A eleição na era da web

2010 foi um ano histórico para a democracia brasileira. Vivemos a primeira eleição para presidente, governador, senadores e deputados federal e estadual com a participação massiva dos eleitores pela web fixa e móvel, tanto nas redes sociais quanto em todas as outras muitas plataformas de comunicação e expressão.

Uma das grandes novidades foi a série de sabatinas com transmissão transmídia. No R7, por exemplo, tive a oportunidade de ancorar os intervalos desses eventos, com todos os principais candidatos ao primeiro turno para as eleições presidenciais. No estúdio, as sabatinas eram transmitidas ao vivo pelo R7, com retransmissão pela Record News. Nos intervalos, junto com uma grande equipe, ancorei a comunicação com o internauta, lendo comentários, acompanhando perguntas via e-mail, mural e chat, passando serviços. Durante toda a transmissão em áudio e vídeo, a equipe do R7 publicava minuto a minuto todas as falas dos participantes. Depois da emissão ao vivo, tudo ficou em arquivo para acesso posterior do eleitor. O R7 também manteve um blog permanente sobre as eleições, com muito sucesso. Foram meses de trabalho, milhares de notícias e uma abertura para expressão por parte do internauta como nunca se viu antes. Um pequeno passo na interação online, um salto gigantesco para a democracia brasileira.

Foto: Wilton Junior/AE

Além das transmissões dos debates com os principais candidatos pela TV, como o debate acalorado da Rede Record, acompanhamos tudo o tempo todo na Internet e na web móvel. As redes sociais respiraram política. Hashtags sobre candidatos e debates no Twitter, perfis com twibbons demonstrando suas preferências de forma assumida por um ou outro candidato, discussões intensas durante toda a campanha. Há muito tempo eu não via, sentia, tanta mobilização por parte dos eleitores. Me senti nos velhos e bons tempos de movimento político na USP.

No primeiro turno das eleições, uma outra conquista: a apuração dos votos acontecia e o R7 anunciava, tudo praticamente em tempo real. Nunca se viu nada assim. Mapas, infográficos, resultados, comparações, análises, tudo ao alcance do eleitor. Toda a Internet mobilizada, em todas as plataformas. Baixei um aplicativo brasileiro no iPad e, pela primeira vez, pude acompanhar os resultados na TV com o iPad no colo, vendo todas as atualizações disponíveis. Um show de informação.

Essa conquista deve ser muito comemorada. A Internet é o triunfo da transparência, da verdade, do acesso à informação por parte de toda a população. A conclusão feliz é que nessa eleição, o povo saiu ganhando. A democracia online foi eleita por maioria esmagadora.

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