Dia da árvore

 

Quando eu era muito pequena alguma professora botou uma poesia do dia da árvore na minha cabeça, quer dizer, eu tive que decorar para recitá-la no Dia da Árvore. Eu não sei de quem é o poema, mas certamente a professora era religiosa, dado o teor do texto.

O curioso é que eu não encontrei este poema no Google! Então vou publicá-lo de memória pra ver se alguém encontra sua origem.

 

Porque as árvores morrem de pé

 

Há muitos anos atrás
Antes de Jesus nascer,
diz uma lenda que as árvores
caiam para morrer.

Uma semente na terra
a chuva que D’us mandou,
a luz do sol, generoso,
e esta história começou:

“eu era uma sementinha
que nesta terra nasci
veio o sol e veio a chuva
dessa maneira eu nasci.

Fui crescendo, fui crescendo,
fiquei grande como vês.
Mas eu também já fui criança,
tão criança quanto você.

Abriguei sobre meus galhos
as cantigas dos sabiás
e presenciei muitas vezes
as danças dos tangarás.

Sempre boa, sempre amiga,
nunca fiz mal a ninguém
porque o destino das árvores
é sempre fazer o bem.

Certa feita os homens maus
que assassinaram Jesus
escolheram o meu lenho
para servir-lhe de cruz.

E desde esse diante em diante
eu sou o exemplo da fé
e é por isso, crianças,
que as árvores morrem de pé”

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2 comentários em “Dia da árvore”

  1. Que pena, não sei o nome do autor. Aprendi quando criança essa poesia, Rosana, e há algum tempo procurava na internet, mas sem sucesso. Fiquei muito feliz em encontra-la, pois não me lembrava da última estrófe. Tem pequenas diferenças da que vc postou. Veja como aprendi:

    Porque as árvores morrem de pé

    Há muitos anos atrás,
    Antes de Jesus nascer,
    conta uma lenda que as árvores
    caiam para morrer.

    De uma semente na terra
    a chuva que Deus mandou,
    a luz do sol, generoso,
    esta história começou.

    Isto foi a muito tempo,
    milênios, quem saberá.
    Deixemos que sua história
    ela mesma contará.

    “Eu era uma sementinha
    que nesta terra caí
    veio o sol e veio a chuva
    dessa maneira eu nasci.

    Fui crescendo, fui crescendo,
    fiquei grande como vês.
    Mas, também já fui criança,
    criança como você.

    Sempre boa, sempre amiga,
    nunca fiz mal a ninguém,
    porque o destino das árvores
    é sempre fazer o bem.

    Abriguei entre os meus galhos
    cantigas dos sabiás
    e presenciei muitas vezes
    a dança dos tangarás.

    Certa feita homens maus
    depois de matar Jesus
    escolheram o meu lenho
    para servir-lhe de cruz.

    E desde esse diante em diante
    eu sou exemplo de fé
    e é por isso, crianças,
    que hoje morro de pé”.

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