tem razão a que for mais bonita. Feio é sempre sujo, malvado e burro. O mundo odeia gente feia.

8. Como corolário do número 7, feio serve pra fazer humor, mas gente bonita não pode ser engraçada. Gente bonita é pra ser apreciada e servir de inspiração. Desfila, posa, atua com poucas falas ou apresenta programas de TV com TP. Se a pessoa linda for loira, o mundo cobrará um pedágio. Ela tem que pagar aguentando piadas infames.

9. Toda vez que você fizer uma pergunta em vez de obter uma resposta receberá uma avalanche de outras perguntas, como ‘por que você está perguntando isso?’, qual é o seu interesse na resposta, etc. O ser humano é muito paranóico e desconfia de tudo, até da própria sombra projetada. Não gostou? E por que tá lendo, hein? Algum problema?

Mas não foi isso que eu vim aqui dizer no post.

Eu vi recomendar dois textos em inglês, excelentes, sobre métricas em redes sociais, ambos do site do Twitalyzer. O primeiro diz que as empresas não devem confiar num número único, numa medida única

O segundo, genial, diz que ‘mídia social não é um jogo’. As pessoas acham que é só um jogo, uma competição, por isso fazem tudo o que fazem num jogo real: roubam, matam para ganhar, etc. Tem também conselhos muito bons no texto.

E, claro, como todo ser humano PRECISA completar dez e não aceita uma lista de nove ítens (porque temos 10 dedos nas mãos e construímos uma sólida base decimal para contagem a partir de nossos dedos, que afinal se chamam ‘dígitos’ (pescou?), vamos completar a lista:

10. Todo ser humano é muito curioso.