Miss Brasil assaltada

Debora Lyra, a Miss Brasil, foi assaltada em frente a sua casa na Vila Leopoldina, São Paulo. Indignada, postou em seu perfil no Twitter:

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Até quando esses bandidos vão continuar agindo?Acabo de ser roubada na porta da minha casa.Levaram TUDO!!!!! CARRO,DOCUMENTO,CELULARES,ETCless than a minute ago via web Favorite Retweet Reply

E não é só pela perda material, como ela diz, mas pela descoberta indignada de que não podemos viver em paz.

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Galera,eu estou bem,graças a Deus! O problema ñ são os bens materiais,e sim a indignação. Será que é tão dificil assim viver em paz?less than a minute ago via web Favorite Retweet Reply

Leia mais no R7.

Mil perdões

Fui dormir às duas da manhã. Fiquei online com o Diego Maia, que cuida de todos os blogs no R7, trocando mensagens pelo Gtalk e fazendo pequenos ajustes no Querido Leitor.

Mudar para uma casa nova é assim mesmo. A casa é muito maior, os móveis são mais bonitos, tudo é melhor e mais confortável. Mas é nova. E por ser nova precisa de muito aprendizado. Qualquer pessoa que já tentou fazer o jantar numa cozinha que não conhece sabe do que estou falando. A gente não sabe onde está a escumadeira e nem como acender o forno. Até os melhores músicos estranham quando trocam de instrumento.

Até aqui nada de anormal. Acontece que ontem,pouco antes da estreia do R7, começou o Yom Kippur. Fiz uma refeição e vim para cá (estou no R7 neste momento). Nas primeiras horas do jejum você não sente nada. A dificuldade começou hoje cedo. Acordei e lembrei que eu não podia tomar café da manhã. Nem beber nada. Nem água. Tomei banho,me arrumei e vim para o trabalho.

Agora, por exemplo, são quase duas horas da tarde e começo a sentir os primeiros sintomas comuns de um longo período jejuando: uma leve tontura, sonolência e um princípio de “desligamento” mental. É a cabeça querendo dar um reboot.

Daqui a pouco vou para casa descansar. Mais tarde vamos todos para a sinagoga e à noite jantaremos em família.

Muita gente questiona esse Dia do Perdão, o jejum, mas este ano ele vai ser ainda mais importante para mim. Há algo de muito particular em voltar para um lugar de onde saí há 9 anos, precisamente no começo do ano 2000. Ocorre que foi justamente porque eu saí do Fala,Brasil que eu criei o Farofa, que virou o Querido Leitor, que tem exatamente…9 anos. E agora, por causa do blog que eu fiz quando saí da Rede Record eu volto para o R7. No dia do Perdão. Difícil não achar que tudo está ligado,que as coisas se relacionam e na ligação de causa e efeito. O Querido Leitor só existe porque eu saí da Record um dia e eu só voltei para o grupo, no R7, porque eu fiz o Querido Leitor.

Eu tenho certeza que há um grande aprendizado e uma carga simbólica em tudo isso. A importância da perseverança e do perdão. A visão de que tudo evolui e cresce. A percepção de que devemos fazer as coisas que acreditamos, sempre. E, sobretudo, a certeza de que caminhar pela vida é muito melhor quando se tem boa companhia. E eu estou em sua companhia, querido leitor.

Antes que a consciência me falte e o vazio do estômago suba para o cérebro, deixo aqui o meu muito obrigada. O blog ainda vai crescer muito, vai ter muitas novidades. Por enquanto, se alguma coisa estiver faltando, me perdoe.
Hoje é um bom dia pra isso.

Bem-vindo, querido leitor!

Não, eu não vou começar com aquele yadda-yadda-yadda de “eu blogo há quase dez anos” , “já fiz mais de cinquenta mil posts”  e tudo mais. Ou talvez eu comece. Não sei ainda. A emoção de escrever este ‘primeiro post’ do Querido Leitor num contexto totalmente novo espalha cores em meu cinzento cérebro a ponto de confundir as decisões racionais sobre meu próprio texto.

Algumas coisas, porém, estão bem claras na minha cabeça: o valor que o Querido Leitor adquiriu por sua causa e a importância deste novo momento que passo a explicar agora.

Ao longo desses anos, por mais que eu me esforçasse,  este blog sempre sofreu de um problema de ‘clandestinidade’ perante minhas atividades profissionais primordiais. Chefes olhavam de forma esgueirada quando eu falava sobre o blog, colegas torciam levemente o nariz quando me viam escrevendo um post durante o horário de trabalho, leitores me perguntavam se “eu não tinha nada para fazer da vida” para ter tanto tempo de postar no Querido Leitor. Aos olhos de muitas pessoas blogar era uma espécie de vício pessoal,  mania doentia, idiossincrasia inexplicável.

Sempre compreendi a postura das pessoas que se reuniam sob a nuvem desta desconfiança, mesmo achando que blogar era apenas a minha opção pessoal de fazer um intervalo mental, digamos, uma alternativa mais saudável do que sair para ‘fumar um cigarrinho lá fora’. Quando surgiram os blogs realmente eram vistos como diários de adolescentes, orbitando entre o irrelevante e o desprezível. Algumas pessoas fixaram esse conceito inicial e não fizeram nenhuma atualização desde então. Sim, porque os blogs evoluíram rapidamente, viraram  um poderoso instrumento de expressão, informação, troca de experiências, interação, cidadania, diversão, mil coisas. Os grandes veículos de mídia passaram a ter blogs e blogueiros como contratados. E o resto você sabe.

O Querido Leitor também cresceu, ganhou leitores, criou uma comunidade, conquistou respeito e até alguns prêmios. Ainda assim, postar era sempre uma atividade marginal,  um rio fluindo ao lado de minhas funções profissionais no mundo da criação de televisão. Em muitas ocasiões, quando não havia ninguém ao meu lado para me recriminar visivelmente, a reprovação exterior dava lugar à culpa interior, o que me levou a subir muitos posts num netbook levado de casa e conectado no meu próprio modem 3G, para não usar a estrutura da empresa. Era ou não o caso de me sentir uma blogueira clandestina?

Pois agora, finalmente, depois de quase uma década, o Querido Leitor se emancipou de fato. Virou gente grande. E assumiu não só o controle de sua própria vida, como da minha também.

O Querido Leitor foi convidado a vir oficialmente para o R7 junto comigo e fazer parte deste grande projeto de comunicação cuja meta é ser o maior portal de conteúdo de língua portuguesa da Internet.

Este post está sendo escrito na redação, num computador do R7, diante dos olhares de colegas e superiores, sem problema algum. Não há mais culpa, reprovação, dúvida, medo. A partir de agora não apenas posso, mas DEVO postar no blog. Eu vim aqui para isso.

🙂

PS – Daqui a pouco tem novo post. E, claro, a partir de agora espero você, querido leitor, aqui.

Querido Leitor

Veja a dependência que eu criei em relação a você. Estou no meio de uma reunião importantíssima e, entre argumentos lógicos e pragmáticos me ocorre o pensamento: “será que o querido leitor não está preocupado com a minha ausência? há quanto tempo eu não posto? e se alguém entrar e entrar e nada de novo encontrar?” E assim, saí correndo para vir até aqui, dizer que está tudo bem, pronta para sair e caçar novidades. Breve acima, outro post.