Você precisa disso já? E na hora de pagar, dá?

Tudo o que fazemos sem pensar ou em excesso acaba dando problema. Comer demais, falar demais, gastar demais. A gente acaba comprando o que não precisa com o dinheiro que não tem. E na hora de pagar não dá. E você acaba se enrolando. Complicado.

O negócio é fazer as coisas de forma consciente. É não dar ouvido pro diabinho que fica tentando você e acreditar na voz do bom senso. Sabe aquela coisa de não dar o passo maior do que a perna? Sábio chavão.

Quer um exemplo? Ou vários?

No link do hotsite do Itau tem vídeos divertidos com o Marco Luque falando sobre o tema. Itaú.com.br/creditoconsciente

E mais: você pode participar de um concurso cultural mandando uma pergunta, contando uma história ligada a crédito, pedindo ajuda para um especialista. No final, a melhor história será escolhida, o vencedor receberá uma consultoria de um dia com o Marco Luque e um especialista em crédito. O dia será filmado e divulgado no hotsite. Aí, sim!

Entre agora no link, compartilhe, participe

Itaú.com.br/creditoconsciente

 

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Sonhar e contar

Uma vez eu comprei o livro “A interpretação dos sonhos” do Freud num sebo. Nunca li. Agora tem a versão online gratuita também. Também não li. Já li algumas coisas Jung sobre sonhos.  Só  sei que o sonho tem uma função importante no equilibrio mental. Sonhar faz bem para a mente humana assim como o scandisk é bom para o computador.

O sonho que você sonha, portanto, é bom para você. E pra mais ninguém. Você pode contar o que sonhou para seu terapeuta e ele faz uma interpretação dessa linguagem simbólica. Porque o que você sonha à noite não é informação real, não diz respeito ao mundo. É uma produção sua,  que vem de todas as suas experiências, medos, anseios e sei lá mais o quê. Só sei que o sonho não é real, não é factual, não é conhecimento,  mas uma função do seu corpo/mente. O sonho de cada um é tão pessoal quanto seu…xixi, por exemplo. Só que em vez de ser um produto material ele é mental.

Seu xixi pode ser muito importante para você cuidar da sua saúde, mas é uma relação de você com você mesmo.  Ninguém sai por aí contando o resultado do laboratório de análises clínicas.

É por isso que eu acho que ~contar o sonho~ publicamente não tem função. A não ser chamar atenção e buscar outras pessoas que gostem de falar sobre o que sonharam.

Eu não entendo por que, pra que, uma pessoa conta no Twitter, no Facebook, no blog, pelo celular, pra outras pessoas o que ela sonhou. Não consigo pensar em nada que me interesse menos do que isso.

E tem gente que adora ficar contando o que sonhou.

E, claro, quem conta já está ofendido a essa altura e já está atirando pedras, porque é raro uma pessoa que se ofenda e não revide. O argumento é sempre ~e você que tweeta o que você comeu? o que isso me interessa?~

Olha, o que a pessoa comeu é real. E interessa, sim. Comer num bom restaurante pode ser uma recomendação, comer um produto ruim pode ser um alerta pros outros. Mas o que você pode FAZER com o sonho que o outro conta? Que utilidade um sonho alheio pode ter pra você? Um alerta? “Ah, se você teve um pesadelo com esse tema, vou EVITAR sonhar com isso”. Ou a pessoa diz ‘sonhei com você’. E o que você responde? Obrigada? A pessoa não sonhou intencionalmente para você agradecer. Você diz… ‘ah que legal’. Legal por que? Qual a vantagem de ser ~sonhada~ ?

Enfim, o que eu quero dizer (e estou sendo propositalmente enfática) é que contar sonho é a coisa mais inócua do mundo, na minha opinião.

Você pode me contar um desejo, uma ideia, uma coisa que você pensou conscientemente, uma opinião, vou adorar. Você pode me contar a coisa mais louca e idiota que você pensou enquanto estava acordada. Vou achar graça. Mas contar um sonho?

Mas isso sou eu. TEm gente que gosta de contar E de ouvir sonho alheio.

Não sei como ainda não tem uma coluna no EGO chamado ‘sonhos dos famosos’. O jornalista ligaria para celebridades perguntando o que eles sonharam na noite anterior e publicariam as sinopses dos sonhos.

E, claro, estou aberta a críticas. Se você me convencer que contar o sonho tem importância social posso rever minha posição.

Sim, eu sei que tem tooooooooooda uma parte da história ligada à função ‘divinatória’ dos sonhos. Sonhos premonitórios, deuses que falam com as pessoas através dos sonhos. Mas tudo isso é conjectura, ou dogma, ou crença pessoal. Não tem nada que prove que realmente alguém está falando com a gente enquanto dormimos. É a nossa mente que está processando tudo e produzindo sonhos.

O que eu não entendo é gente carente que pega o celular e gasta uma fortuna de crédito e começa a conversa assim:

– Fulana? Nossa, você NEM IMAGINA o que eu sonhei ontem! Vou te contar…

E fica meia hora contando o que ela SONHOU.

Eu ouviria o sonho de pessoas muito próximas a mim, minha família, amigos muito pessoais. E só. Pelo simbolismo ou para dar atenção, compartilhar sentimentos, aplacar medos.

Mas interesse pelo que as pessoas sonharam?
Não tenho. Nâo consigo entender.
Nem em sonho.

App pra acrescentar o “9” no celular e pra passar filmes pro iPad

O 9Digitos, do @fugita atualiza seus contatos de DDD 11 colocando o 9 na frente. Automaticamente. Sensacional. Bola dentro do Fugita!

http://9digitos.com/

https://twitter.com/dockapp/status/229710855988731904

E outro App que eu queria recomendar, pra iPad é o GoodPlayer. Baixei vários filmes pra assistir no avião e transferi pro iPad. Foi a salvação. Fiquei assistindo uma série sobre Jazz do Ken Burns em vários capítulos. O GoodPlayer aceita vários formatos de vídeos.

São pagos, mas valem o investimento.

Dicas de viagem – onde eu errei e onde acertei

Eu já vou parar de falar da viagem, juro. É que eu cheguei hoje. Ainda estou na vibe. E queria aproveitar para compartilhar alguns erros que cometi (cometemos), para evitar que outras pessoas repitam as mesmas bobagens, caso optem pela sensatez que esqueci de colocar na mala. Vou separar por lugares visitados, assim vou falando dos erros de uma forma geral. E dos acertos, claro.

Fizemos tudo sozinhos, com a ajuda da querida Internet. Eu queria passar meu aniversário em Santorini, por isso fizemos o trajeto São Paulo – Roma, Roma – Positano-Roma (carro), Roma-Atenas , Atenas -Santorini e depois a volta louca SAntorini-Atenas-Roma-São Paulo.

 

ROMA

.A primeira coisa foi decidir a data e a Companhia Aérea. Escolhemos a Alitália e não gostamos. Pelo menos o voo era direto. Escolhemos as poltronas, mas não foi tão bom assim, nem com o SeatGuru. Mas isso eu contei em outro post.

.Não conhecia Roma. Não tinha ideia dos bairros, do que ficava onde. As chances de cometer grandes erros nesses casos é imensa. Por isso você precisa fazer duas coisas: pesquisar em bons blogs de viagem e falar com quem já foi a Roma nas redes sociais. Fiz as duas coisas. Pesquisei muito no Viaje na Viagem do Ricardo Freire e falei com a Lelê que conhece muito bem a Itália e com a Marcie, que morou lá 15 anos.

.A primeira coisa é decidir em que lugar de Roma você vai se hospedar. Li todos os comentários e sugestões do ViajeNaViagem e decidi que eu não queria ficar no Termini. Eu queria ficar no centro histórico, pra fazer tudo a pé. Escolhido o bairro parti pros sites TripAdvisor (eu não curto muito, cismo com ele) e Booking.com em busca de hotel. Fiz a reserva em um hotel e depois fui procurar referências de vídeo no YouTube. Fiquei com um mau pressentimento. Cancelei a reserva do Locanda degli Antiquari e fiz a melhor coisa da vida, troquei de hotel. Nem sei se o anterior era mesmo ruim, mas o Relais Maddalena era simplesmente PERFEITO. Margherita e Francesco foram fofos desde o primeiro contato. Uma van foi nos buscar no aeroporto e nos levou para o hotel. A chegada foi meio estranha (já contei no blog), mas foi simplesmente sensacional. Quartos amplos, banheiro moderno, pé direito alto, café da manhã aconchegante e a chave da porta da rua e do quarto, que deram um ar de “estar morando” lá.

.A primeira coisa CERTA que fiz foi comprar um Chip local. Tirei meu chip do celular e guardei o coitadinho. Fiz um plano de Internet ilimitada da TIM. E, sendo TIM, tive problemas. O cara vendeu o plano e não o ativou. Resultado: em um dia eu estava sem carga, tive que comprar um cartão de recarga e colocar mais crédito. Acabou de novo. Fui em outra loja e a atendente muito gentil disse que meu plano ilimitado não tinha sido ativado! Voltei na loja e com meu italiano ridículo quebrei o pau com o vendedor. Quando fico brava eu falo a língua local perfeitamente, nem sei como. Uma brasileira MUITO gentil que trabalha no consulado, a Tatiana Kalil, tradutora, jornalista, fotógrafa e um ser humano incrível (estava com sua filhinha), me ajudou a descascar o abacaxi. Ele `devolveu` os 20 euros que gastei na recarga indevida com um 2o. chip, que o Isaac usou no iPad. Eu sempre uso chips locais. Faço isso em Berlim (O2), fiz em Madrid (Orange) e fiz na Itália (TIM).

.Outro acerto: fiz um MAPA no Google Maps com todas as indicações. Isso foi muito útil:

.Levei sapatos errados pra Roma. O chão é irregular na parte histórica e em todas as ruínas. Tem que ir de sapatinho baixo ou rasteira (só que suja os pés) ou tênis com meia leve (prefiro). Levei mais roupas do que deveria. E acho que ficamos um dia a mais do que o ideal. Levamos protetor solar e compramos chapéus. Outra dica é comprar todos os ingressos antes pela Internet. O Coliseu por dentro é imperdível. Mas a fila é imensa aos domingos. Fomos na 2a. feira, muito melhor. Não perca o Foro Romano, as ruínas. LINDO.

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O Vaticano é cansativo, desorganizado pra entrar e eu não curti. Nem a Capela Sistina. Não me senti bem lá. Gente demais, riqueza em excesso. Enfim, o passeio todo foi meio tenso num dia quente demais. Eu não iria de novo.

.Alugamos um carro na PIOR locadora EVER, a Europcar. Pedimos um carro, veio outro totalmente diferente. Eu tinha medo de alugar um carro cujo porta-malas não comportasse nossas 4 malas e mochilas. Encomendamos um carro sensacional e pegamos um carro sujo, muito inferior. Aquele truque de ‘mesma categoria’, sabe? O atendente no Terminal de Trem era um grosso, o carro estava na RUA, ele não explicava onde e ficamos andando no sol, quatro patetas com cinco malas, bolsas, mochilas, sem chegar nunca no lugar certo. Foi um horror. Nunca mais vamos usar essa empresa. Finalmente achamos o carro. As malas couberam com muito sacrifício e fomos para a costa Amalfitana.

COSTA AMALFITANA – POSITANO

.Foi um acerto ter ido pra Costa Amalfitana. É linda. A estrada é tranquila, pedagiada. Pegue sei papelzinho e fique pronto para pagar na saida.

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.Outro ACERTO do Isaac: ele levou o iPad e baixou o TomTom de todos os lugares. Sem ele jamais teríamos chegado. O carro alugado nem GPS tinha. Outro acerto: levei o suporte do celular que gruda no vidro e organizei um jeito (com um travesseirinho de avião inflável) que resultou num suporte perfeito para o ipad no carro. Fomos tranquilamente com o TomTom nos guiando por todas as estradas. Passeamos também por cidades vizinhas como Praiano, uma graça.

.O Hotel em Positano, Eden Roc, foi indicação perfeita da Lelê. Adoramos o hotel. Logo no 2o. dia fomos para Sorrento, alugamos um barco e fomos até a Gruta Azul em Capri. Levei tudo que precisava. Protetores solares, óculos de natação, roupas leves, óculos de sol, chapéus. Foi perfeito.

.Voltamos de carro para Positano, fomos à praia, curtimos muito a cidade. Depois pegamos o carro e fizemos um longo passeio por outras cidadezinhas.

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E jantamos no melhor restaurante do mundo, graças ao conselho da querida leitora Meilin, o La Tagliata. Foi a noite mais incrível.

.O erro: não sabíamos que era tão difícil ir a uma praia de pedras. Nem de chinelo a gente aguenta pisar nas pedras. O ideal teria sido comprar um sapatinho de windsurf e entrar com ele na água. Fica pra próxima.

POMPÉIA e VESÚVIO

.A viagem de carro de Positano para Sorrento é linda. A gente vai beirando a costa, visões espetaculares.

.Foi bom ter ido pra Pompeia, mas erramos feio em não ter feito pesquisa antes. Ficamos andando de um lado pra outro, sem saber direito pra onde ir ou o que ver. Não tínhamos guia. Foi uma falha.

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Não aguentamos o calor e resolvemos ir para o Vesúvio. Foi muito complicado. A estrada que leva até a parte alta não acaba nunca. The long and winding road. A gente não sabia nem como era nem o que iria encontrar. Chega num ponto que você tem que estacionar o carro junto com os ônibus e vai subindo a pé. Subindo, subindo, sem parar, numa estradinha de terra e pedras, que leva até a cratera do Vesúvio. A subida é insuportável. Um calor de matar. A gente não sabe quanto tem que subir, quanto tempo vai levar, nem o que vai ver. E ai chega lá em cima, vê a cratera e pronto, hora de descer tudo de novo. Estávamos com fome, cansados e imundos. Tive que parar num posto de gasolina e comprar lencinhos umedecidos pra tomar banho de gato pra seguir viagem de volta pra Roma e pegar o avião pra Atenas. Foi bem ruim essa parte.

ATENAS

.Estava quente. Muito quente. O hotel era 4 estrelas, 3 no lobby, 1a no quarto. Muito ruim e impessoal. Saímos do ambiente queridinho do Relais Maddalena, da mordomia do Eden Rocs e fomos para aquele hotel bem fake, Royal Olympic, que não tinha nada a ver com a gente. Fora que o café da manhã custava 25 EUROS por pessoa! Imagine, um lugar onde a comida é super barata, cobrar 100 Euros pra família tomar café. Adoramos o Acropolis Museum, a coisa mais linda. Tem que ver. Amei subir pro Parthenon, uma emoção. Erro: saímos sem protetor solar. Tivemos que comprar no caminho.

.Plaka é um bairro muito bacana de Atenas. Queria tanto comer moussaká e comi. Duas vezes. Porém, eles botam muita noz moscada e acaba com o sabor do prato. Fica tudo com gosto de noz moscada.

.Outro erro foi ficar 3 dias em Atenas. Dois teriam sido suficientes. Com o dia a mais que ficamos em Roma por engano, mais o dia a mais em Atenas, poderíamos ter conhecido Veneza ou outro lugar bacana, por exemplo. Falha nossa.

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.Usamos a técnica dos assentos alternados e deu certo. Pegamos corredor e janela em duas fileiras. Ninguém marcou a do meio. Ficamos com 6 poltronas pra 4 pessoas e fomos de Atenas para Santorini pela Aegean.

.Outro erro: deveríamos ter ESTUDADO mais antes de ir para Atenas. A parte boa é que eu sei o alfabeto grego por causa da física e consegui ler MUITA coisa, tal qual eu havia dito numa palestra. 🙂

SANTORINI

.Santorini é um lugar especial. Coisa mais linda do mundo. O por de sol é indescritível. A ilha é mágica. Ficamos num hotel inacreditável no bairro de Oia (pronuncia-se Ía). Foram os dias mais inesquecíveis de toda a minha vida.

Essas duas fotos que já publiquei no blog falam por si.

.Acertamos demais em ficar no Atrina Traditional Houses, no Canava 1894. Melanie é uma inglesa filha de pai grego que passava as férias na casa da avó em Santorini. E foi morar lá. Tudo é incrível. Você recebe um celular com hotline para chamar quando precisar, a chave da casa, todas as instruções e pronto. Sobe e desce e vai e volta.

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.Alugamos um carrinho conversível, um Beetle. Não dá pra ficar em Santorini sem carro. A ilha é grande e tudo é meio longe.

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.Acerto: fomos à praia da Kamari (black beach). Erro: fomos para a praia de Perissa. Não curti e voltei pra Karima.

.Erro: não fomos ver as escavações de Akrotiri. Falha imensa. Um sítio arqueológico do neolítico!

.Acerto: subimos a louca estrada de curvas que leva até Ancient Thera. Incrível.

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.Erro: calculamos mal a grana e o dinheiro em papel moeda acabou. Tive que sacar do caixa eletrônico em Santorini, mas sem problemas.

.Acerto:Fizemos todos os checkins online e usamos o dropbox pras malas. Em três dos seis vôos, minha teoria sobre os assentos alternados funcionou (já falei disso no blog). O aeroporto de Santorini é pequeno e bagunçado. Chegamos muito em cima da hora, mas deu tudo certo.

.Acerto: andar com lenço de papel e lenços umedecidos full time. Calorzão nessa época do ano.

.Acerto: ter amigos incríveis na vida, que tornam as viagens inesquecíveis.

Muito obrigada. Agora voltamos a nossa programação normal.

🙂

A primeira impressão da Alitalia

Além de ser um grande homem meu marido é um homem grande. As poltronas estreitas e com espaço reduzido entre as fileiras transforma a classe econômica num sacrifício para ele. Em voos longos o sofrimento fica quase insuportável principalmente em voos diurnos. Ele, que já tem dificuldade para dormir no avião, simplesmente não consegue se ajeitar e encontrar espaço para relaxar durante algumas horas de sono.

Em função disso sempre procuramos agendar assentos em lugares mais favoráveis e consideramos um upgrade para a executiva. O problema é que voar de executiva é realmente muito caro. Um voo direto SP-Roma, que na econômica custa 1.500 reais, pula pra 5.400 reais. Só de ida. Ida e volta resultaria em 11 mil reais só de passagem para cada pessoa. Como o voo tem 11 horas, a conta fica simples: 500 reais por hora voada. E, claro, tem uma business flexible por 6.600 reais irreais.

E assim resolvemos ir para Roma de econômica, os quatro. Como sempre faço, entrei no SiteGuru para escolher os lugares com Isaac. Ele viu que as cadeiras da fila 31 tinham mais espaço para as pernas e custavam um pouquinho mais. Compramos as 3 disponíveis e uma normal na mesma fila.

O problema é que esses assentos têm algumas desvantagens. Sim, tem espaço para as pernas. Porém:

.elas ficam próximas aos banheiros. É um tal de entra e sai e fila de gente o tempo todo.

.você não pode colocar a bolsa nem nada embaixo do assento, porque não tem assento na frente. Um saco ter que ficar pegando no bin acima da cadeira.

.as mesinhas de comer ficam embutidas nos braços E COM ISSO, os braços são fixos e largura já reduzida das poltronas fica ainda MENOR. E é isso que acaba com toda vantagem.

.Só quem vai na janelinha é que tem espaço para as pernas e para recostar a cabeça. E mesmo assim fica com vista para os banheiros.

.e sempre tem alguém sentado de FRENTE pros 3, na cadeirinha de embarque da tripulação. Não sei se essas pessoas são amigas da tripulação ou what, mas na ida e na volta tinha gente sentada o voo inteiro ali, olhando pra sua cara. (Poltronas 31 A,B,C)

 

Até ai, problema de quem não é rico ou não quer gastar dinheiro. Agora vamos à Alitalia.

Eu achei a pior companhia aérea que já voei. Não conheço tantas assim, mas já voei Gol, Varig, TAM, Lan Chile, British, Lufthansa, Iberia, etc. E a Alitalia foi a pior de todas.

As poltronas são muito estreitas, coladas umas nas outras. A tripulação briga, não atende bem, não faz muita questão de ser gentil. Os banheiros ficam sujos, ninguém limpa, um horror. (Claro, tem a participação do povo que não tem educação, lamentavelmente). Mas o PIOR é a comida.

PQP, gente. Você vai para ROMA, onde qualquer restaurante simplório serve um spaghetti com molho de tomate maravilhoso e ai voando na Alitália, você escolhe pasta e eles servem um tijolo de água e farinha, inodoro e insípido, recheado de OVNIS, sem gosto de queijo, que não dá nem pra comer como jantar italiano?

O suco de laranja era VERMELHO. E horrível.

E o café da manhã? O pão era tão duro que não passaria pela segurança, classificado como arma para matar um piloto e sequestrar o avião. As frutas estavam passadas e avinagradas. O café frio. Foi o pior café da manhã que já passou pela minha bandejinha.

O mais impressionante é que nos dois voos de companhias aéreas da Grécia, Aegean e Olympic, as poltronas era de couro, largas, muito mais confortáveis. Quer dizer, você tem um assento maravilhoso prum voo de meia hora e uma cadeira de tortura pra voar quase 12.

Enfim, foi uma experiência muito desagradável que não pretendo repetir.

Estou trocando o arrivederci das aeromoças por uma pernacchia do Otelo Zeloni da Familia Trappo.

 

 

O melhor aniversário do mundo

Essa viagem foi um presente de aniversário. Meu aniversário, que é precisamente hoje.

Isso quer dizer que tudo o que planejamos, decidimos, culmina com este dia. Foi pra isso que viemos até Santorini, para celebrar o dia em que completo mais um ano de vida.

Eu sabia que seria incrivel. Sol, mar, minha família, os amigos falando comigo na web, no celular.

Mas eu nao sabia que a Lelê poderia fazer a coisa mais incrível do MUNDO: me dar uma festa surpresa !

Passamos o dia na praia, almoçamos, passeamos. Voltamos pro hotel, tomei banho e sai para procurar acetona pra tirar o esmalte das unhas, que já estava naquele estágio que beira a indecência.

Quando volto com meu frasquinho, Anita pede pra eu esperar no quarto.

Era a surpresa.

Chego na sala, encontro o bilhete mais lindo do mundo, assinado pela Lele, Rico e Chiara e… o bolo mais delicioso da minha vida, com os dizeres Happy Birthday, um champagne num cachepot , quatro taças e um ramalhete de lírios brancos que só eu sei o que significa (eu e a Alessandra). Comecei a rir e a chorar e não sabia o que fazer primeiro. Então tirei essa foto pra Lelê, a pessoa mais FODA desse planeta Terra, sério.

A casa ficou perfumada com as flores, o bolo adoçou o paladar da família, o champagne fez a gente rir e celebrar. TEve até parabéns, desejo e vela. Foi demais.

Depois tiramos um cochilinho no sol e saimos para jantar. Voltei agora, 11 da noite. E quero agradecer a você e a TODOS que me desejaram coisa bacanas nesse dia. Não tem NADA mais importante do que o amor que a gente troca com as pessoas nessa vida. Amigos, família, conhecidos, desconhecidos, bichos, todos os seres vivos que a gente cruza na nossa caminhada.

Quando a gente conhece o amor a gente se reconhece nele.

Hoje, depois da minha festa, do por de sol, olhei pelo terraço e vi uma noita tirando fotos na igrejinha lá de cima. A gente sentia a felicidade do casal escorrendo pela encosta avermelhada. Virei para duas francesas que também olhavam de longe, enternecidas e, numa troca de sorrisos, reconhecemos a felicidade daquele momento.

A vida é uma dádiva.
O amor é uma benção.

(post escrito no dia 26 de julho que, por alguma razão, não foi ao ar)