Um prêmio que muda as regras durante a votação?

Estou feliz da vida porque posso argumentar sem levar pedradas. Toda vez que alguém reclama de um prêmio alguém diz que é conversa de perdedor. No caso, não é, porque estou entre os seis finalistas mais votados. E vou reclamar mesmo assim. Porque um prêmio que muda as regras DURANTE a votação não pode ser muito sério.

Explico. Falo do Shorty Awards, um prêmio de Twitter na Internet. Fui indicada, recebi alguns votos, estou na final. Beleza. Fiz campanha, pedi pra votarem em mim e tudo mais. Pois bem, as REGRAS, RULES, diziam que no dia 31 de janeiro a votação dos seis finalistas estaria encerrada.

Eles tiraram do ar, mas qualquer pessoa pode achar no cache do google. Veja o texto e o link originais:

Então eu preparei tudo para postar sobre o encerramento e o fato de eu estar entre os seis finalistas e tudo mais. Eu tinha me programado para postar isso. Aliás, entraria no ar depois da meia-noite de hoje, já com o resultado da primeira fase.

Pois eles, DO NADA, sem avisar, mudaram a data de votação. Agora vai até 11 de fevereiro, talvez porque eles queiram promover o prêmio mais um tempo. Mas, né? Que espécie de prêmio ou concurso muda as regras desse jeito? Veja o que está no ar agora, no link atual:

É um absurdo, sério. Eu ia fazer uma foto hoje, com outras duas pessoas que são finalistas, para uma matéria a ser publicada amanhã, porque, como a nomeação terminava HOJE, nós estaríamos na final, como ainda estamos.

Só que, com a prorrogação, não há como garantir nada.

Depois dizem que BRASILEIRO É ESCULHAMBADO. Esse prêmio provou que gringo também gosta de uma boa esculhambation tion…!

Não é uma coisa revoltante?

Eu acho.

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Shorten, um novo botão no Twitter


Apareceu um novo botão no meu Twitter da web, o ‘shorten’, ou seja ‘encolha’, ao lado do ‘tweet’. Eu não tinha reparado nele, mas vi que outras pessoas também já notaram o botão há vários dias:

Muita gente já está reportando a presença do Shorten. Deve estar em experiência, porque o botão vem e vai, some e volta.

Vou pesquisar pra ver se o Twitter diz algo a respeito. Por enquanto, você cola um endereço longo, clica em SHORTEN e ele encolhe o endereço pelo bit.ly

Como eu disse, ele vem e vai, deve ser experimental. Sumiu para o mesmo rapaz que tuitou antes.

PS _ Quer ver o botão shorten no seu twitter? Na versão web do New Twitter, cole um link grande e dê enter. O botão shorten deve aparecer. Se ele já tiver aparecido um dia, ele volta.

Veja o botão funcionando.

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Removedor automático de esmalte de unha

Para praticamente tudo que você pode fazer manualmente, já existe uma aparelho elétrico que faz a mesma tarefa, dos mais corriqueiros aos mais exóticos.

Hoje, encontrei um aparelho movido à pilha que remove o esmalte das suas unhas. Existem vários produtos prontos para fazer a mesma coisa, como discos de algodão embebidos em acetona e outros equivalentes. Mas à pilha eu não conhecia.

Na verdade, o princípio químico é o mesmo, você coloca um removedor líquido na traquitana. O que ela faz é eliminar o algodão, removendo o esmalte com escovinhas giratórias. Cabe a você colocar o dedo e fazer o movimento para cima e para baixo.

Acho um pouco aflitivo enfiar o dedo numa maquininha, mas deve ser apenas a minha paranoia que associa o cilindro e o buraquinho a um moedor de carne… (sorry). Embora haja diferença de preço a média é em torno de 19 dólares.

Se você quiser comprar, abaixo tem algumas referências. Vai que você precise presentear alguém que já tem tudo… Isso, ninguém tem.

.Amazon

.Hansart

Tudo serve pra alguma coisa, até as ofensas

Quem está vivo está sujeito a isso, ofensas, encheção e blá blá blá. Na Internet, então, o bagulho é doido. Publicar-se é transformar-se em alvo para os arremessadores profissionais e amadores.

Depois de todos esses anos já me acostumei e confesso que apesar de um eventual incômodo ou outro, já me adaptei. Primeiro que o wordpress, plataforma que uso para fazer meu blog, tem um belo sistema de filtros. Você pode filtrar palavras, pessoas, emails. Depois tem a outra camada, de Report Spam. A pessoa escreve uma ofensa uma vez, você reporta como spam e nunca mais lê nada que ela envia. O sistema reconhece o remetente, não sei se por email, nome, IP ou todos e bloqueia todas as mensagens ou, joga-as na lixeira que só esvazio sem ler. A Internet tem seus truques contra os problemáticos e desajustados.

Porém, tenho verificado algo diferente de tudo isso, um outro processo que não passa por ‘evitar’ as ofensas. Vou citar um exemplo recente.

Entrei no blog para aprovar comentários e encontrei uma mensagem tola, daquele tipo ‘meu pai é maior que o seu, você é feia’, etc. Num clique eu poderia jogar a mensagem fora, sem mais. Mas, ao contrário, decidi aprovar a ofensa gratuita e fui ver o post em que o comentário havia sido escrito. Eis que chegando o post verifiquei que o alinhamento da imagem estava totalmente errado, estragando o post. Fui lá, corrigi e deixei o post bonito.

Se eu tivesse descartado o comentário eu não teria percebido meu erro. A ofensa teve uma função positiva pra mim, me ajudou. Não quero dizer com isso que gosto de ser ofendida, mas que muita coisa pode ter uma utilidade enviezada, uma ajuda torta, algo que a gente não prevê.

Alguns comentários ruins servem como alertas, outros como estatística. No mínimo, servem como lembrete de que há um mundo vasto lá fora, populado por pessoas com os mais diversos problemas e frustrações. Muitas delas, sem condições de tratamento usam a Internet como vomitório de queixas e infelicidades e, claro, quem está em modo público, sempre acaba sendo alvo, especialmente quando estamos demonstrando algum tipo de felicidade.

Viver, aprender, conviver com os problemas, fazer caipirinhas com os limões.
São algumas lições a serem sempre relembradas.

Fonte da imagem- Papo de bar, com receita de mojito.

Danilo Gentili no R7

Danilo Gentili com Clara e Lelê, aqui na redação. Ele veio gravar o tricô dos Bróder com elas. Danilo foi super gentil, como sempre. Convidou a gente pra ir ao seu bar de Stand Up. Vou marcar um dia pra ir com o maridão.

É curioso, as pessoas confundem a pessoa, o trabalho, a comunicação. O que ele escreve no Twitter é uma coisa, o trabalho dele como comediante é outra e uma terceira coisa é a pessoa que ele é. Acredite, o Twitter não é a vida, não é a pessoa como um todo.

Por falar em Stand Up, Lelê, Clara e tudo mais, lembrei que estou fazendo uma apuração sobre o BBB11 em 3 palavras. É só você entrar no link ( http://threewords.me/bbb11 )  e descrever o BBB11 em 3 palavras, anonimamente ou com seu login, tanto faz. O site dá, automaticamente, as palavras mais mencionadas em ordem de frequência. No momento, essas são as palavras mais usadas, na coluna da direita:

Os novos garimpeiros do humor na web

Ontem à noite, vi um tweet que mencionava o Tutinha da Jovem Pan, que mencionei em outro post também. Foi por causa desse tweet que visitei a timeline dele. Lá, encontrei uma referência a um post do blog do KibeLoco. O Kibeloco é hoje um grande roteador de assuntos humorísticos, desde os que ele mesmo encontra e comenta aos que os colaboradores, leitores e membros da equipe garimpam.

O termo é exatamente esse, garimpo. Desde o começo da Internet (lembra do buscador do UOL, o ‘miner’, que vinha de ‘mineiro, mineração’? Mesmo conceito, garimpo na web) estamos todos garimpando coisas, seja com picaretas, pás, mãos nuas ou peneiras de fino e grosso calibre. Garimpar é o que todos fazemos no Google.

Pois tem muita gente que vive de garimpar pérolas de humor na rede. São pessoas que passam o dia inteiro  em sites de humor, no YouTube, em sites de vídeos engraçados, procurando material para publicação e envio para amigos. Ou só por pura diversão. É um trabalho muito divertido e interessante, com cara de lazer, do jeito que a gente gosta.

Deve ter sido assim que o vídeo que o Tutinha viu no Kibeloco, um trecho do “Pistoleiro Chamado Papaco”, voltou dos anos 80 direto pra web de 2011. Veja o vídeo. É tão trash que parece ter sido dublado, mas é ORIGINAL. Os diálogos são esses!

Você encontra todas as partes do filme no YouTube, basta procurar por “Um pistoleiro chamado Papaco”. Quero muito entrevistar o Rubens Ewald Filho ou pedir a opinião dele sobre isso que está acontecendo, a web garimpando o western trash brasileiro dos anos 80, verdadeiras obras de arte do famoso Cinema da Boca do Lixo.

O Wilson M Cruz (@Palhilson), aliás, tuitou o link do blog que tem o download completo do filme, de graça.

“O Pistoleiro de Papaco” é um filme porno-trash dirigido por Mário Vaz Filho, que tem uma longa carreira na Boca do Lixo. Alguns dos filmes tem nomes hilários (quase todos), como “A dama de paus”, “A Mulher Que se Disputa”, etc.

Quem pode falar com propriedade é o nosso querido Rubens Ewald. Então, fica o pedido. Rubens, você pode comentar esse ‘revival’ do trash da Boca do Lixo? Pode falar do Mário Vaz Filho? Valeu!

Lea T., modelo e transexual

Quando eu era bem jovem eu tinha um péssimo defeito: não me interessava por nada que eu não compreendesse ou não reconhecesse. Felizmente me livrei dessa incomensurável postura a favor da ignorância. Devemos, ao contrário, buscar tudo o que não entendemos e conhecemos, para ampliar nossos horizontes. É a velha sabedoria do E.T. Bilu, ‘busque conhecimento’.

Pois ontem, vi na timelina do Tutinha da Jovem Pan, (@tutinhajp) o seguinte comentário:

Cliquei e vi que Lea T é uma modelo que desfilou para Alexandre Herchcovitch. Não pesquisei o bastante para entender o sucesso. Eis que hoje, visitando o famoso blog Drudge Report, encontro isso na capa:

Cliquei e fui ler.O texto diz que a modelo transexual Lea T. roubou o cena no São Paulo Fashion Week, aplaudida por críticos e fotografada por paparazzi. Seu nome original, Leandro Cerezo, indica sua origem: ela é filha do jogador Toninho Cerezo.

Lea T já modelou para Givenchy e virou uma sensação fashion depois de aparecer nos mercados da Europa, incluindo uma capa de revista em que ela aparece beijando a supermodelo Kate Moss.

A modelo brasileira foi para a Itália onde sua carreira deslanchou, alegando que precisava de tratamentos de saúde e  buscava respostas para seus questionamentos sobre sua orientação sexual.

Acho sensacional tudo isso. É a Internet, junto com toda a mídia, trabalhando pela liberdade, pela igualdade, pela civilidade. Transex nos programas populares da TV, como reality shows (Nany People na Fazenda, Ariadna no BBB).

No ano em que Marshal MacLuhan completaria 100 anos de nascimento (capa do caderno Link do Estadão de hoje) estamos todos trabalhando para que nossa pequena aldeia global seja não apenas um mundo mais interligado, mas mais respeitoso e flexível, onde os ideiais da revolução francesa, liberdade, igualdade, fraternidade, iluminem nossos caminhos.

Bom dia.