E vamos para o deserto

Nesta quarta-feira de manhã vamos nos despedir de nossa filha, que volta para sua casa perto de Tel Aviv e seguimos para o Mar Morto. De lá continuaremos pelo deserto até Eilat. A temperatura durante o dia gira em torno de 42 graus e, `a noite, cai para 32, lá pela meia noite.

De Eilat vamos para Petra e, em seguida, começamos a jornada de volta para o Brasil. Petra – Eilat de onibus, Eilat – Tel Aviv de carro, Tel-Aviv – Roma de avião, outro avião de Roma para o Rio de Janeiro e, finalmente, mais um aviao Rio – São Paulo.

Domingo vai ser dia de recuperar as 6 horas de fuso e as tantas outras de voos.

Hoje, no nosso último dia de Jerusalem, passeamos bastante, jantamos num restaurante muito legal chamado Angelica, visitamos o Jewish Quarter e tomamos muitos sucos de frutas o dia todo.

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Agora é hora de arrumar a mala e preparar a viagem.

Obrigada pela companhia.

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De volta a Jerusalem

Jerusalem é muito perto de Tel Aviv, 56 km. Mas se a distância geográfica é pequena, a diferença de ‘mood’ é imensa. Tel Aviv é uma cidade de praia, descontraída, um convite permamente para a atividade física. Jerusalem é uma cidade adulta, histórica e marcada pelo turismo religioso.

Hoje, guiada por nossa filha que estava morando aqui, Isaac e eu fizemos lindos passeios. Visitamos o Museu de Israel, que é belíssimo. Vi uma exposição de Escher, a última “viagem’ de Herodes, esculturas incríveis e o mais emocionante de todos, o Shrine of the Book, criado para abrigar os pergaminhos do Mar Morto. O lugar é impressionante, assim como são impressionantes os pergaminhos em si, da forma como estão expostos. Nem é tanto uma questão religiosa, mas arqueológica. Fico impressionada de ver manuscritos tão antigos.

Depois vimos a maquete de Jerusalem antiga, com o segundo templo, que era realmente gigantesco. O muro das lamentações é uma parte externa do muro em torno do antigo templo.

Passeamos por um lindo shopping a céu aberto, Mamilla (são polêmicas…ahahah!) e jantamos num rodízio estilo brasileliro, mas de carne kosher.

Terminamos a noite no Tayelet apreciando a vista da cidade.

Hoje é meu aniversário

Recebi muuitos, muitos parabéns nesta sexta-feira. Queria agraadecer a todos. Agradeci,na verdaade, na minha mente, dentro do meu eu. Estou em Tel Aviv com meu marido e minha fiha, longe do meu filho, de minha mãe e de minha irmã. Mas a vida é assim, uma lição de que não se pode ter tudo, mas deve-se sempre ser grato pelo que se tem.

Aqui já são quase 11 da noite, seis horas adiante do Brasil, por isso meu aniversário já está acabando. Foi um dia bacana e bem longo, sob um sol escaldante de verdade. Estou cansada, mass feliz.

E grata.

Grata a tanta gente que me desejou coisas boas, que me mandou amor, que vibrou comigo. Gente que faz parte da minha vida, da grande esfera de contatos que forma nosso planeta comunitário.

Fiz 56 anos. Cheia de saúde e de planos.

Por tudo, por tanto, por você, por todos, só pode dar graças à vida!

Beijos, até amanhã!

A caminho de Tel Aviv

Ontem choveu em Veneza. Como sempre, choveu na hora certa, justamente quando estávammos no hotel nos preparando para ver um concerto.

Andrea, marido da minha amiga Virginia, disse que quando chove muito em Veneza e a água sobe, a cidade fica inundiada e os moradores usam botas de borracha até a virilha, como pescadores.

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A chuva parou bem na hora que saimos pra ver o concerto. Aqui, um Vine do Adagio do Albinoni, que adoro.

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Depois do concerto jantamos no Acquapazza e fomos arrumar as malas e dormir.

Acordamos cinco da manhã e fomos pro porto de Sant’Angelo pegar o táxi-barco pro aeroporto. Vimmos o sol nascer e fizemos um passeio lindo.

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O problema é que o preço do táxi-barco até o aeroporto custou mais que a passagem aérea de Veneza pra Roma.

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Agora estamos em Roma esperando o voo pra Tel Aviv. Vamos encontrar Anita e passar meu aniversário juntos! Amanhã, ieba.

O barulho do vento é chato no vídeo, mas ver o sol e a lua no amanhecer de Veneza foi lindo pra mim.

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Veneza, que beleza!

Não me pergunte a razão, mas sempre lutei com a ideia de vir para Veneza. O que é bem imbecil da minha parte porque eu sempre quis conhecer Murano, ilha que fica aqui ao lado.

A gente ouve tanto falar que a cidade vai afundar, que a água é suja, que tem muito turista e esquece que estar num lugar é diferente de ver fotos, vídeos ou filmes.

Pois eu estou em Veneza e estou adorando tudo. Primeiro porque reencontrei aqui minha melhor amiga de pré-adolescencia, a querida Virginia. Pensa, a gente não se via há 40 anos! Nunca consegui encontrá-la na Internet. Eis que ela me encontrou, mandou um email e eu o recebi quuando cheguei em Florença e ela mora na Itália! Ficamos loucas. Eu ia pra Cinque Terre e ela mora na outra costa, em Udine. Daí que combinamos de nos ver em Veneza. Saímos de carro da Liguria, atravessamos o pais de carro e, depois de cinco horas de viagem e um calor doido, chegamos no estacionamento gigante e lotado de Piazzale Roma em Veneza. Estacionamos o carro e o devolvemos pra locadora. Compramos o bilhete para o transporte publico de barco, o vaporetto. Virginia vinha com o marido de carro, de Udine, para nos encontrar. A gente se falava por sms.

Chegamos na estação e seguimos as instruções do hotel. E…adivinha. Estava errado! Pegamos o barco errado e pro lado errado. Depois de uma hora no vaporetto eu estava desesperada.

Virginia e o marido pegaram outro vaporetto.

No porto errado, tivemos que pegar um barco táxi e fomos para o hotel. Passei o endereço e…nos encontramos! Foi muito emocionante. E lindo.

Ficamos algumas horas juuntas. E a partir de agora, nunca mais vamos nos perder!

Voltemos a Veneza.

Escolhemos uum hotel ma ra vi lho so. Pequeno e nao tao caro, mas sensacional. Corte di Gabriela o nome dele. Pra compensar o hotel horroroso e bizarro que ficamos em Florença. O quarto era gigante, mas parecia uma loja de antiguidades. Fez até mal dormir numa cama com dossel que parecia de museu. Nao recomendaria a ninguem, o Tolomei. A dona e simpatica, mas foi pessimo. O cafe da manhã era num restaurante fora do predio, com comida horrorosa. Fiquei revoltada de estar na Italia comendo mal. Mas aqui em Veneza tudo está perfeito.

E hoje fui pra Murano. Que sonho estar lá!

Eu, em Murano.
Pareço magra, mas engordei uns 2 quilos ate agora.

Visitamos uma fábrica de vidro.


Vidros de murano.

Agora, uma dica: chega-se em Veneza com as malas grandes nos barcos. Ai voce vem rodando a mala, a maleta e a bolsa. E sobe e desce pontos e escadas com as malas. A 35 graus de calor. Loucura. Tem que escolher um hotel PERTO dos portos do vaporetto ou dos barcos. Pra não atravessar a cidade rodando mala gigante. Por sorte nosso hotel fica bem perto do porto de San Angelo. Só uma rodadinha, umas voltas, uma ponte e presto!

Outra coisa: aprendi que os dois programas básicos sao achar-se e perder-se. Como as vielas são estreitas ladeadas por prédios baixos que não dão visão, vc não tem horizonte ou referência e tudo é parecido. Mas tem placas indicando sempre a famosa e linda Piazza San Marco e a ponte Rioalto, onde todo mundo tira foto.

Amanhã saio de Veneza e vamos pra Tel Aviv.
E de lá atravessaremos o deserto a uns 41 graus até Eilat. Depois cruzaremos a fronteira pra Jordânia a pé. No deserto. E vamos para Petra.

Amei Veneza.
Venha. Sonhe, planeje. Mas venha conhecer a cidade.

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A manhã em Monterosso al Mare, um presente da sorte

A frase que melhor resume nosso dia em Monterosso Al Mare, a quinta das cinco vilas de Cinque Terre, na costa da Liguria, noroeste da Italia, a mais bonita e a única que realmente tem praia. A foto mostra bem a praia principal. Mas vou dizer por que tivemos tanta sorte.

Primeiro que eu não sei nem como foi que cismei que queria conhecer Cinque Terre. Ainda bem que isso aconteceu, porque eu adorei o lugar, certamento voltaria/voltarei. Na hora de escolher o hotel foi outra indecisão. Os que a gente queria estavam lotados e não tínhamos ideia de quais critérios usar. Escolhi um hotel pequeno e muito bom chamado Margherita. A praia, que você vê na foto, não permite circulação de carros. O acesso pelo alto da estrada é feito por duas vias, uma que acessa os hoteis da ponta direita e outra que acessa a ponta esquerda. Sem saber, optei no alto da estrada pelo lado certo e fui desembocar aonde no final da estradinha? Na porta do hotel. Depois, tínhamos que estacionar o carro, algo quase impossível. E não é que achei a penúltima vaga num pequeno estacionamento logo ao lado?

A sorte também ficou do nosso lado logo pela manhã. Isaac queria começar o dia viajando de trem para as outras quatro Terre. Eu queria ir à praia, porque como criança, preparei todos os brinquedos para a ocasião. Trouxe chapéu, chinelo, bloqueadores solares, canga, sacola, escova pra tirar areia, TUDO. Só não trouxe baldinha, forminha e pazinha, o resto eu trouxe.

Fomos para a estação de trem, compramos os bihetes e esperammos. E ai começou o atraso do trem. 10 minutos. Depois mais 15. Depois veio o aviso de mais 25 e eu decretei a desistência. E fomos para a praia.Acertei o lado. O lado de cá é todo de pedrinhas redondinhas, água azul cristalina. Deitamos em espreguiçadeiras perfeitas, sob um umbrellone (tudo alugado por 21 euros, pra dois, dia todo, com banho e banheiro). Mergulhamos com cardumes de peixes coloridos, uma coisa linda. A outra ponta da praia? Areia feia, água turva. Demos sorte demais.

Almoçamos, tomamos banho e eu vi na Internet que o passeio de barco era melhor que o de trem. Comprammos bilhetes pro barco e decidimos ir de barco e voltar de trem. Vi muitos sites e posts, mas nenhum explicou tudo.

É assim: dá pra visitar as cinque terre caminhando (fazendo trilhas) MAS quase todas estão fechadas. E demora. Dá pra ir de trem. MAS o trem vai quase todo percurso por tuneis e você não vê o mar. O melhor é ir de barco, MAS o barco não para em uma das terras, porque não tem ancoradouro.

Então pegamos o barco em Monterollo Al Mare (onde estamos) e começamos o lindo passeio. LIndo mesmo, só agora eu vi a cor real do azul …marinho.

O barco para em Vernazze. A gente fica. Ele pula Corniglia, que fica no alto do morro e vai para Manarola, sim, pra lembrar a regra mnemônica é mão-na-rola. Ficcamos no barco. Ele então vai para Riomaggiore e lá desceemos. Fomos para a vila passear. Muito lindo.

Adorei Riomaggiori. Passeamos e Isaac, com a tabela dos horários do trem, controlou o tempo. Pegamos o trem e fomos para Manarola. Fofa.

Novamente no trem, paramos em Corniglia. E ai eu olhei pela janela e não vi a cidade. Como o trem não “subiu” e a cidade fica no alto, imaginei que teríamos que subir muito, mas muito mesmo para chegar lá. E, do nada, resolvemos ficar no trem. Foi a sorte. Porque lemos depois que são trinta e tantas rampas e 330 degraus pra suubir pra Corniglia!

Descemos em Vernazza, tomamos café, voltamos pro trem e descemos de volta a Monterosso al Mare. E..ha! descobrimos que, de manhã estávamos do lado errado do trem! Ou seja, iamos começar o dia pegando um trem com 40 minutos de atraso e…pro lado errado. ahahahahaha!

Que sorte que demos.
Por falar em sorte, fiquei MUITO feliz: mergulhando no mar achei…meio euro! Não é pelo valor, mas é que desde criança eu acho dinheiro no chão. Em todo o mundo. No mar só achei uma vez, em Barra do Una. E hoje, aqui na praia.

Amanhã vamos pra Veneza.
Amei este lugar.
Comemos MUITO bem.
Infelizmente, eu engordei na Italia, apesar de andar tudo que andei. Mas a comida é boa e farta!
Vamos ver se eu derreto tudo no deserto de Israel e Jordânia.

Até já.

Monterosso Al Mare, Cinque Terre

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Sou uma garota de origem simples que nasceu na zona norte de São Paulo e foi morar na periferia de Guarulhos em Vila Galvão. Por isso ainda me parece um pouco demais acordar em Florença e dormir em Monterosso Al Mare em Cinque Terre.

O lugar é lindo demais, um astral impressionantemente calmo e feliz.

E fomos brindados com uma lua cheia e imensa, que prateava a mar, que nos fez ficar um tempão sentados num banco contemplando esta beleza inapreensível por fotos ou vídeos.

Queria dizer obrigada ao universo. De coração.