Mãe, mulher, etc.

Ontem foi aniversário da Lelê. Queria muito ter ido na casa dela hoje. Mas realmente não deu. Vim para Águas de São Pedro, com marido e filho, minha mãe, a Meire, sua filhota Gabi, sua irmã. E aqui na chácara estão: o Joel, a Ana, os filhos deles. E mais os cachorros. Otto, Lilly, Laika, Teddy, Zica, Bianca. Ah,sim, esqueci de dizer que aqui tem gato, galinha, papagaio. É muita gente, muita vida, muita coisa pra cuidar. Todo mundo tem que comer, dormir, tomar banho, passear. Eu administro quase tudo. Se acabou o xampu, o condicionador, o refrigerante, o leite, o pão, os frios. Se tem carvão pro churrasco, se tem ração pro schnauzer. Travesseiros, cobertas, camas, farofa, ovo frito, mamão, sorvete, tudo comigo.

No momento duas cadelas estão no cio. Duas. Tem que fazer rodízio de machos soltos e presos, pra não dar confusão.

E tem os pequenos problemas que sempre acontecem em grupos de pessoas. Exemplo? Meire fechou o carro com a chave dentro. Alguém chamou o chaveiro. Mas deveriam ter chamado a Porto Seguro. O chaveiro não chegava. E, quando chegou, não conseguiu abrir a porta. Nem com chave de fenda, arames, traquitanas, nada. E eu, com minhas linhas e técnicas, salvei o dia. Eu sei abrir porta de carro que tem pino na porta. Basta pescar, puxar e…abrir.

Os cachorros também precisam de cuidado. Nosso boxer Teddy não está bem. Fui comprar vitamina, ração especial, vermífugo. Dei o vermífugo pra ele. E depois de vê recusar comida por quase dois dias, consegui abrir seu apetite. Dei comida, na mão, segurando o pote, cinco pequenas refeições que eu mesma preparei.

Agora consegui sentar um pouco e subir um post. Um, pelo menos. Isso graças ao técnico que meu marido chamou ontem, para fazer a rede funcionar. Pra variar, estávamos sem Internet. Agora parece que está tudo bem.

Foi um lindo dia de céu azul, sem chuva. Está tudo bem. Mas juro que estou com vontade de dar parabéns para mim. Porque estou proporcionando um feriado legal pra todo mundo, porque estou fazendo o que posso para cuidar de todos. Porque sou a mãe, a esposa, a filha ,a patroa, a dona dos bichos, a mulher, a cidadã. Que lê, escreve, compra, paga, trabalha, cozinha, passeia, nada, caminha e ainda empresa a conta do iTunes, dá dicas de Twitter, responde perguntas, atende pedidos.

Desculpe a falta de modéstia, mas considerando-se o impressionante número de coisas que toda mulher tem que fazer, eu vou aplaudir a mim e a todas as colegas. E contar com a minha amada Lelê pra me perdoar minha ausência. Ela é mulher. Ela entende. Acho que esse é nosso maior papel, compreender tudo, amar a todos.

PS – Vou fazer uma pequena participação, em uma matéria, de um dos quadros do Legendários hoje, com a querida Teena. A ver.

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Tenso

Foi um dia mais ou menos tenso. Tenso na hora de fazer a travessia a nado, tenso e exaustivo na hora de voltar pela areia, tenso porque choveu na praia. Depois, choveu quando fomos andar de bicicleta. O clima nebuloso contaminou todos em casa. Ficamos mais ou menos assim, cinzentos.

Agora estou naquela fase em que quero que o ano acabe de uma vez. Pra que um novo comece do zero.

Tem dias que o zero parece um belo objetivo!

Acidentes na estrada

Concordo com você. A gente chora de barriga cheia. Reclamar de uma viagem de carro, depois de um feriado de sol, é vício. Tem tanta gente que sofre tanto, de forma tão mais intensa e real, que esse tipo de queixa burguesa acaba irritando algumas pessoas. Mas vamos deixar o preconceito de lado, incluindo aquele contra as queixas da classe média. Afinal, queremos um mundo mais justo onde todos tenham uma vida digna, incluindo a chance de viajar para a praia. Democratizar não é fazer com que todos sofram, mas com que todos tenham uma vida com conforto e lazer.

A Rio-Santos estava parada. Eu me senti no Twitter seguindo milhares e sendo seguida por outros tantos. Cheguei a pensar que o @aplusk estivesse lá na frente, pra ter tantos seguidores. Logo nos primeiros quilómetros, minha cachorrinha, Lilly, passou mal e sujou todo o carro. Parei no acostamento, fiz uma pequena faxina e segui viagem.

Ela vomitou mais duas vezes. O papel acabou, a camiseta não deu conta, enfim, foi complicado. Dei água pra ela e a bichinha conseguiu dormir. Otto veio cinco horas em pé no banco. Ele não senta durante a viagem, fica surfando no banco. Um sacrifício. Mas isso não foi nada.

Vi muitos carros quebrados na Mogi-Bertioga, de cortar o coração. Meninas jovens com bebês, sentadas na beira da estrada, esperando socorro mecânico. E o trágico: muitos acidentes com motocicleta. Vi motos no chão, retorcidas, rapazes caídos, uma tristeza.

Mesmo com policiamento, com multas, muita gente abusa. Bebe. Ou é vítima de motoristas que dirigem mal. Fato é que mais triste do que ter uma viagem longa e problemática é pensar que tem gente que não chega ileso em casa. Ou, em alguns casos, não chega com vida.

Espero que todos tomem muito cuidado e tenham paciência. A coisa vai ser difícil hoje, especialmente pra quem está vindo agora. Enfim, graças a D`us, chegamos todos bem.

Vai fazer sol

Sempre chove nos feriados de Finados. Não sei se são as lágrimas do mundo ou se é só uma coincidência meteorológica. Fato é que sempre chove ou, pelo menos, garoa.
Pois a previsão deste ano é de sol. Em todo o país. Fico particularmente feliz porque vou para o litoral.
E, sim, eu sei, parece uma nota banal. Mas eu a selecionei de propósito.
Tem muita tristeza no noticiário. Zina, Rafael Ilha tentando se cortar novamente, Felipe Dylon de dread falando que esteve internado, o jovem ator de ‘Crepúsculo’ bebendo demais.
Precisamos todos de um pouco mais de sol.
Ou, de uma forma mais ampla, de luz….muita luz!