Discurso de Geraldo Alckmin – 07/05/22

Evento com Lula – SP

Discurso de Geraldo Alckmin – #VamosJuntosPeloBrasil

07/05/2022

Presidente Lula, Janja, Presidente Dilma e quero em nome da Janja e da Dilma, quero saudar todas as mulheres que estão presentes conosco. Quero cumprimentar os presidentes dos partidos,  Gleisi Hoffmann, Carlos Siqueira, Paulinho da Força, Luciana Santos, Heloisa Helena, Giuliano Medeiros e José Luiz Pena.

Quero dizer que estou triste, eu e a Lu, de não podermos estar ai com vocês. Como tantos brasileiros, fui diagnosticado com Covid. Mas não fui pego desprevenido: graças às vacinas e ao nosso sistema público de saúde; a doença me causou apenas sintomas leves, mas por precaução, me resguardei, e sinto muito, queria muito, estar aí com vocês.

Eu quero começar por dizer que nada, nenhuma divergência do passado, nenhuma diferença no presente, nem as disputas de ontem, nem as eventuais discordâncias de hoje ou de amanhã, nada, absolutamente nada, servirá de razão, desculpa ou pretexto para que eu deixe de apoiar e defender, com toda a minha convicção, a volta de Lula à Presidência do Brasil.

E é com muito orgulho que faço isso com o imprescindível respaldo, a confiança e a participação do meu partido, o bravo e valoroso PSB.

Números diferentes, quando somados, não diminuem de valor. Pelo contrário, elevam a sua grandeza.

Essa lógica aplica-se também à política.

A democracia é marcada, sim, por disputas. Disputas fazem parte do processo democrático. Mas, acima das disputas, algo mais urgente e relevante se impõem: a defesa da própria democracia.

E quando essa defesa reclama a formação de alianças, e as alianças são construídas graças à persuasão, e não à cooptação por verbas ou aliciamento por cargos, essa conjunção de forças políticas torna-se uma formidável conquista.

Quando o presidente Lula me estendeu a mão, eu vi nesse gesto muito mais do que um sinal de reconciliação entre dois adversários históricos. Vi um verdadeiro chamado à razão.

E é à razão de todos vocês que me dirijo neste momento.

Pensemos nas disputas do passado e pensemos na união de hoje.

O que é que mais importa?

O que mais importa, eu lhes respondo, é aquilo que o Brasil precisa. Que o Brasil precisa.

O Brasil sobrevive hoje ao mais desastroso e cruel governo da sua história. Perdulário nas despesas públicas, hipócrita no combate à corrupção, patrocinador de conflitos temerários e querelas inúteis, despreparado na condução da economia, ineficiente administrativamente e socialmente injusto e irresponsável.

O que mais é necessário constatar para se concluir que o Brasil precisa de mudança?

Presidente Lula,

Há momentos em que, antes de uma aliança determinar a sua missão, é a própria missão que determina a sua aliança.

É o que vemos acontecer aqui, hoje, entre PT, PSB, Solidariedade, Rede, PV, PcdoB, PSOL, valorosas lideranças políticas, das mais diversas convicções ideológicas, que aqui comparecem, patriótica e corajosamente, independente da presença institucional de seus próprios partidos, para dar ainda mais força e representatividade à nossa união no cumprimento da nossa missão.

E essa missão, ela não é simples nem modesta. O que eu tenho certeza constitui um desafio que nos serve muito mais de estímulo, que de intimidação.

Prometemos hoje ao Brasil um governo realmente democrático, e, tenho certeza, nós haveremos de dar e garantir isso ao povo brasileiro. Prometemos ao Brasil usar o seu potencial de grandeza para construir a prosperidade que todos os brasileiros merecem, com mais educação, pesquisa, instrução e profissionalização, e nós lutaremos para que isso aconteça.

Prometemos ao Brasil um governo que não mais ignore o sofrimento do seu povo diante de qualquer ameaça, seja às suas vidas, à sua saúde ou ao seu bem-estar, e nós vamos, Presidente Lula, cumprir isso.

Prometemos jamais pôr em risco a segurança da biodiversidade, resguardar e valorizar a riqueza e variedade do nosso meio ambiente, e nós haveremos de respeitar isso.


Prometemos estimular o empreendedorismo, os investimentos, a produção e uma relação reciprocamente justa, mais justa e vantajosa entre trabalhadores e empresários, e nós haveremos de mostrar que isso é possível ser feito.

O desafio é grande. Mas não desanimemos diante disso, vamos nos animar para isso.

E até o final dessa missão, nós, presidente Lula, nós vamos estar juntos, apoiando e defendendo o seu governo, até que o seu trabalho tenha sido completamente realizado. Porque é disso que o Brasil precisa. E é essa a missão que determina a nossa aliança.

E deixem-me, neste ponto, fazer um agradecimento:
– obrigado, presidente Lula, por me dar o privilégio da sua confiança.

Presidente Lula, mesmo que muitos discordem da sua opinião de que lula é um prato que cai bem com chuchu (o que acredito venha ainda a se tornar um hit da nossa culinária), quero lhe dizer, perante toda a sociedade brasileira: muito obrigado.

Serei um parceiro leal, seriamente compromissado com o seu propósito de fazer do Brasil um país socialmente mais justo, economicamente mais forte, ambientalmente mais responsável e internacionalmente mais respeitado.

E para isso acontecer, temos uma grande luta pela frente. Uma luta pela mudança. E aqui, faço um chamado público às demais forças políticas do país que trabalham por essa mesma mudança: venham se juntar a nós! Venham se juntar a nós!

As próximas eleições guardam uma perigosa peculiaridade: será um grande teste para a nossa democracia.

E que ninguém duvide disso: sem Lula, não haverá alternância de poder no país. E sem alternância de poder, não haverá garantias para a nossa democracia.

Lula é, hoje, a esperança que resta ao Brasil. Não é a primeira, a segunda, nem a terceira. Ele é a única via da esperança para o Brasil.

E como se não bastasse o risco para a democracia, o futuro do Brasil também está em jogo.

Por isso, quando a ignorância se une à mentira como estratégia política para demonizar eleições livres e aviltar a democracia, nós não devemos vacilar: o caminho é com Lula.

Quando brasileiros são relegados à própria sorte em meio às mazelas de uma pandemia letal, não devemos aceitar: vamos responder com Lula.

Quando as injustiças sociais grassam por omissão do governo, e a pobreza, a miséria, a fome assumem dimensões vergonhosas e intoleráveis, não podemos hesitar: a solução virá com Lula.

Quando as instituições nacionais sofrem agressões e ameaças contra o desempenho de suas funções soberanamente asseguradas pela Constituição, não nos cabe duvidar: a razão deve falar mais alto e devemos todos estar do mesmo lado.

E esse lado é o lado dos brasileiros que sofrem; dos que perderam seu trabalho, sua renda; dos que viram suas economias desaparecerem ou diminuírem; dos que se veem hoje privados de perspectiva e de esperança; do lado dos brasileiros que estão inconformados com a incompetência dos que hoje conduzem o país, com a divisão social, com o reiterado desperdício de chances e oportunidades que poderiam permitir ao Brasil alcançar a sua posição de grandeza no mundo.  

Amigas e amigos,

Política se destina a cuidar de gente. É de gente que trata a política. Gente em primeiro lugar.

E a nossa união política será mais completa quanto mais participativa ela se fizer. Fiquei feliz de ver aqui movimentos sociais, de trabalhadores, religiosos, de empreendedores, sociedade civil organizada, toda presente.

Por isso, devemos estimular e favorecer a necessária e valiosa participação das minorias na política. Pois a pluralidade é o coração da democracia.

Vamos mudar também os termos do debate político. Vamos provar que não há incompatibilidade entre a prosperidade individual e uma sociedade solidária. Vamos provar que a eficiência econômica e a justiça social não são coisas opostas, não permitir que essa falsa dicotomia restrinja a política a um eterno confronto entre liberdade e igualdade.

A política pode e deve ser instrumento para a promoção da igualdade sem prejuízo da liberdade.

Não há democracia sem liberdade, assim como não há liberdade sem justiça, nem justiça sem igualdade.

Amigas e amigos,

A escolha a ser feita em outubro está nas mãos do povo brasileiro, cabe a nós trabalhar, assegurar que essa escolha seja a melhor para o país.

Vamos nos colocar a serviço desse propósito!

Que nossos corações sejam um só!

Vamos juntos pelo Brasil!

Como é difícil sair de um círculo vicioso

O desespero de se sentir espiralando. Para baixo. Tipo ralo.

Até 2017 eu estava indo bem. Em 2018 eu estava ótima. Não para o mundo, mas para mim mesma. Treinava seis dias por semana, três de corrida e três de musculação, me alimentava de forma saudável, tinha pedido demissão de um trabalho presencial para fazer homeoffice e estava produzindo mil coisas. Eu me sentia disposta para encarar o mundo, me relacionar com a família e os amigos, os cachorros. Eu viajava bastante, fazia tricô, tudo certo. Eu me sentia, basicamente, uma mulher feliz.

Tão feliz que entrei num círculo virtuoso. Porque eu treinava bastante e cuidava da saúde, eu conseguia correr bem. Porque eu conseguia correr bem, eu melhorava meu desempenho. Porque eu melhorava meu desempenho eu participava de mais corridas de rua. Porque eu postava fotos das minhas medalhes de corrida, recebia mais estímulo e apoio para continuar. E porque eu era estimulada eu me cuidava mais, treinava mais, comia melhor, trabalhava mais feliz, tratava a mim e ao mundo de forma mais amorosa. E por isso tudo resolvi me preparar para correr minha primeira maratona, 42 km. E me inscrevi na Maraonta de Porto Alegre do ano seguinte.

Busquei acompanhamento médico, nutricional, ginecológico, comecei uma longa planilha de treinos e vida regradissima, dormindo cedo e acordando cedíssimo. Em junho de 2019, prestes a fazer 62 anos, peguei o avião com minha filha e seu marido, rumo a Porto Alegre. Corri a maratona sorrindo e cruzei a linha de chegada sentindo uma alegria infinita, aquele. momento que a gente depois lembra como ‘o auge’.

Depois disso viajei, trabalhei, com a sensação de ser uma pessoa realizada em todos os sentidos, equilibrada, melhor. Até que, em dezembro, um vírus surgiu em Wuihan, na China. E o resto você já sabe. No dia 11 de março de 2020 foi decretada mundialmente a pandemia do Coronavírus. E começou meu processo de espiralar para baixo.

Fiquei em lockdown total. Eu não saia de casa para absolutamente nada. Descia, no máximo no térreo do meu prédio. Tudo estava fechado, academia, parques, a cidade toda. O mundo. Tentei correr na garagem do edifício, mas era complicado e pequeno. Tentei correr num corredor lateral do prédio, mas era minúsculo e movimentado. Tentei fazer aulas online de aeróbica. Funcionou durante um tempo. Aluguei uma bike de spinning, que usava de vez em quando. Fui desistindo de cuidar de mim aos poucos. A massa muscular foi diminuindo, o peso corporal aumentando, a energia foi sumindo, a disposição minguando. Peguei um monte de trabalhos e passei a escrever o dia todo, sentada. Quando não estava escrevendo estava pesquisando, mas sempre sentada e online. Da cadeira ia pra um sofazinho, com o celular. Não viajei mais. Era só em casa, sem ver ninguém, sem ir a lugar nenhum. Nem liguei que fiz aniversário, nem me lembro o que fiz. Meus filhos estavam ambos morando fora do país, minha mãe morando a 30km de mim e sem podermos nos ver. Era só meu marido, eu e os cachorros e mais nada. Nada.

Não entrei em depressão, fui me distraindo com séries, livros. Vendemos a casa de praia que tinhamos durante quase 30 anos. O mundo foi ficando limitado a esse apartamento. E nem fazia sentido reclamar, vendo milhares de pessoas sem dinheiro, em emprego, morrendo.

Raspei meu cabelo, deixei os fios brancos e resolvi ver quem eu era, como eu estava. Estava ali, mais ou menos bem, mas em horizonte. Sem rumo, sem projeto de vida, sem sonhos. Sem programa com o Porchat, sem gravação no Rio de Janeiro, sem as palestras que dei a vida toda, sem as viagens, sem tudo que eu amava ver e fazer.

Fui perdendo a forma física, a capacidade de correr. Continuei tentando, como sempre fiz, sem entregar os pontos, mas totalmente diferente daquele auge de 3 anos atrás. Saia para correr de máscara, pelas ruas do meu. bairro. Até que em setembro de 2021, num dia que eu estava correndo bem, meu tênis ficou preso numa lajota quebrada dentro de um imenso buraco na calça que não vi, porque exatamente naquele segundo eu estava olhando o relógio para ver meu pace. Fui de boca no chão. De boa. Machuquei o lábio, o joelho direito e nem conseguia levantar. Um rapaz me ajudou a ficar em pé. Corria sangue pela cara e pela perna. Cheguei em casa me arrastando.

Foram três ou quatro meses até me recuperar e tentar recomeçar a correr. Depois, vieram sequelas de correr com medo de pisar. Fiz meses de fisioterapia. Recomecei com muito esforço, mas nunca mais corri como antes. Perdi capacidade pulmonar, velocidade, tudo, especialmente por causa do sobrepeso. E porque não consigo correr direito, passei a comer mais. E porque passei a comer mais e de forma desregrada, ganhei mais peso e passei a correr mais lentamente. Nem preciso continuar, já está claro que entrei num círculo vicioso. Não me cuido, não treino direito, corro mal, não tinha mais provas de rua para correr, não havia motivo para ser estimulada.

Apesar de tudo, nunca desisti totalmente. Tenho tentado voltar a fazer a bicicleta (estou indo fazer agora!), de vez em quando faço aulas em vídeo e voltei a treinar no parque três vezes por semana. Fiz uma corrida de 14km recentemente, depois uma meia maratona (21km ) que foi extremamente difícil e no dia 20 de março (foto abaixo), corri 10km no circuito OUtono das Estações. Fiz um tempo horrível. Olhei o resultado de 2017 e deu vontade de chorar ( em 2017, fiz um pace médio de 5:54, terminei a prova em 59 minutos).

Mas é o que temos. É o que é. É o mundo possível, num momento brutar e injusto de guerra. É o país sob um governo trágico, absurdo, cruel e inaceitável que eu espero que termine. É o corpo de quase 65 anos que habito, do qual cuido como posso. É a minha mente, sempre tentando achar um jeito de ser feliz, mesmo espiralando, ora pra cima, ora pra baixo.

Porque uma hora, a hora muda e em breve, vou melhorar.



Vai ter delivery por drone no Brasil

Não quero ser pessimista, nem vou botar olho gordo pra dar errado. Não mesmo. Mas acho tão difícil dar certo….

Mas, ok, bora tentar entregar comida por drone. E esperar que ninguém brinque de abater os coitadinhos pra roubar sanduiche e pizza.

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/01/21/anac-permite-uso-de-drones-para-entregas-no-brasil.ghtml

Mapa do bem estar

Esse link mostra um mapa de bem-estar dos EUA, a partir de 37 bilhões de tweets públicos.

O artigo é pré-pandêmico, mas interessante.
https://penntoday.upenn.edu/news/penn-interactive-map-shows-community-traits-built-more-37-billion-tweets

Abaixo, o mapa.

https://map.wwbp.org/

Explore Leonardo da Vinci’s Notebooks Online for Free

The British Library

Source: Explore Leonardo da Vinci’s Notebooks Online for Free’

Da Vinci

O Estado de S. Paulo – Acervo Estadão

Conheça o acervo com todas as edições do jornal mais importante do País:páginas desde a primeira edição em 1875, personalidades e fatos históricos

Source: O Estado de S. Paulo – Acervo Estadão

 

 

https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19950604-37118-nac-0203-cd2-d5-not/tela/fullscreen

 

Saber Não Ocupa Espaço!

Um dos trabalhos que mais me dá orgulho é a série “Saber não ocupa espaço”, concebida e apresentada pelo brilhante Miguel Falabella. Faço a pesquisa e os roteiros (texto). A arte divina é da Suppa. A direção é de Filipe Fratino e a equipe é sensacional.

Vou deixar aqui todos os episódios, para quem quiser assistir na sequência, aqui, do mais recente para o mais antigo. (Se quiser ver na ordem inversa, clique aqui)

55. MOVIMENTO É VIDA!



54. E VOCE? DORME BEM?

53. POR QUE BRINDAMOS?

52. QUEM E O AMIGO MAIS ANTIGO DO HOMEM?

51. SOUBE DA ´ULTIMA?

50. VOCE BATE NA MADEIRA?

49. ERRAR É HUMANO

48. DESTINO: ESTÁ ESCRITO NAS ESTRELAS?

47. ENTÃO É NATAL

46. QUAL SEU RITUAL DE REVEILLON?

45. QUAL O MISTERIO DA ARVORE DE NATAL?


44. UM LUGAR AO SOL

43. SABE A TÂMARA?

42. RIR É O MELHOR REMÉDIO?

41. VOCE SABE DE ONDE VEM ESSE SABOR?


40. A CONQUISTA DO VOTO FEMININO NO BRASIL

39. VOCÊ CURTE ANIVERSÁRIO?

38. COMO VAI SER A FOLIA DEPOIS DA PANDEMIA?

37. PIMENTA E VOCÊ, DÁ MATCH?

36. A VIDA COMEÇA AOS 40?

35. DO QUE VOCÊ BRINCAVA NA INFÂNCIA?

34. AMIZADE É QUASE AMOR?




33. E A PELE, TA BOA?

32. LUTE COMO UMA GAROTA!


31. UMA DAS ESCRITORAS MAIS IMPORTANTES DO BRASIL

30. O que suas unhas dizem sobre sua saúde?

29. A origem da pontuação


28. A evolução dos talheres

27. O corredor Vasariano, uma obra singular!

27

26. Seu nariz sentre frio? Cuide bem do seu nariz!

25. O primeiro nerd do Brasil!

24. Como surgiu o adoçante?

23. Acordou de mau humor?

22. A emocionante história da primeira mulher a correr a maratona de Boston – Kathrine Switzer – porque Lugar de Mulher é Onde Ela quiser!

21. Por que usamos tanto açúcar?

20. A Nova Maturidade

19. Um abacaxi já foi mais caro que um carro zero?

18. Qual a alergia mais irritante?

17. Você é de lua?

16. A história da feijoada


15. O Mal do século


14. Lenço de Bolso


13. Amor e Sol

12. Esforço Homérico


11. Pedra de Rosetta


10. Riscar do Mapa

09. Espelho


08. Enxaqueca


07. Prazeres da mesa


06. Biquini


05. Baile da Ilha Fiscal


04. Lava Arroz


03. Diane de Poitiers


02. Tia Ciata

01. Monalisa

Saber Não Ocupa Espaço

Um dos trabalhos que mais me dá orgulho é a série “Saber não ocupa espaço”, concebida e apresentada pelo brilhante Miguel Falabella. Faço a pesquisa e os roteiros (texto). A arte divina é da Suppa. A direção é de Filipe Fratino e a equipe é sensacional.

Vou deixar aqui todos os episódios, para quem quiser assistir na sequência! É um melhor que o outro, sem falsa modéstia!!!

1. Monalisa – https://www.instagram.com/tv/CK4LmepBdpN/


2. Tia Ciata – https://www.instagram.com/tv/CLMkSC4hx5w/


3. Diane de Poitiers – https://www.instagram.com/tv/CLemSKNBZQ6/


4. Lava Arroz – https://www.instagram.com/tv/CLwnh_7hl9C/


5. Baile da Ilha Fiscal – https://www.instagram.com/tv/CMCozCqBsno/


6. Biquini – https://www.instagram.com/tv/CMUqE09BEv3/


7. Prazeres da mesa – https://www.instagram.com/tv/CMmvugGB0nq/


8. Enxaqueca – https://www.instagram.com/tv/CM4udMTB9AH/

9. Espelho – https://www.instagram.com/tv/CNKwI0snBH_/


10. Riscar do Mapa – https://www.instagram.com/tv/CNcwpdphJ-c/


11. Pedra de Rosetta – https://www.instagram.com/tv/CNuzUbsBEwS/

12. Esforço Homérico – https://www.instagram.com/tv/COA0braBtxf/


13. Amor e Sol – https://www.instagram.com/tv/COS2Sq2hYOQ/


14. Lenço de Bolso – https://www.instagram.com/tv/COk38mRhh2Z/


15. O Mal do século – https://www.instagram.com/tv/CO25hyEB1gs/

16. A história da feijoada https://www.instagram.com/p/CPI7MkgB2q-/

17. Você é de lua?https://www.instagram.com/tv/CPa_q-FhBz0/

18. Qual a alergia mais irritante?

19. Um abacaxi já foi mais caro que um carro zero?

20. A Nova Maturidade

21. Por que usamos tanto açúcar?

22. A emocionante história da primeira mulher a correr a maratona de Boston – Kathrine Switzer – porque Lugar de Mulher é Onde Ela quiser!

23. Acordou de mau humor?

24. Como surgiu o adoçante?

25. O primeiro nerd do Brasil!

26. Seu nariz sentre frio?
Cuide bem do seu nariz!

27. O corredor Vasariano, uma obra singular!

27

28. A evolução dos talheres

29. A origem da pontuação

30. O que suas unhas dizem sobre sua saúde?

31. UMA DAS ESCRITORAS MAIS IMPORTANTES DO BRASIL

32. LUTE COMO UMA GAROTA!

33. E A PELE, TÁ BOA?

34. AMIZADE É QUASE AMOR?

35. DO QUE VOCÊ BRINCAVA NA INFÂNCIA?

36. A VIDA COMEÇA AOS 40?

37. PIMENTA E VOCE, DA MATCH?

38. COMO VAI SER A FOLIA DEPOIS DA PANDEMIA?

39. VOCÊ CURTE ANIVERSÁRIO?

40. A CONQUISTA DO VOTO FEMININO DO BRASIL

41. VOCE SABE DE ONDE VEM ESSE SABOR?

42. RIR É O MELHOR REMÉDIO?

43. SABE A TÂMARA?

44. UM LUGAR AO SOL

45. QUAL O MISTERIO DA ARVORE DE NATAL?

46. QUAL SEU RITUAL DE REVEILLON?

47. ENTÃO É NATAL

48. DESTINO: ESCRITO NAS ESTRELAS?

49. ERRAR É HUMANO

50. VOCE BATE NA MADEIRA?

51. SOUBE DA ULTIMA?

52..QUEM É O AMIGO MAIS ANTIGO DOS HUMANOS?

53. POR QUE BRINDAMOS?

54. E VOCE? DORME BEM?


55. MOVIMENTO É VIDA!

56. O QUE É AZUL E É DE COMER?

Passadão no Jornal – sala do Clubhouse – 24/03/2021

  1. Os bastidores da gravação do ‘pronunciamento’ de ontem do Presidente da República.
    No Twitter, o perfil @teledramaturgia legendou: Festim Diabólico 2021

“Segundo Bolsonaro 2021 é o ano da vacinação. Segundo @ibere 2021 será o ano da vacilação. “

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2. Da série “só li verdades”

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3. Mesmo quem votou 17 não aguenta mais.

4. Sobre o pronunciamento de Bolsonaro – “é possível contar um monte de mentiras dizendo apenas a verdade”

www.youtube.com/watch?v=bZaYeiptmd4

(comercial de 1987 premiado em 1988 – https://www1.folha.uol.com.br/folha/80anos/campanhas_publicitarias.shtml?aff_source=56d95533a8284936a374e3a6da3d7996)

17 DE MARÇO DE 2021 – QUARTA FEIRA

  1. Rejeição à gestão de Bolsonaro na pandemia chega a 54%
    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/03/datafolha-rejeicao-a-bolsonaro-na-gestao-da-pandemia-bate-recorde-e-vai-a-54.shtml

2. Pedro Vieira comentou que ontem, pela primeira vez, num intervalo comercial do Big Brother, o Ministério da Saúde veiculou uma campanha de vacinação contra a Covid-19
https://twitter.com/oinemo_/status/1372179577355796490

16 de março de 2021
3a. feira



1.Bolsonaro diz que vai se vacinar– informa o jornalista Guilherme Amado em sua coluna na revista Época –https://twitter.com/guilherme_amado/status/1371808480290508800



2. MPT investiga Sérgio Camargo (Fundação Palmares) por assédio moral a funcionários (notícia comentada por Lu Luviero)


3. Dória promete ajudar a levar Bolsonaro a tribunais internacionais
Estadão.

4.Seimour – fala da campanha #TemGenteComFome – campanha nas redes sociais a partir do meio dia de hoje.

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5. Começa hoje a versão híbrida (vivo/online) do festival #SXSW –

https://platform.twitter.com/widgets.js

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15 de março de 2021

  1. Indicados ao Oscar https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2021/noticia/2021/03/15/oscar-2021-anuncia-indicados-da-premiacao-veja-lista.ghtml


    1. Recomendação – Netflix – “My Octopus Teacher “

a sala do Clubhouse que comenta as notícias do dia, todos os dias

04 de março

“Não é ficar paranoico, é estar alerta. Não é ficar alienado, é se reequilibrar pra sobreviver. Não é pra desistir, é pra se dar ao direito de fraquejar e pedir ajuda pra voltar pra luta.”

  1. Doomscrolling – o incessante scroll por notícias ruins que está nos afetando e como quebrar esse hábito
    Fonte: BBC

  2. Lei federal 8112 Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. (contribuição do Xando)
    A propósito da TAC que o ex-reitor da Universidade de Pelotas, o epidemiologista Pedro Hallal.

  3. Apelo de Lisca para a CBF – Seu desabafo

4. “Todos vão sofrer, mas não vão morrer”
(Dr. Gonzalo Vecina)

02 de março de 2021 – 3a, feira

5. Dias melhores virão…


  1. Livro recomendado por Mariana Kalil –
    O Brasil no espectro de uma guerra híbrida”
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O antropólogo Piero C. Leirner trata de um tema novo em sua obra, a assim chamada Guerra Híbrida, e o modo que ela está sendo realizada no Brasil.

Não se trata de uma “guerra clássica”, com fogo, mas de uma guerra que visa sobretudo a captura e neutralização de mentes. Suas “bombas” são antes de tudo informacionais, visam causar dissonâncias cognitivas e induzir as pessoas a vieses comportamentais: percepção, decisão e ação passam a trabalhar a favor de quem ataca. Seu objetivo último é o que se chama nas teorias desse tipo de guerra de uma “dominação de espectro total”. Essa ideia de “totalidade” está no âmago da Guerra Híbrida: não há mais a separação entre guerra e política, ou “tempo de guerra/tempo de paz”; todos passam a ser, voluntária ou involuntariamente, combatentes; e não se vê exatamente nem seu princípio, nem seu fim.

A hipótese central aqui levantada é que o Brasil foi, e é, um laboratório onde este modelo foi aplicado. O caso aqui estudado leva a um dos protagonistas principais desta forma de guerra e sua estratégia: um certo grupo de militares, operações psicológicas e o modo como isso se disseminou na política. O resultado, que vai muito além da eleição de 2018, é a dissonância generalizada que impera no Brasil hoje, que aqui segue um dos conceitos centrais da Guerra Híbrida – a cismogênese, ou seja, a criação de divisões sociais com o objetivo de impossibilidade qualquer pacto social.

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2. Livro sugerido por Guilherme Ramanho
“A máquina do ódio”- Patrícia Campos Mello



A máquina do ódio: Notas de uma repórter sobre fake news e violência digital por [Patrícia Campos Mello]


O relato de uma das maiores jornalistas da atualidade sobre as ameaças à liberdade de imprensa no Brasil e no mundo.

Dias antes do segundo turno da eleição de 2018, Patrícia Campos Mello publicou a primeira de uma série de reportagens sobre o financiamento de disparos em massa no WhatsApp e em redes de disseminação de notícias falsas, na maior parte das vezes em benefício do então candidato Jair Bolsonaro. Desde então, a repórter tornou-se alvo de uma violenta campanha de difamação e intimidação estimulada pelo chamado gabinete do ódio e por suas milícias digitais. 
Em A máquina do ódio, Campos Mello discute de que forma as redes sociais vêm sendo manipuladas por líderes populistas e como as campanhas de difamação funcionam qual uma censura, agora terceirizada para exércitos de trolls patrióticos repercutidos por robôs no Twitter, Facebook, Instagram e WhatsApp — investidas que têm nas jornalistas mulheres suas vítimas preferenciais. Os bastidores de reportagens da jornalista e os ataques de que foi vítima servem de moldura para um quadro mais amplo sobre a liberdade de imprensa no Brasil e no mundo, numa prosa ao mesmo tempo pessoal e objetiva.
Campos Mello acompanhou a utilização crescente das redes sociais nas eleições internacionais que cobriu: nos Estados Unidos, em 2008, 2012 e 2016; na Índia, em 2014 e 2019. À experiência de observadora do avanço dos tecnopopulistas e seu “manual para acabar com a mídia crítica”, somou-se a de protagonista involuntária no front de uma guerra contra a verdade. Relato envolvente de um dos capítulos mais turbulentos de nossa história recente, A máquina do ódio é também um manifesto em defesa da informação. 

“Graças ao trabalho desbravador de algumas jornalistas, nós pudemos descobrir e entender como a internet contribuiu para propagar movimentos contrários à democracia. Dentre elas, destacam-se a indiana Rana Ayyub, a britânica Carole Cadwalladr e a brasileira Patrícia Campos Mello. É simples: se você quer entender os desafios atuais para a democracia no mundo, você precisa ler este livro.” — Jason Stanley, autor de Como funciona o fascismo 



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  • Lista do dia 01 de março de 2021
  1. Golden Globe
    – lista de vencedores e comentários

    https://hugogloss.uol.com.br/premiacoes/globo-de-ouro-2021-premio-postumo-para-chadwick-boseman-emociona-the-crown-schitts-creek-e-nomadland-se-destacam-confira-a-l/


    2. Série de comédia recomendada:

    Schitt’s Creekhttps://www.omelete.com.br/emmy/schitts-creek-conheca-a-serie
    Onde ver: Amazon Prime

3. James Corden e Principe Harry

https://www.nbcnews.com/news/world/prince-harry-says-toxic-british-media-drove-him-meghan-royal-n1258922


4. Sites que gravam videos para fãs

Cameo – https://www.cameo.com/

Manda Salve – https://www.mandasalve.com.br/

5. Filme sugerido “Relatos de um mundo” – com Tom Hanks

Netflix – https://www.netflix.com/title/81210670


Sala do Clubhouse – A maior mentira do mundo

  1. Livro recomendado por Ronaldo Lemos – O problema dos 3 corpos
    https://www.amazon.com/dp/B01LFRFDI0/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&btkr=1

2. Paradoxo de Fermi – (versão simplificada para estudantes)

https://www.infoescola.com/astronomia/paradoxo-de-fermi/

3. Is time travel possible?
https://spaceplace.nasa.gov/time-travel/en/

4. Are we living in a simulation?

https://www.scientificamerican.com/article/do-we-live-in-a-simulation-chances-are-about-50-50/

5. O gato de Schroedinger
http://www.ifsc.usp.br/~strontium/Teaching/Material2018-2%20SFI5707%20MecanicaquanticaB/Monografia%20-%20Pedro%20-%20SchroedingerCat.pdf

6. Primeira temporada de Westworld – e a consciência
http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-139449/

7. A maior mentira do mundo -> A muralha da china não pode ser vista do espaço
https://www.nasa.gov/vision/space/workinginspace/great_wall.html#:~:text=The%20Great%20Wall%20of%20China,other%20results%20of%20human%20activity.

8.

👉 Dia do conserto

Sábado passado precisei ir até o litoral. Fui com meu marido bem cedo, achando que não ía ter ninguém na estrada, já que era um final de semana que se seguia a um feriado prolongado, depois de seis meses de confinamento, que gerou aglomerações nas praias equivalentes a Carnaval e Ano Novo do antigo mundo pré-covid19.

Ledo engano.

O trajeto que costuma ser feito em duas horas e meia levou mais de quatro horas. Quatro horas para ir do centro da cidade de São Paulo ao litoral norte do Estado, dava pra ir pro Chile de avião e ainda usar o resto do tempo pra comer um pão de queijo no aeroporto, daqueles que custa um rim.

Chegamos, guardei as coisas, arrumei a casa e esperei a segunda leva da família chegar. Nem vou falar sobre o primeiro choque, quando fui até a praia para ver a situação e encontrei um planeta recém colonizado com negacionistas da pandemia e adeptos do fodassionismo. Não reconheci a praia que frequento há 27 anos, não reconheci a raça humana à qual pertenço. Voltei pra casa, fiz o lanche, jantamos, vimos alguma coisa na TV e fomos dormir. Na manhã seguinte, arrumei as coisas sem muito cuidado e disse aos que ficaram:

-Se eu esquecer qualquer coisa vocês levam!

E voltei para São Paulo. E aí começou o problema.

Eu realmente esqueci alguma coisa, a minha mochila, com todos os cabos, carregadores, fones de ouvido, material de corrida, relógio e todas as coisas que eu precisaria na segunda feira de manhã. Mas eu só me dei conta disso depois que a família toda já tinha subido pra São Paulo, em duas levas.

Entrei naquela série ‘Socorro, estou em pânico’. O primeiro episódio foi ‘Mas como eu fui esquecer a mochila?’. Resposta: porque nunca mais fui a mesma pessoa depois de ter Covid. Porque fico 70% do tempo com o ~cérebro boiando~, como se estivesse chapada. Porque por saber que minhas filhas sairiam mais tarde e fechariam a casa, não me preocupei em fazer a última ronda de coleta de coisas. Porque eu tinha um monte de coisas para carregar e, principalmente, porque eu falei ‘se eu esquecer alguma coisa vocês levam’.

E assim, como gancho para o segundo episódio, perguntei para as duas:

-Mas vocês VIRAM a mochila na cozinha?

E elas:

-Vimos, sim.

-E vocês não pensaram em TRAZER a mochila ou me perguntar por whats app o que era aquela mochila, de quem era aquela mochila? Recebi uns 4 whatsapp de vocês perguntando sobre um tupperware e nada sobre uma MOCHILA na cozinha?

Elas:

– A gente achou que a mochila ERA DA CASA.

Aí comecei a enlouquecer. Mais do que mochilas, esquecimentos, eu tenho esse problema com a LÓGICA, ou melhor, com a dificuldade de aceitar a falta da mesma.

Como assim ‘achei que a mochila era DA CASA?’ Sua casa tem mochila? A casa da sua mãe tem mochila? Que pensamento é esse, que conceito é esse ‘a mochila da casa’? Sim, porque, como bem SABEMOS, TODA CASA TEM SUA PROPRIA MOCHILA, PORTANTO, aquela só podia ser ‘a mochila daquela casa’.

Superei essa dor quando milha filha respondeu:

-Agora você quer culpar a gente pela mochila que você esqueceu.

Certíssima. Fui eu e meus restos de coronavírus que esquecemos. Elas poderiam ter visto AND trazido a mochila, mas, né, elas acharam que era da casa. Vai que elas subam pra São Paulo com a mochila da casa e a casa ficasse chateada com elas.

O próximo passo era fazer a mochila chegar a São Paulo, com correio em greve, sem serviço de nenhum tipo no pequeno vilarejo de Barra do Una em São Sebastião. E articular tudo isso num domingo à noite.

Foi aí que minha filha me deu a informação salvadora:

-Mãe, o filho da vizinha disse que os pais viriam para São Paulo amanhã, segunda-feira. Se você conseguir falar com ele, quem sabe ele possa trazer a mochila pra São Paulo, ai vocês acham um jeito de se encontrar.

Bingo. Perfeito. Faltava só saber quem era esse vizinho e como falar com ele.

A casa na praia fica num pequeno condomínio, são poucas casas, a cidadezinha é minúscula. O porteiro, que é novo e quase nunca está na portaria, não respondeu minhas mensagens e o plano A não rolou. Entrei em contato com a antiga faxineira que trabalhava no condomínio e expliquei o problema. Ela mora longe, disse que não teria como ir lá naquela momento. Plano B, descartado. Falei com a filha da faxineira, meu plano C, que começou a funcionar. Ela disse que conhece a familia do vizinho, que trabalha para eles de vez em quando. E, gentilmente, ela se prontificou a ir até o condomínio na manhã seguinte, falar com o porteiro, pegar a cópia da chave da minha casa, entrar na casa, pegar o mochila, entregar para o vizinho e passar meu contato para ele e o dele para mim.

Que anjo da guarda!!! Fiquei muito feliz com essa ajuda. Estava tudo certo. Era só esperar amanhecer. Assim, agradeci demais e passei as instruções:

-A Mochila é preta, estampada de Mickey Mouses coloridos e está na bancada da cozinha. Tem todos os cabos, carregadores dentro, um monte de coisas de corrida. Não tem como errar.

Foi aí que eu errei. Porque SEMPRE tem como dar errado, como afirma a Lei de Murphy.

Na segunda-feira à tarde, recebi uma mensagem por whats app dizendo:

-Tudo certo, mochila entregue!

Suspirei aliviada. A garota, que vou chamar de Sonia, me tranquilizou e passou, junto com essa mensagem, o contato do vizinho, a quem vou me referir como Pedro.

Falei com Pedro por whatsapp, ele me passou seu endereço e disse que chegaria tarde da noite. Combinei de ir na 3a. feira, na manhã seguinte, pegar a mochila na casa dele.

A casa dele fica a 45 minutos de carro da minha casa. Ida e volta, uma hora e meia de Uber. Mas, tudo bem, nem faria sentido reclamar da despesa, já que não tenho carro para buscar. Anotei o endereço e fui cuidar da vida e do trabalho. Aproveitei para marcar um horário numa assistência técnica da Apple para consertar um fone de ouvido da Beats, que parou de funcionar de um lado.

No final da tarde, pouco antes de viajar, Pedro me mandou uma mensagem.

-Estou saindo daqui a pouco. Queria só confirmar se está tudo certo. É isso mesmo que é para eu trazer?

E ele postou a foto de uma ALMOFADA.
Uma ALMOFADA da Foam, dessas que a gente usa para colocar embaixo do notebook.

Almofada e-foam

Sim, é preta e tem até uma alcinha de mão. Mas não é uma MOCHILA. Não tem MICKEY MOUSE colorido. Não tem alça para pendurar e não ABRE como uma mochila. Porque é uma ALMOFADA.

Respondi que não, não era a minha mochila de Mickey. E pedi que ele me ajudasse, entrando em contato com o porteiro, pegando a chave da casa com ele e indo até a cozinha pegar a mochila. Pedro fez tudo isso e mandou a foto da mochila certa:

Mochila de Mickey Mouse

Fiquei muito feliz que estava tudo, novamente, sob controle. E perguntei pra Sonia o que tinha acontecido para ela pegar a almofada e entregar pra Pedro.

E então ela disse que não tinha ido no condominio, nem tinha pegado ou entregue a mochila. Ela terceirizou a coisa. Mandou mensagem para o porteiro e pediu para que ele fizesse isso. E ai ele entrego a almofada.

Agradeci a Pedro por ter me salvado, usando a lógica e o raciocínio e Pedro me disse que foi a mulher dele que detectou o erro. Ela disse que aquilo não era uma mochila, que achou estranho eu mobilizar as pessoas para trazer uma almofada para São Paulo e que algo estava errado, porque não tem como colocar nada dentro!

Ontem, 3a feira, acordei, peguei um Uber, fui até a portaria da casa deles e peguei a mochila. De lá peguei o segundo Uber e fui para a assistência técnica da Apple. Esperei 45 minutos e, ao ser atendida, recebi a proposta mais absurda do mundo:

-Assim, a gente não conserta e esse seu fone saiu de linha. Mas se a senhora entregar o fone pra gente e pagar uma “diferença”, nos entregamos outro fone igual pra senhora.

-E de quanto é essa diferença que eu teria que pagar?
-Mil reais.

?!?!?!?#?$?#?%?%?$%?% MIL REAIS??

Peguei meu fone, minha mochila, o terceiro Uber, voltei pra casa, almocei e fui a pé até a Santa Ifigenia. Meia hora depois, entreguei o fone para um cara que consertou em 45 minutos e cobrou 18 reais.

Voltei para casa com meu fone funcionando, meu dinheiro economizado, minha mochila de Mickey me esperando. Tudo certo. Tomei um longo banho, corri atrás do prejuizo de tempo, fiz minhas coisas de trabalho.

No final da tarde mandei entregar trufas para Pedro e um buquê de flores do campo para a mulher dele. À noite, os dois mandaram áudio agradecendo, emocionados, com foto dos ‘mimos’. Fiquei emocionada também. A gente sempre tem como consertar as coisas. Demora, dá trabalho, precisa mobilizar pessoas, precisa contar com ajuda e boa vontade, precisa consertar os erros, precisa insistir e ter paciência pra dar tudo certo.

Da próxima vez, vou fazer como sempre fiz, dar uma “geral” na casa para não esquecer nada.

Maldito corona!



👉Olá, querido leitor

Cris Dias disse que os blogs estão voltando.

Li isso agora. Curiosamente, horas antes, fiz uma mini-bio para mandar para um contratante e coloquei ‘blogueira há 20 anos’. Sim, esse blog, que já foi do UOL, do blogger, da AOL, do r7 e do wordpress, vai completar VINTE ANOS EM DEZEMBRO.

Só isso já é motivo pra mantê-lo vivo.