Carnaval

Não sei dizer o que penso ou sinto sobre o Carnaval. Acho que não penso nada, exatamente como todo mundo faz neste período. As pessoas transam sem pensar, falam sem pensar, entrevistam sem pensar. O carnaval é o período sabático de todos os neurônios, que param de funcionar até a quarta feira da cor da massa encefálica. Só isto explica a inenarrável repetição da frase ‘mostre que você tem samba no pé’ proferida por repórteres e apresentadores de todas as emissoras nestes dias.
Viajo amanhã para Barra do Una, onde pretendo praticar natação, ciclismo, blogagem, postação, lavagem de louça, preparo de refeições, levantamento de toalhas e arremesso de bolinha pro cachorro.
Volto na 4a e começo a trabalhar na 5a.
Só pra constar.

Tahitian Noni

Como representante da raça humana tenho medo do que desconheço.
Desconheço e temo, por exemplo, o suco de noni.
Há anos ouvi falar desta frutinha da polinésia francesa cujos benefícios naturais blá blá blá e blá blá blá.
Como não acredito em panacéias e detesto fanatismos em geral fiquei com medo de que o suco de noni esteja ligado a algum tipo de seita, pirâmide ou algo assim.
Por isso, sempre que passo pela esquina da Av. Paulista com a Bela Cintra, fico com medo de passar pelo Tahitian Noni Café.
Não sei se é um ponto de encontro de noneiro, se é aberto a não-iniciados, se é apenas um restaurante que serve o suco da polinésia francesa ou se é um reduto de descendentes de tahitianos.
Se você já foi, já entrou, já tomou o suco ou teve qualquer experiência pessoal e sensível em relação ao assunto que não seja apenas uma pesquisa pelo Google, conto com sua ajuda e depoimento.
Por enquanto, o máximo que consigo pensar é em abrir uma comunidade no Orkut “eu tenho medo do suco de noni”.

Caixa de mensagens, de surpresas

.Alerta do Google – Google Docs offline.
.Guilherme Pfau mandou o link ArtePfau, mostrando motos em miniaturas que o pai dele faz, usando peças de relógio. Muito legal.
.Ernando Irineu também conhece o artpad, que já foi divulgado aqui por outros queridos leitores também. Express yourself.
.Marcelo do Asttro Blog, comenta que o Funk do Suassuna teve milhares de acessos e ficou entre os cem mais vistos no site da Trama. Bom saber.
.Ulisses Matos, da revista M… vai mandar o texto que escrevi para a publicação de no. 3 da revista para os demais sócios. Aguardamos aprovação.

Pot-pourri

Uma vez eu perdi uma aposta, há muitos anos, acho que um engradado de cerveja, se não me falha a memória. Eu apostei que a forma correta era ‘pout-pourri’ e errei. É ‘pot-pourri’. O ‘pot’ é de pote, vaso, em francês. e o ‘pourri’ é de apodrecer. O método é usado para secagem de pétalas de flores segundo a Wikipedia.
Curiosamente há um espetáculo de humor no RJ chamado Pout-PouRir, que faz o trocadilho a partir do mesmo erro. Deveria ser Pot-pourrir. O Pour Rir, também é estranho, porque é um ‘para rir’ misturando francês com português, mas vá lá. Agora, o ‘pout’ não tem nexo. A palavra ‘pout’ não existe em francês. Não encontrei em nenhum dicionário, nem online.
Portanto, o título é uma piada construída em cima do erro, como um colega fez uma vez quando criou o trocalilho de menininha do canto b, a partir do menininha do canto a, sendo que o correto é GAntois e não Canto A; ele achava que a Mãe Menininha era do Cantuá. Nunca tinha visto o nome escrito, em francês, Gaantois. (O problema é que a gente ouve mal e por isso, precisa da versão escrita das palavras para compreender a origem.)

Como foi que tudo isso começou? Com a coluna do Flávio Ricco de hoje. Ele comenta que a atriz Katiuscia Canoro, do espetáculo “Pout – pourRir”, vai entrar para o Zorra Total.

Zorra Total, aliás, virou este post.
Cruz Credo.