Feliz Aniversário, Gianne!

E, de repente, uma presença luxuosa invade a redação, para na entrada e, com voz alta e potente anuncia para todos:

– Bom gente, hoje é meu aniversário, estou fazendo 30 anos e eu vim trazer bolo pra vocês….

Olho e vejo uma figura alta, loira, linda, sorridente e aniversariante, abrinco uma caixa cheia de outras caixas de lindos cupcakes. É Gianne Albertoni.

Puxo um parabéns e toda a redação canta pra ela. Ela agradece e sai distribuindo quitutes, com a alegria de uma menina que faz 13 anos. Uma fofa.

É impressionante como a alegria de viver é patrimônio da pessoa, item de fábrica de alguns seres humanos. Tirei uma foto, dei um beijo e um abraço em Gianne, conversei rapidamente com ela.

Nesse meio chamado ‘televisão’, máquina idealizada de sucesso instantâneo, sonho de apogeu para muita gente no Brasil, há pessoas de todos os tipos. O mais legal é ver garotas como Gianne, que não precisa de nada disso, que poderia ficar apenas em sua redoma, sendo paparicada por ser apresentadora de TV, vindo até aqui, na redação do portal R7, para compartilhar a felicidade de estar fazendo 30 anos e distribuir doces para todos pessoalmente. Ela, modelo famosa, apresentadora de uma grande emissora, vindo aqui nos servir.

Grande garota.
Feliz aniversário, Gianne.

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Obrigada, fotógrafo!

Ai, que alegria. Ai, que delícia. Eike Batista. Sério, fiquei muito feliz ao ver que saí bem na foto que está no site do programa Tudo é Possível. Obrigada ao maquiador, ao cabelereiro e ao fotógrafo Antonio Chahestian que operaram esse milagre. Além de não ser bonita, não sou fotogênica. E, olha, não estou ‘fishing for compliments’, pescando elogios, não. Sou tão ruim de pescaria que no primeiro arremesso da isca eu furaria meus olhos com o anzol. Estou contente porque o resultado ilusório ficou agradável pra mim mesma. Vou fingir que sou assim e continuar com o post.

Domingo, meio dia, estreia um quadro de paródias no Tudo é Possível e o diretor do programa, Vildomar Batista, me convidou pra fazer parte do júri. Já fiz muitas paródias, escrevi muitas e muitas letras de humor e, por isso, me sinto à vontade para julgar o trabalho dos participantes.

Conversei muito com o Beto Barboza, ao som da platéia cantando Adocica. Confesso que entre risadas e fofoquinhas, fiquei muito enternecida quando ele contou que no final do ano passado perdeu uma filha, aos 28 anos. Coisa mais triste do mundo. Felizmente ele está conformado, se recompondo, com a ajuda de uma boa fase profissional, com direito a campanhas publicitárias com ‘Adocica’ e muitos shows pelo Brasil. Serginho Mallandro também está feliz com o sucesso de seu stand-up.

A produção me tratou com muito carinho e gostei muito das produções de cada um dos sete candidatos. Amanhã você confere o meu favorito. Começa ao meio dia.

Por enquanto, obrigada, Antonio!
Se eu ficar bem na TV, vou agradecer a todos os câmeras.

🙂

Um pé de quê?

Nunca assisti ao programa “Um pé de quê?”, do canal Futura, projeto de Regina Cazé apresentado pela própria, mas sei que o programa é um sucesso. Em que sentido? Em todos. Foi uma ideia dela e do marido, Estevão Ciavatta, que brotou a partir de uma curiosidade da filha dela,  Benedita. Portanto, um sucesso pessoal e familiar. O programa estreou no canal Futura em 2001. Em 2006 o programa fez sua primeira viagem internacional, para a África. Agora, ao completar 10 anos, o programa foi gravar as cerejeiras no Japão. Um sucesso com ramos internacionais.

Como eu nunca tinha visto na TV, fui ver no YouTube.  O resultado mais encontrado é o programa sobre Cannabis. Assisti uma parte. Achei muito parecido com os episódios do Telecurso Segundo Grau. Didático, simples, sem pretensões,  muito simpático. Leve.

Isso é sucesso, é a ocupação feliz de um lugar no espaço-tempo, que faz bem às pessoas, informa, vive. Sucesso é a colheita da verdade que você planta, com suas próprias mãos. Não é a ‘fama’ decorrente dos holofotes emprestados, mas da luz própria que vem de você.

Parabéns à Regina Cazé. É lindo ver os frutos de gente frondosa.

A Internet quer ‘trollar’ a TV para virar celebridade

Você vai ouvir um sonoro palavrão, a falta de educação e a reação estupefata dos apresentadores e do entrevistado diante da grosseria do telespectador. Agora que você já viu, vamos aos fatos. Vamos tentar entender.

Eu estava aqui no trabalho quando o Diego Maia perguntou se eu tinha visto o vídeo do Programa Manhã Maior da RedeTV com o palavrão, o vídeo acima. Peguei o link e assisti. Fiquei passada. Trabalhei em TV durante 26 anos, de 1983 a 2009 e conheço muita gente. Minha visão é a de quem conhece o meio. E, claro, hoje eu sou uma profissional de Internet. Sou peão das duas mídias.

A primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato do telespectador ter sido tratado como um convidado. Mas, soube depois, os apresentadores costumam fazer assim. O telespectador é convidado a fazer uma pergunta. Ele dá o nome e o telefone e entra no ar, com seu nome na tela. O programa faz isso em respeito ao telespectador. O garoto em questão deu um telefone verídico, porque a produção ligou de volta e verificou. Eu apurei isso junto ao programa.

O rapaz que fez isso ‘trollou’ a televisão. Trollar é uma mistura de bullying com zoação, uma espécie de assédio midiático, em que uma pessoa usa um meio para encher o saco do outro, para zoar o outro, para exercer o famoso espírito de porco. É parecido com os pichadores, que sujam as paredes, prédios e monumentos. Eles estão numa outra vibe, num outro jogo, um jogo sujo, muito diferente do jogo limpo dos cidadãos e da cidade. Trollar é pichar monumentos vivos, ou seja, gente.

Muitos fazem isso. Confesso que já dei muitas risadas ao ver esse tipo de coisa acontecendo. Lembro da onda de tentativas, muitas com sucesso, de telespectadores que enviavam nomes com cacófatos, como Paula Tejano, para programas esportivos. Você pode achar vários no YouTube.

O rapaz que fez isso hoje tinha outra intenção: queria aparecer no Top Five do CQC. A ideia era essa, exatamente. Ele ligou, deu o nome, o telefone, gravou. Ele queria bombar a cena no YouTube, com o palavrão, para aparecer no Top Five da noite desta segunda feira. Gravou com o celular, disposto a virar um herói da trollagem. Imagine a emoção do menino. Sentar no sofá hoje à noite, assistir ao CQC, ver o vídeo no TopFive e dizer pros amigos: eu que fiz isso!

Eu estaria mentindo se dissesse que não ri quando vi o vídeo pela primeira vez. Mas depois, a graça acabou. Porque respeito as pessoas do programa, porque gosto muito do Arthur Veríssimo, porque é provável que o programa deixe de receber ligações dos telespectadores por causa disso. É um canal de interatividade que se fecha por causa de um garoto. É tão triste quanto ter que fechar uma praça por causa de um vândalo ou cercar uma casa com arame farpado por causa de um ladrão.

Brincar é normal. Ver as pessoas experimentando as novas mídias também. Assim como é normal testar as relações entre web e TV. Mas há uma diferença entra o passamoleque que é o cacófato ‘Paula Tejano’ e ser grosseiro ao dizer um palavrão. Ainda mais porque a pauta era homossexualidade.

Não quero ser hipócrita, porque trabalhei no Pânico, sempre fiz humor, dou risadas das zoações, como todo mundo e, num primeiro momento,imaginei que a cena estaria no primeiro lugar do Top5. Mas como todo adulto eu também sou capaz de analisar e pensar na forma de brincar e nas consequências que advém desse ato. Todos nós temos a reação infantil de uma criança diante de uma situação assim, mas a diferença é que quem amadurece, pondera.

Hoje, no aniversário de morte de Graham Bell, acho que esta ligação é emblemática. Se ele estivesse vivo e visse tudo isso, talvez tivesse desistido de inventar o telefone.

Pra você, Otávio Neto, eu dedico essa canção. Que mostra como a mesma coisa, em outro contexto pode ser legal. A Cris Nicolotti não fez mal a ninguém. E com esta interpretação todo muito riu, todo mundo se divertiu e ela ainda ganhou um prêmio. E ninguém teve que perder o emprego.

😦

Ah…essa Internet.

PS –  O vídeo acima é do Marcelo do Asttro. Ele não tem nada com isso, só ouviu o palavrão, gravou e subiu pro YouTube.

Update das 21:24h – O garoto que fez a ligação entrou em contato com a produção do programa via email e disse que estava arrependido, que ele só queria forçar a barra pra aparecer no Top5, pra enganar a produção do CQC. Sim, porque, o CQC mostra os erros que acontecem espontaneamente e não coisas produzidas intencionalmente, com a finalidade de aparecer no programa.  Mas enfim, cada um faz o que quer. Eu só queria contar  a história e dar minha opinião. Opinião dada. Agora é sua vez de opinar nos comentários. Obrigada.

Obrigada e parabéns, Ana Brambilla!

Foi com grata surpresa que encontrei um comentário da Ana Brambilla aqui no blog, no post “Cai,cai”, sobre o hoax (pegadinha, boato) do episódio dos Simpsons sobre o “Cala Boca, Galvão”. (Clique aqui para ler o comentário)

Ana entrou em contato com a FOX, confirmou que a informação é só um boato e o Terra publicou uma nota sobre isso. Atitude bacana, correta e amistosa, por parte do portal e dela. Fiquei muito feliz e cheia de esperança no ser humano novamente. 🙂

Boa, Ana! Valeu.

terracorige