Viagem na viagem
Assim que terminei de ler ‘Carnaval no Fogo’, do Ruy Castro, comecei a ler ‘Sob o sol da Toscana’, de Frances Meyes, um livro que ganhei de presente de uma querida leitora,que trabalha numa importante editora (sempre as rimas…) e que deve estar passando o reveillon com sua filhota. Não sei se ela quer que eu diga que ela me manda muitos e adoráveis livros de presente, como também fazem outros queridos leitores. A Déa, por exemplo. Isso, sem contar todos os que já contribuíram com livros, não para mim, mas para a Biblioteca da Maria (preciso reativar meu contato com a Maria para saber como estão seus planos de entrar na faculdade).
Não conheço a Toscana mas estou encantada, viajando na viagem, de Barra do Una para a Itália, acompanhando a aventura da escritora de cometer a loucura de comprar uma casa secular, uma villa italiana, propriedade onde ela pretende extrair o próprio azeite das oliveiras e colher as uvas de suas parreiras.
Agora que já assei o perú, já fiz o arroz com passas, vou retomar a leitura.
Descobri que aqui na praia, passo diante do fogão o mesmo tanto de horas que em são paulo passo diante do computador.
Meu marido tem achado meus posts muito saborosos.
Eu, concluí que um dia todo de tanque e pia faz por fora o mesmo mal que o teclado faz para as mãos, por dentro.
No fundo, viver dá trabalho.
Sim, tem gente que fica milionário e pode comprar trabalho de todo mundo pra não ter que trabalhar nada.
Mas no final, até no caso do bilionário da Parmalat, a vaca foi pro brejo.
Um brejo italiano, o que me leva de volta à Toscana.

Leia mais sobre o livro no site da Livraria Cultura.

As lavadeiras fazem assim
Lavei roupa no tanque hoje de manhã, na unha, esfregando e cantando ‘ensaboa, mulata, ensaboa’. Pendurei tudo no mini-varal portátil. Biquínis, camisetas, toalhas e mais toalhas, bermudas e muito etc. Veio a chuva e molhou tudo o que estava semi-seco.
Tudo bem, não foi por mal.
Acho que a chuva também queria lavar as roupas da minha sinhá.
Lembra da música? para lavar a roupa da minha sinhá..
tá qui, no jangada brasil.
As lavadeiras fazem assim.. as lavadeiras fazem assim… assim…assado..
assado?
Gente! Tenho que tirar o perú do forno!!

Ecologicamente Impossível
Olhando o céu, o mar, o rio, a areia, as árvores, a chuva com seu cheiro de terra e barulho de fim de mundo, sentimos orgulho de fazermos parte da natureza. Foi o que pensei ao tirar esta foto, sentada numa cadeira de praia na sombra de uma barraca.
Mas a natureza humana é muito complexa. E ao mesmo tempo que alguns cidadãos mais conscientes instalam lixeiras na praia para preservar toda essa beleza, outros seres humanos conseguem atolar uma lata de lixo para vidros com todo material plástico e orgânico do mundo.
Tudo bem, tem gente que não sabe ler, talvez algumas crianças que ainda não foram alfabetizadas também tenham errado a lata e até concordo que a lata verde deveria ser para material orgânico, por associação com o que vem da natureza.
Acho que a natureza choveu só de raiva de tanta gente estragando a paisagem.
Ou talvez sejam só lágrimas do céu.

Chuva!
Esta caindo um temporal aqui no litoral. É uma rima mas definitivamente não é uma solução.
Há anos passo o reveillon aqui. Há anos, chove à noite.
Neste momento, vejo a São Silvestre pela TV, em SP, com a pista toda molhada.
Se é pra lavar a sujeira que 2003 deixou, que venha.