Cheerleader quebra record mundial e faz 44 mortais de costas em 34 segundos! Veeeja

Update: a Silvia avisou que o vídeo que eu tinha embedado foi removido, como você pode ver abaixo.

Mas abaixo desse eu coloquei OUTRO, que FUNCIONA!

Obrigada, Silvia.

VÍDEO QUE NÃO FUNCIONA – SÓ PRA MOSTRAR QUE ESTAVA AQUI

Via Kottke, meu blog favorito

VÍDEO QUE FUNCIONA! (aliás, são 44 ou 46, afinal?)

O que acontece depois que a gente morre? Existe vida depois dessa vida?

O assunto vida-e-morte entrou na pauta da minha semana, por diferentes motivos.  Nada de extraordinário, já que as duas coisas estão intimamente ligadas. A pergunta, é se são extremos de uma linha, se estão unidas num círculo contínuo, se uma é porta para uma nova dimensão a partir da outra. Morte e vida, grandes mistérios.

Grandes, mas não únicos. Há muita coisa incompreensível a nossa volta, assim como há muitas lições.

Vivi uma agora há pouco.

Fui a uma palestra no Mackenzie, com a brilhante participação do Antonio Guerreiro (um entertainer!) e, mesmo de vestido e salto alto, resolvi voltar a pé.  Um táxi tresloucado quase passou por cima de mim, o sapato não era muito bom para andar, estava calor e meu espírita inquieto. Eu realmente não entendia por que não tinha aceitado a carona até minha casa. Contrariando a lógica, o bom-senso e até o amor à pele, achei que eu tinha que ir caminhando de volta.

De repente, na calçada da minha rua, uma mulher sorridente, gentil e muito amorosa, me parou e disse:

– Muito obrigada por tudo que você fez por mim na Internet. Eu sou a pessoa que foi atropelada.

O nome dela é Carla. Ela não precisou fazer cirurgia, graças a D’us, está bem, recuperou-se e estava com uns exames naquele momento, talvez voltando do hospital, não tenho certeza.

No dia 12 de junho, aconteceu um acidente horrível em frente meu prédio, com vários carros envolvidos. Um carro perdeu o controle ao sair do Shopping Pátio Higienópolis e atropelou Carla, que estava passando na calçada. Ela foi imobilizada, estava em choque. Eu ouvi do meu apartamento, saí correndo, fiquei em choque com tudo que vi. E comecei a tweetar, postar, gravar em vídeos, fazer streaming. Liguei pro R7, avisei a pauta, mandaram repórter com equipe e até helicóptero. Todo mundo estava tentando de tudo para ajudar as pessoas e esclarecer o que tinha acontecido.

Ela, Carla, era a mulher no chão, que foi atropelada.

E estava ali, linda e querida, sorridente, me abraçando e agradecendo por eu ter tentado ajudá-la, por ter me importado com ela.  Carla disse que foi um milagre, que ela podia de fato ter morrido naquela hora.

Ela podia ter morrido, eu podia não ter me importado.
Mas nós nos ajudamos e sobrevivemos todas e estávamos ali, nos abraçando.
Fiquei numa felicidade imensa ao vê-la tão bem.

Cheguei em casa pensando em tudo.
Na morte que visitou meu prédio na minha ausência, que fez contato indireto com minha vida, que quase levou Carla inadvertidamente.
E pensei:

– Não sei o que acontece depois que a gente morre. Nem pra onde a gente vai, se é que vai, depois que termina a vida. Só sei que a eternidade, o que realmente fica, é o bem que a gente pode fazer pelos outros.

A eternidade não é um estado que acontece pra você depois da sua morte, a eternidade é a vida que você deixa, o bem que você faz, a corrente de amor que você alimenta enquanto está aqui.

Fazer o bem pra alguém, ajudar uma vida, qualquer vida.
Isso sim é o céu.
Inferno é fazer o mal.