60 dias

Faltam 60 dias pra acabar 2004. Eu não vou ficar com
saudades deste ano. Não que tenha sido ruim mas, bom
não foi. Não foi um ano de realizações, nem de conquistas,
nem de nada dessas palavras que aparecem em livros
de motivação e auto-ajuda.

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Pânico

No começo, meu marido disse que o Pânico estava chato.E aí, começo a mudar de canal. E a voltar para o Pânico. Na quarta vez comentei o fato. Ele fica hipnotizado e não consegue tirar do programa. Isso se chama sucesso. É quando a pessoa fica presa
ali, interessada, goste ou não goste, queira ou não queira, não fazendo diferença se o conteúdo está pior ou melhor.

Depois, foi melhorando. Deve ter dado muita audiência. Tomara.Não vejo a hora do Panico liderar no domingo, pelo simples fato de ver formatos velhos imperando há tantos e tantos anos.

Por falar em novidade, vi o programa mais trash do mundo na BAndeirantes, um vendedor de móveis que fazia Shop Tour,Marinho, do Marinho Móveis, apresentando um game show entre homens e mulheres, num cenário tosco, em que a platéia é composta de sofás azuis e rosa… e o nome do programa é… ShowFá! Podre!!!

Antigamente, o sonho de todo homem era ser técnico de futebol.hoje, é ser apresentador de tv. Angelo da Kolumbus, Marinho do Marinho móveis. Ou seja, todo cliente do Shop Tour sonha em virar apresentador… oi!!!

Se a TV ganha dinheiro com conteúdo da rede, podemos fazer o mesmo??

Por mais que eu me incomode, não é meu conteúdo web que está mantendo o Domingo Legal no ar, por quase meia hora, faturando alto, com um convidado que não tem a menor noção do que está mostrando.

Com o título genérico de ‘rola na rede’, há vários domingos o ilustre convidado mostra videos e comerciais sem mencionar nada, nem fonte, nem explicação de conteúdo. No domingo passado, o cara não soube identificar Mao Tse Tung num video chines de humor. Ele não faz idéia do que está mostrando, simplesmente pega coisas e bota no ar.

O que me deixa indignada não é nem o fato da tv usar o conteúdo da internet, vista como ‘terra de ninguém’, sexto setor da comunicação, lixão audiovisual onde catadores de conteúdo pegam o que querem. A TV acha isso mesmo. O que me indigna é que nenhum dono de conteúdo reclama, ninguém diz nada. Isto é incrível.

Considerando-se que eu ‘sou uma pessoa da rede’, será que eu posso pegar toda a programação das emissoras e usar no meu blog? Que nem é comercial?

Aliás, ninguém ‘na rede’ se incomoda com isso?
Nem os advogados vêem nisso uma boa causa?

Lei seca

No caminho para Águas de São Pedro paramos em Piracicaba para fazer umas compras no supermercado. Todas as áreas de bebidas alcoólicas estavam isoladas com aquelas fitas amarelas de trânsito e imensas placas dizendo que a lei não permite a venda de álcool em dia de eleição. Os sites eleitorais também estão só com avisos dizendo que não é permitido fazer propaganda eleitoral. Bacana.