Torneira, humildade e informação

Não sei se você leu o post sobre as torneiras, a ignorância de turista e a humildade que temos que ter diante do que não conhecemos. Pois bem, tomei outra lição agora, estilo ‘tapa na cara’.

Depois de três dias tomando inúmeros banhos e usando a pia, achei que já estava tudo dominado. Duas torneiras de girar na pia, água quente e água fria e duas torneiras de girar no chuveiro, água fria e água quente. Foi o que eu achei o tempo todo. Como estava tudo funcionando perfeitamente, assumi aquela arrogância de quem se acha a  Rainha do Encanamento.

Pois agora há pouco fui tomar mais um banho, antes de fazer o check out e…não tinha água quente. Girei a torneira da direita e nada. Diversas tentativas, nada. Liguei para a recepção. Assim que eu fiz minha queixa, a atendente, muito gentil me disse:

– Você deve ter notado que no chuveiro tem duas torneiras…. (e nesta parte meu cérebro já estava twittando ORLY? (oh, really?, um meme da web para ah, não me diga? Duas torneiras? Até dois eu sei contar..)

e ela continuou….

-…duas torneiras, a da esquerda para regular a quantidade de água e a da direita para ajustar a temperatura.

Silêncio. Mais silêncio. Choque de neurônios. Atentado na ticosfera E na tecosfera. A torneira da esquerda é água e a da direita é temperatura??

Pedi desculpas, disse que ía ver.

Era isso. Lembrei que o blogueiro da Polônia, que ficou no mesmo hotel, reclamou que no quarto dele, no mesmo hotel que o meu, não tinha água fria! A mesma coisa! Sim, porque, como a pia tem quente e fria/esquerda e direita, no chuveiro a gente pensa a mesma coisa! Ou seja, nos outros dias, eu acertei por acaso, provavelmente porque abri a da esquerda primeiro, a água e, com a direita (temperatura) fechada, conclui que era a água fria. E depois fui ajustando a da direita, por medo de me queimar com água fervendo.

Por isso  é bom  passar pos momentos de ignor”ancia completa, pra aprender a não ficar se achando dona da verdade. Acho que a próxima viagem terá que ser para um lugar onde eu não entenda nada, nem a língua, nem o alfabeto.E muito menos de torneiras.

Arrumada

prontaprasairfinal

Arrumada pra ir ao teatro. E aquela bobagem que todo mundo faz, quando tenta tirar foto de si mesma no espelho com flash. Estupidez não é privilégio de ninguém…

eunoespelhointeira

O que me deixou feliz foi ter feito uma mala adequada. Trouxe um casaco comprido, uma jaqueta de chuva, um guarda chuva, um cachecol, um gorro, duas calças, duas botas e um vestido.  Duas camisas e algumas camisetas. E uma blusinha de cashmere pra botar por baixo. Usei tudo. Foi perfeito. Uma bota com sola de borracha pra caminhar, uma bota com salto quadrado mais alto pra sair, tênis, meias. Fiquei quente, seca, não tive nenhum problema. Até os óculos de sol eu cheguei a usar.

Para sair, uma mochila com tudo, luvas, cachecol, touca, guarda-chuva, óculos, água.

É muito boa a sensação de estar adequada.

Amanhã eu faço check out, pego um minicab e vou pro aeroporto. Embarco à noite e, na 2a. de manhã, já estou em São Paulo, a tempo de ir pra casa tomar banho e ir trabalhar. Estou morrendo e saudades de tudo e de todos.

Mas adorei vir para Londres. Nenhuma cidade se parece em esta. Londres é uma coisa em si. Diferente de tudo. Se você não conhece, venha. Vale a pena visitar.

Sábado é dia de comprar

O dia começou com sol. As ruas principais, como Oxford, Regent, Carnaby, foram todas fechadas para automóveis. Só pedestres podiam andar. E lotaram as ruas! Muita gente comprando para o Natal!

Muita gente comprando, muita gente cantando, tocando, dancando. Promoções em todo lugar. Turistas do mundo inteiro.

Vitrine de uma loja da Benneton.

Tomei uma água, comi uma barrinha de cereais. E passei no wasabi pra comprar meu bentô. Trouxe para o hotel e fiz minha refeição do dia.

Daqui a pouco eu vou me arrumar pra ir ao musical We Will Rock You, aqui ao lado. Tem quase 3 horas de duração. Mas deve ser bem legal. Até mais e obrigada pela companhia!

Torneiras

torneiraredonda

Viajar é um exercício de humildade. A todo momento você convive com sua ignorância e é obrigada a parar, pensar, aprender do zero.E, se necessário, copiar de quem sabe. Começando com as torneiras.

A vida moderna trouxe para todos nós, no nosso próprio país, torneiras muito diferentes das clássicas, que simplesmente abriam no sentido horário e fechavam no anti. Hoje há torneiras que levantam, giram e até as que são acionadas por pedais e cordas.

Quando você viaja, além de todos esses novos graus de liberdade das torneiras, tem o fator água quente, água fria. Até você descobrir qual é qual, dosar a temperatura, você já passou por todos os ais e uis, dos gelados aos ferventes.

Já estou de bem com as torneiras do hotel, somos amigas. E, ontem mesmo, descobri que o sistema de acionamento da água nos sanitários é duplo. Você aperta a primeira vez, aperta a segunda e ..água!

Na máquina de café usei o método macaquito. Monkey see, monkey do. Fiquei olhando meu vizinho adestrado e copiei o que ele fez. Funcionou.

Acho que é isso que nos renova nas viagens. A gente dá um reboot, fica zerado, começa de novo e aprende como criança. A vantagem é que a alegria da descoberta de ser criança é uma coisa que não tem preço.

Beijos, até o próximo post. Vou sair para passear. Faz sol em Londres! Here comes the sun..tchurururu…here comes the sun and I say…it’s alright…