Quando os fatos são desagradáveis, as pessoas dizem que são fake news, afirma psicólogo – 11/08/2019 – Ciência – Folha

Stuart Vyse diz superstições são maneiras de indivíduos acharem que têm maior controle sobre a vida

Source: Quando os fatos são desagradáveis, as pessoas dizem que são fake news, afirma psicólogo – 11/08/2019 – Ciência – Folha

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O papel dos homens nessa coisa toda

Não sei como foi sua relação com seu pai na infância, mas fui criada numa época onde as mães ficavam em casa cuidando da casa e dos filhos e os pais saíam pra trabalhar. Na década em que fui criança, nos longínquos anos 60, meu pai era mais um conceito do que uma presença. Para complementar seu soldo da aeronáutica, trabalhava à noite como técnico consertando os aparelhos de TV em preto e branco na casa das pessoas. Mas sua figura estava sempre presente, nas frases da minha mãe como ‘espera só até seu pai chegar’ e ‘quando eu contar pro seu pai você vai ver’ ou ‘pede pro seu pai’. Sempre adorei me pai, mas eu o via muito pouco. Na minha geração pais nunca estavam presentes.

Além dos pais ausentes por causa do trabalho, há um contingente gigante no Brasil de crianças que foram criadas sem pai totalmente, ou porque abandonaram a família, porque montaram família com outra mulher ou simplesmente porque engravidaram mulheres e sumiram.  Pais desconhecidos, sumidos, foragidos. Ou presos. Ou mortos.

O crime no Brasil, mata muitos mais homens do que mulheres.

Assim, contabilizando os pais ausentes por diferentes motivos, de prisão à CLT, de sumiço a falecimento, a maioria dos brasileiros foi criado muito mais com mãe ou com avó do que com pai. Pai presente, participante, é privilégio de poucos e coisa bem recente na nossa história. E aí entra minha teoria: o Brasil tem ‘daddy issues’.

Mesmo sem títulos ou cacife pra bancar essa teoria com embasamento psicanalítico, arrisco dizer que esses ‘daddy issues’ que (quase) todos temos pode explicar essa atração que o eleitor tem por ‘figuras de pai austero’, de Salvador da Pátria, o macho alfa que vai tomar as rédeas da nação e botar todos os malfeitores de castigo e botar ordem nessa grande família.

E é aí que a gente se dana.

Porque parte dessa busca por preencher o vazio da figura paterna, acaba nos levando a grandes equívocos.

Porque, sinceramente, se é pra ter uma simulacro paterno cruel, punitivo, insensível, truculento, homofóbico, misógino, intolerante é melhor ficar sem, no público e no privado.

Corri um coração no dia dos namorados há alguns anos.

Aqui está o post em arquivo.
https://web.archive.org/web/20150508160543/http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/como-fazer-um-presente-para-o-dia-dos-namorados-durante-a-corrida-na-rua/2014/06/12/

Eu gosto de correr. Sempre gostei. Me alegro com a liberdade, o vento, a sensação boa de vigor físico e me entretenho com os gadgets modernos que traqueiam o exercício.

Por exemplo. Minha corrida mudou depois que passei a ver o mapinha do trajeto.

De repente, me ocorreu que eu sou a corredora e sou também a “ponta” do lápis de cor virtual que desenha o percurso.

Minha mente voa como um drone, vendo de cima meu corpo correndo pelas linhas.

E foi assim que ontem, bem cedo, tentei fazer um presente para o Isaac, um presente para o dia dos namorados (hoje).

Eu precisava de um lugar aberto, uma área grande, pra correr “desenhando”.

Achei que o melhor lugar seria na frente do estádio do Pacaembu, mas teria que ser um dia SEM feira livre.

Ontem fui até lá e corri tentando desenhar. Não deu pra fazer perfeitamente porque tem uns canteiros altos no meio do estacionamento.

Fiz o que pude.

Depois tirei o print do percurso, flipei e… ficou assim.

Feliz Dia dos Namorados para todos os que estão apaixonados pela vida, pela saúde, pela prática esportiva.

 

photo1 1 360x640 Como fazer um presente para o dia dos namorados durante a corrida na rua

Percurso em frente ao Pacaembu .

corricoracao.jpg 360x640 Como fazer um presente para o dia dos namorados durante a corrida na rua

A imagem devidamente flipada para ver o coração que corri para o Isaac ❤

 

PS – o Isaac adorou o coração corrido