Otto e Lilly

Otto é um cachorro inteligente e obediente, características que nem sempre ocorrem aos pares. Ele entende tudo o que está acontecendo na casa e, embora tente demonstrar seus desejos, resigna-se quando não é atendido. Ele sabe esperar. É capaz de ficar horas olhando pra porta até que alguém finalmente o leve para um passeio na rua. Ele passeia entre duas e três vezes ao dia, com direito a cinco ou seis ‘descinhas’ até o térreo para uma voltinha no pequeno gramado.

Otto tem personalidade. E idiossincrasias, como manias de velho. Precisa de estímulo olfativo para realizar suas tarefas orgânicas. Sem cheiros de rua, como xixi de outros cachorros, ele não funciona. Para comer é a mesma coisa. Não tem prazer na ração e, dependendo da circunstância, eu tenho que dar a comida na mão. Ele não gosta do pote. Tem que ser a altura certa, a cor certa ou então, ele faz jejum. É um cachorro enjoado para comer. Mas tem aptidões incríveis: nunca deixa de pegar a bola, pega quitutes no ar, incrível.

Com a família é a coisa mais querida do planeta. Com os outros, um vulcão impronunciável. Late para todo mundo, rosna para crianças e não gosta de bebês em carrinhos. Morro de vergonha e tenho que explicar pra todo mundo que não adianta tentar fazer carinho nele. Ele não gosta de ninguém que não seja da sua convivência. Todo mundo é uma ameaça a quem ele ama. E nós amamos o Otto.

Lilly é totalmente diferente. É a coisa mais fofo, querida, amável, simpática do mundo. Ela adora os seres viventes. Ama os humanos. Beija todo mundo, abana o rabo sem parar, brinca sem parar. Na rua é incontrolavemente feliz. Parece ficar possuída por um espírito de um malabarista árabe chamado Al-Gazarra. Só quer fazer folia. Não pega nada que jogamos. Não busca a bola. Salta sem ver o alvo e às vezes, erra a altura da cama e do sofá e se esborracha. Doidinha.

Quando desço com os dois, como hoje cedo, já com as coleiras e guias, Lilly quer pegar a ponta da guia do Otto para levá-lo, ela mesma, para passear. É muito engraçado.

Com Otto aprendo a esperar. A ser leal. E compreensiva. Com Lilly aprendo a ser querida, fofinha, feliz.
Amo meus cachorros. E tudo o que eles me ensinam.
Um cachorro não é só o melhor amigo do homem, mas também seu melhor professor.

Bom dia, mundo cão.

Vitória

Foi um dia longo. Acordei cedo, cuidei da Lilly, me arrumei, fui para a FAAP, dei aula. Voltei pra casa, arrumei as coisas, fui para o aeroporto de Congonhas. De lá, fui para Vitória.

Da janela do avião vemos uma cidade encantadora, verde, com mar, rios, montanha, tudo. Incrível.

Fui muito bem recebida em Vitória. Comi uma tilápia ótima e fui para a ExpoturES. Dei minha palestra, conheci muita gente, inclusive  brogueiros. O Treta, o Bobolhando, o Eden. Foi muito legal.

Saí voando para o aeroporto. Cheguei em São Paulo e encontrei uma fila de cem pessoas tentando pegar um táxi e a cidade inteira congestionada.

São Paulo, né.

Em casa, vi a Lilly. Um pouquinho melhor. Mas pouquinho. Ela só fica deitada. Comeu, mas está muito fraquinha. Estou vendo um filme com ela no colo.

Obrigada a todos que deixaram mensagens bonitas pra ela.

Aproveito pra divulgar a estreia da minha coluna na Pix. Espero que gostem.

beijos.

Ro

Cachorro doente

Só quem tem bicho sabe. A gente intui, sente, que o animalzinho não está bem. Antes de qualquer diagnóstico, a gente cheira, percebe, sabe. Lilly estava esquisita. E, embora todo mundo sempre diga que eu exagero (e por isso perco créditos), eu mandei fazer o exame de sangue anyway.

Hoje, cheguei em casa e encontrei Lilly muito quieta. Gemendo, prostrada. Senti um cheiro diferente, não era ela. Corri para o pronto-socorro. E recebi o baque: doença do carrapato. Aquela que mata. Que já matou dois boxers queridos.

Lilly tomou três injeções cavalares. Ficou com a perna toda cheia de sangue. A doença destrói os glóbulos vermelhos,  sangue nem coagula. O veterinário disse que a doença explode as plaquetas. O cachorro fica fraco.

Chorei muito, fiz tudo o que tinha para fazer, aprendi a dar os remédios, combinei o retorno amanhã cedo pra ela tomar mais soro. Voltei pra casa e fiz arroz com carne. Ela mal comeu. Otto comeu as duas travessas. Dei suco de goiaba pra ela, por ordem do médico, mas ela não quis. Lilly está fraca, precisa de ferro.

Na volta ela passou mal, foi uma confusão no carro.

Limpei a área de serviço chorando, arrumei a caminha dela, limpei o tapete. Agora Lilly está deitadinha na sala. Vou preparar a aula de amanhã cedo, 7 da manhã. E terminar de copiar a palestra que vou dar no Espírito Santo, também amanhã.

Enfim, estou aqui, com o coração na mão. Mas o veterinário disse que, embora a doença mate, vai dar pra salvar a minha Lilly.

Até amanhã, em algum momento.

Preocupada

Lilly, minha pequena e querida schnauzer, amanheceu “jururu”. Tristinha mesmo. Estamos preocupados. Vamos levá-la agora ao veterinário. Espero que não seja nada.

PS – O veterinário disse que pode ser parte do processo de maturidade dela, que teve seu primeiro cio recentemente. Por via das dúvidas ela vai fazer um exame de sangue. Crianças, filhotes, pais, avós, deixam a gente com o coração na mão. Pelo menos pra quem ama os seres vivos é assim. 🙂