O hater e o fanático, os dois extremos do desequilíbrio

Eu achei que seria melhor fazer um vídeo do que escrever tudo isso.

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Gangnam Style vira hit cantando… rosana hermann?!

Primeiro eu recebi esse tweet:

O vídeo coreano Gangsam Style já tem 76 milhões de views e…ele fala algo que parece… Rosana Hérmann .ahahaa

Dizem que a ~mensagem~ da letra é subversiva.

Não sei. Só sei que já tem paródias engraçadissimas, como a do pato, que saiu no Mashable.

E, claro, já tem gif!

Pior que tudo, toda vez que eu vejo esse coreano ‘galopeiro’ eu lembro do trocadilho visual

galopeeeeeeeera!

Melhor comercial do Brasil

Depois da pior piada do mundo, vamos ao melhor comercial do Brasil.

Cliquei e fui ao blog Publicitário Pobre

As redes sociais muitas vezes são utilizada para criticar muitas marcas e acontecimentos cotidianos.
Algumas vezes essas são por meio de paródias, e assim foi com a marca de fast food SPOLETO.
Há 2 semanas, um canal de paródias e comédia (PortalDosFundos) publicou um vídeo parodiando o “péssimo” atendimento do restaurante.”

“Como forma de resposta a este vídeo e a toda a repercussão que o mesmo causou no ambiente digital, o Spoleto preparou um vídeo resposta.
Caros amigos, tenho que dizer que o vídeo beira a genialidade, por todo o seu conceito e estrutura.”

Morri de rir, juro.

E fui entender:

Está tudo aqui, no Kibeloco.

O Porta dos Fundos fez um vídeo criticando o atendimento ( o primeiro ) e os DONOS do Spoletto ligaram e encomendaram um vídeo resposta!!!

Não basta a piada ser ruim ao vivo na tv, é preciso não ter sentido!

Li esse tweet.

E cliquei pra ver o vídeo.

O que foi isso meu D’us? Qual a graça entre tempo seco e eu te amo, sei, relações secas. Ou tinha graça e ele não soube contar? Porque, olha, tô achando que ir pra Baleia é infinitamente mais pândego.

Olha. A Piada tem 90% de não ter graça. Até Sandra-Que-Deselegante Annenberg mandou um sei. E o CARA TENTOU EXPLICAR.

Minha santa cecíla do jesus restaurado, viu.

Fernando Rocha, volta a falar de cocô, por favor? Melhor que piadinha de merda, hein.

Entrevista com Anderson Antunes, o jornalista que fala da web brasileira na Forbes americana

 

South American Way é o nome do blog do jornalista brasileiro e cidadão internacional Anderson Antunes. Seus posts falam de Internet, política e assuntos que envolvem ricos e famosos, especialmente da America Latina. Esta semana seu texto sobre o sucesso instantâneo de Gina Indelicada no Facebook, com depoimentos de seu criador Ricck Lopes, rendeu vinte mil visitas e incontáveis tweets, comentários, likes e shares no Facebook. Ver o Brasil na Forbes, em inglês, com destaque para pessoas com as quais convivemos nas redes de igual para igual parece mexer com a cabeça dos brasileiros

 

Anderson respondeu às perguntas de uma breve entrevista exclusiva para o Querido Leitor. Espero que você goste. Com você, o jornalista que odeia rotina e ama pianistas, Anderson Antunes, ou @andersonthinks

 

 

QL:>A marca Forbes é mundialmente respeitada, um sobrenome poderoso para todo jornalista. Como é sua relação de trabalho assinando um blog no site da Forbes? Você tem total liberdade como colunista, faz suas próprias pautas? Existe um compromisso de posts por mês?

Anderson Antunes:> Minha relação com a Forbes começou em 2005, quando comecei a fazer parte da equipe que elabora a lista das celebridades mais poderosas do mundo. Em seguida, comecei a contribuir também com os responsáveis por outras listas, como a dos bilionários, levantando informações sobre os ricos do Brasil. No ano passado, a Forbes decidiu dar mais atenção aos BRICs, e então fui convidado para escrever um blog sobre o Brasil e região. Tenho total liberdade pra falar sobre o que quero, na maioria das vezes sou eu quem escolho as pautas, mas os assuntos precisam ser financeiramente relevantes, já que a Forbes é uma revista de economia e negócios. Por contrato, eu preciso escrever no mínimo cinco posts por mês, mas estou tentando ser mais ativo no blog. Além da internet, escrevo para a edição impressa da Forbes dos Estados Unidos e de outros países (inclusive da recém-inaugurada Forbes Brasil), por isso viajo bastante e nem sempre sobra tempo.

 


QL:>Seus textos cobrem pessoas e acontecimentos que se destacam na América Latina, especialmente no Brasil. Além de figuras famosas da política, esporte, moda, você também está sempre ligado nos acontecimentos das redes sociais. Essas histórias de sucesso de pessoas comuns que criam memes, virais e ganham destaque na Internet brasileira é uma novidade num mundo de ricos e famosos consagrados?

Anderson Antunes:>Eu não diria que é uma novidade, mas é algo característico da internet brasileira. Nos EUA isso acontece também, mas aqui o mercado de mídia é tão grande que as pessoas por trás desses memes acabam não se destacando como acontece no Brasil. Os brasileiros são muito ativos nas redes sociais, sobretudo no Facebook e no Twitter, onde geralmente há assuntos relacionados ao Brasil nos TTs. Isso chama atenção dos estrangeiros, sobretudo agora que existe um olhar mais atento sobre tudo que acontece no Brasil.

 

 

QL:>Como os americanos vêem os assuntos ligados ao Brasil? Existe interesse dos americanos ou os leitores são primordialmente brasileiros?

Anderson Antunes:>O blog é visitado por gente do mundo inteiro, na maioria americanos e europeus. Mas os brasileiros são presença constante, também. O leitor americano da Forbes se interessa mais sobre assuntos ligados aos bilionários, sobre as grandes empresas do Brasil. E histórias de sucesso. Hoje eles prestam mais atenção no Brasil, que está mais presente no noticiário internacional. E estão mais bem informados do que no passado. Já os brasileiros, de uma maneira geral, gostam de ser notícia no exterior, desde que seja por algo bom. Caso contrário, eles ficam bastante irritados, principalmente quando descobrem que o autor do eventual texto que eles não gostaram é brasileiro.

 

 

QL:>Você é brasileiro e conhece bem nosso jeito de ser, inclusive nossos defeitos capitais, como a inveja. Muita gente, ao ver um garoto como Riccky Lopes na “Forbes” fica revoltadíssima, alegando que uma publicação tão conceituada está abrindo espaço para um ‘meme do Facebook’. O que você acha dessa reação? É uma subvalorização do meme ou uma supervalorização do post? 🙂


Anderson Antunes:>Acho que além de inveja isso traz à tona outra característica dos brasileiros, que é uma certa dificuldade de “abraçar o popular,” digamos assim. Muita gente tem vergonha de dizer que gosta de um cantor que faz sucesso com uma música que foi feita apenas pra entreter, como o Michel Teló. E há aqueles que de fato não gostam desse tipo de música, mas não conseguem apenas ignorar o artista. Eles precisam explicar porque não gostam, sem se dar conta de que acabam colocando a pessoa ainda mais sob os holofotes, uma espécie de Streisand effect. Além disso, há quem não entenda que um blog permite uma abordagem menos sisuda, mais soft e sobre assuntos cotidianos que não deixam de ser relevantes.

Sobre o Riccky, o que eu achei interessante foi que muita gente no Brasil aparentemente ficou ofendidíssima ao vê-lo na Forbes, inclusive li dois textos no Facebook mais ou menos com o mesmo take, listando todos os motivos pelos quais ele não deveria ter sido notícia, mas deixando de lado o fato de que em 12 dias ele atraiu a atenção de milhões de internautas, de grande parte da mídia de massa e recebeu várias propostas de emprego que poderão lhe render uma carreira. Muita gente já teve sucesso na internet brasileira, mas não da maneira como o Riccky teve, no exato momento em que todo mundo se pergunta como usar o Facebook pra ganhar dinheiro. Dito isso, a maioria dos estrangeiros acharam a história dele e da Gina Indelicada fascinante.

 

 

QL:>Pela sua experiência em diferentes línguas, lugares assuntos, qual você diria que é a explicação para essa busca pela fama que move o brasileiro, talvez mais do que a busca pelo sucesso financeiro?

Anderson Antunes:>Acho que as pessoas que buscam a fama por si só, no Brasil e no resto do mundo, são bastante parecidas. E também acho que isso tem muito a ver com a busca pelo status social, mais ou menos como se fosse uma forma de evolução. Não existe muita diferença entre o empresário que quer ser como o Steve Jobs ou uma dançarina que quer fazer fama como reality-star. O objetivo é o mesmo–ser admirado, até invejado, e se destacar entre os pares. Pra essas pessoas a fama é como um espelho de Erised, ela reflete aquilo que elas consideram o ideal. O problema é quando a busca pela fama não é acompanhada de talento, nem que seja o de aparecer, daí o resultado nunca é bom.

 

 

QL:> Você recebe emails ou mensagens de haters? Se sim, como lida com eles?

Anderson Antunes: >Os haters. Eu acho que se é ruim com eles, seria pior sem eles. O meu único problema com os haters é que eles, na grande maioria das vezes, possuem argumentos fracos, e frequentemente tortos. Um exemplo: quando escrevi sobre o Teló, recebi muitas mensagens com críticas severas por não ter dado espaço a outros artistas, gente que, para alguns, caberia a mim “divulgar.” Acontece que o Teló emplacou uma música nas paradas de sucesso de mais de 20 países, algo raríssimo para um artista brasileiro, e ganhou muito dinheiro com isso (US$ 18 milhões em 12 meses, segundo nossas estimativas). Ora, a Forbes é uma revista de finanças, e eu não sou crítico musical. O que me chamou atenção foram esses feitos que ele conseguiu. E não cabe a mim divulgar ninguém, eu apenas relato fatos. Os haters não entendem isso, mas eu acho que o problema deles não é comigo, é com eles mesmos. Eu geralmente não respondo comentários de haters, quando é o caso eu os bloqueio. Mas é preciso paciência pra lidar com eles.

 

 

QL:> A Internet vai mudar o modelo de poder do mundo?

Anderson Antunes:>Eu acho que a internet já mudou. O Brasil é um grande exemplo disso. Não é coincidência o fato de o Brasil estar “bombando” internacionalmente neste momento, quando a internet conecta cada vez mais as pessoas. Graças a ela, as pessoas estão mais bem informadas, e se interessam mais por assuntos que fogem da sua rotina. Outro fator que a internet proporciona é dar voz às pessoas, o que, por sinal, o Riccky diz ter sido uma das sacadas que ele teve pra criar a Gina Indelicada. A revolução no Egito, o diário da Yoani Sánchez, o Obama na presidência, a estudante de Santa Catarina que criou uma página no Facebook pra reclamar das escolas… Imagina quando a internet for liberada na China? Tudo isso acontece e aconteceu porque a internet permitiu. Ela distribui o poder.

 

 


QL:> Para encerrar, o que o brasileiro tem que ninguém mais no mundo tem?

Anderson Antunes:>Os brasileiros têm o Brasil! A imagem do Brasil é forte, a fama dos brasileiros é boa e o momento do país é o melhor, talvez em toda a sua história. As oportunidades para os brasileiros hoje estão tanto no Brasil quanto fora, em todas as áreas. Quem souber usufruir disso tudo da maneira correta vai longe. E eu terei o maior prazer de escrever sobre estas pessoas.

 


Meu muito obrigada ao Anderson pela gentileza da entrevista.
🙂

Leia os posts de Anderson Antunes na Forbes aqui.