Quase lá

Na TV, a largada da São Silvestre. Em frente à TV, a família toda, largada, assistindo.

O peru temperado já foi pro forno. Forno também define o dia, o ambiente, tudo.Faz muito calor aqui no litoral paulista.

Hoje tem comemoração de chegada do ano novo, ceia, brindes.

Amanhã, volto pra São Paulo.

Com banda larga, vou aproveitar para fazer a resenha de um livro que estou lendo. E detestando. Editora péssima, texto ruim, tradução ridiculamente irritante. Dá vontade de jogar o livro fora e processar todo mundo.

Por enquanto, feliz ano novo, que está quase chegando.

Bichos

Uma perereca entrou na sala, pulou na tela do laptop e terminou por esconder-se no armário.

Pouco depois, dois morcegos silvestres entraram pela janela, grudaram nos fios da TV e ali ficaram.

O que vamos fazer? Nada. Conviver com os bichinhos. Amanhã é véspera de ano novo e temos que conviver em paz.

Cansaço e perigo

Durante todos estes dias temos feito três atividades esportivas: natação, caminhada e ciclismo. Antes do meio-dia, quando o mar ainda está calmo, atravessamos a baía de Barra do Una, do rio Una até o fim da praia, onde fica o condomínio Costa Esmeralda. A travessia é feita num tempo médio de cinquenta minutos.

Depois, voltamos a pé pela praia, o que consome mais ou menos uma hora. A volta é difícil porque estamos cansados da travessia no mar, porque o sol está a pino e porque o terreno é inclinado. A praia é de tombo em boa parte da orla. No final da tarde, pedalamos. Saímos de casa às seis horas e voltamos às oito da noite. Temos feito isso diariamente, inclusive com chuva.Ontem, por exemplo, saímos para pedalar debaixo de chuva, com direito a lamaçal e atoleiro.

Hoje a travessia foi bem mais difícil. Só consegui chegar por teimosia e acabei consumindo quase uma hora de natação. Na volta, paramos para conversar com amigos e aproveitei para descansar. Eu realmente estava exausta. Quando deu seis horas, avisei que eu estava muito cansada pra pedalar e que, talvez, tivesse que voltar para casa antes. Mas, como sempre acontece, o aquecimento me entusiasmou.

Fomos pedalando de Barra do Una até Boraceia, um passeio que soma cerca de 18 quilômetros. Não é grande coisa,mas é um bom exercício. Uma vez na praia, fazemos um bom percurso pela beira-mar, aproveitando a brisa. Hoje, porém, tivemos alguns problemas. A correia da bicicleta do meu marido começou a soltar. Foram seis vezes ao todo. Com as paradas para arrumar a correia, a noite caiu. Os insetos começaram a atacar. E a volta pelas estradas cheias de lama, pedras e buracos, na escuridão, não parecia muito segura. Para evitar grandes trocas de marchas, optamos por voltar pela estrada. Desviamos pela Jureia e pegamos a estrada. O caminho é tenso porque a Rio-Santos está cheia de carros e pedalamos pelo acostamento.

Depois de meio quilômetro, uma coisa estranha aconteceu. Um caminhão pequeno deu sinal e parou na minha frente, no acostamento da pista da direita. Ao mesmo tempo, um outro caminhão parou no acostamento do outro lado a pista. Os motoristas começaram um movimento suspeito, um entrando no caminhão para falar com o outro. Parei a bicicleta e desci. Não quis ir em frente, porque o caminhão estava bloqueando o acostamento todo. Eles simplesmente não saiam dali,um de cada lado da pista, como se estivessem esperando por nós. Resolvemos voltar para a Jureia.

Já era noite e estávamos exaustos. Meus braços doíam e eu não enxergava nada. A correia da bicicleta do meu marido saiu mais duas vezes. Chegamos em casa depois das nove da noite, acabados. Ainda não me recuperei, pra ser sincera. Fica o alerta de nunca descuidar da segurança, de planejar bem as aventuras e de não sair sem uma lanterna. Felizmente sempre levamos ferramentas, um dinheirinho para uma água, repelente. De qualquer forma, agora que estou aqui, no sofá, sob o ventilador de teto, depois de ter lanchado, só posso agradecer por tudo e dizer… there’s no place like home!

Tenso

Foi um dia mais ou menos tenso. Tenso na hora de fazer a travessia a nado, tenso e exaustivo na hora de voltar pela areia, tenso porque choveu na praia. Depois, choveu quando fomos andar de bicicleta. O clima nebuloso contaminou todos em casa. Ficamos mais ou menos assim, cinzentos.

Agora estou naquela fase em que quero que o ano acabe de uma vez. Pra que um novo comece do zero.

Tem dias que o zero parece um belo objetivo!