Dia torto

O consolo cerebral é que eu já sabia. Estava na cara que o feriadão seria de grandes congestionamentos nas estradas para o litoral paulista. Mas meu marido acreditou na previsão do tempo, que jurava que faria um sol escaldante na praia (fez, mas na capital) insistiu para que viéssemos. O plano era sair de casa na 5a. feira ‘a noite e chegar aqui no começo da madrugada.

Saimos de casa ‘as 23:30h da quinta. E chegamos 4:30 da manhã de sexta, depois de uma estraga mega congestionada em quase toda sua extensão.

E ai começaram os latidos.

O sono só veio depois das cinco da manhã. E, quando acordei lá pelas 8 horas, surpresa: dia nublado e sem sol.

Nem mormaço tinha.

O dia torto invadiu a casa e foi direto para a cozinha. Fui fazer meu mingau e o leite ferveu e caiu da caneca. A frigideira antiaderente virou aderente e grudou os ovos mexidos. E a boca do fogão foi tão rápida que, enquanto eu preparava as coisas, ferveu toda a água do café pra mim e quase derreteu o cabo da leiteira. Sabe aquele cheiro delicioso de cabo plástico queimado? Esse.

A parte boa é que li um pouco na praia. Sempre levo 3 ou 4 livros com diferentes opções. Aos poucos vou terminando todos. Porque estou lendo mais 3 livros online também.

E também fui andar de bicicleta. TEntei, porque fui direto para a bicicletaria consertar um cabo da marcha que soltou.

Pelo menos agora estou segura em casa.

O dia torto acabou antes de acabar comigo.
Um a zero pra mim.

Anúncios

Um jeito de achar, guardar e publicar coisas bacanas no seu Pinterest

Em agosto do ano passado entrei para o Pinterest, uma rede social visual para colecionar e organizar imagens, que foi tema de uma coluna no Jornal da Record News. O Pinterest funciona mais ou menos como um tumblr, que é um blog social, em que você pode postar coisas que você quer ou pode republicar coisas que os outros postaram. Só que em vez de ‘post’ chama-se ‘pin’, porque pin é aquela tachinha que você prega no mural, um alfinete com um chapéu. A soma de pin (alfinete, tachinha) com ‘interest’ dá pinterest, coisas interessantes que você prega no seu mural.

Se você quiser me seguir é só clicar.

Follow Me on Pinterest

Se você quiser pode ser um usuário que dá ‘likes’ e ‘repin’ nos outros, mas o legal é você publicas suas coisas também. Basta criar um Board (painel) e ir subindo coisas pra ele. Se você instalar o botão ‘pin it’ na barra do seu Browser, toda vez que você estiver em um site e clicar nele (no botão Pin It), ele abre uma página com todas as imagens desse site. Sobre cada uma delas haverá a opção de publicar no Pinterest. E, em seguida, você pode enviá-la para o Facebook, Twitter ou embedar no seu blog pelo código.

E como achar coisas legais para subir pro Pinterest?

Bom, eu uso o meu amado e adorado StumbleUpon, a coisa mais legal da Internet desde 2001.

Escolho um determinado painel do Pinterest, digamos Wearables, coisas para vestir. Tá meio fraquinho, só tem um sapatinho e mais uns lenços. Aí eu vou para a barra do Stumble e escolho Fashion, por exemplo. E vou clicando no botão Stumble. ele vai mostrando só sites de moda. Quando eu esbarro num site legal, clico no Pin It e subo pro meu board. Simples e eficiente.

Cada um faz do seu jeito. Eu faço assim.

 

 

Pra que serve o pensamento?

Eu penso muito, penso sempre. Em geral penso em soluções para meus problemas diários, especialmente os de trabalho. Não são problemas no sentido de ‘ai, meu D’us, que problema!’. São coisas que tenho que decifrar, resolver. Um exemplo prático que aconteceu hoje. Eu tenho um canal do Google Reader, meu leitor de feeds, chamado Blogs do R7. Eu queria adicionar todos os links dos feeds dos cerca de cem blogs do R7 no Google Reader, assim eu posso ver todos os posts mais atualizados num lugar só para poder tuitá-los. Como fazer isso? Na página de blogs do R7 tem todos eles por ordem alfabética e cada um tem um link. Mas para pegar cada link, colar manualmente, um por um, no Google Reader levaria um tempão. Então eu fico pensando numa solução intermediária para realizar a tarefa de forma mais esperta. Acabei criando um sistema simples. Abri uma aba no meu Firefox (uma extensão chamada quicknote e fui arrastando todos os links pra lá. É só puxar o link do blog pra lá e soltar. Depois, pego os links da aba e vou adicionando no Google Reader. Arrasto tudo pra pasta e pronto. O pensamento, no sentido de raciocínio, é uma ferramenta essencial.

Mas tem outro tipo de coisa que a gente fica pensando. Uma delas é o pensamento de conjectura do tipo ‘será?’. O ‘será’ ajuda em algumas ocasiões, como na hora de me vestir de manhã. Será que vai sair sol? Será que eu devo levar o guarda-chuva? Será que vai fazer tanto frio assim a ponto de eu ter que levar um casaco? A moça do tempo disse que vai esfriar, mas ela erra tanto que… será que eu devo levar em conta a previsão dela?

De todas as formas de pensar, a mais inútil e muito frequente é a condicional pretérita. Explico. É aquela coisa idiota que todos nós fazemos, quando tentamos reconstruir uma cena que já acabou. A cena já foi. Você não fez, não disse, não respondeu. Mas aí você começa a pensar: ‘e se eu tivesse dito isso em vez daquilo’? E se eu tivesse ficado em casa vem vez de ter ido lá? Nâo teria sido melhor? Por mais que a gente possa ‘aprender’ com essas experiências teóricas, em geral elas são feitas por nossas mentes para nos auto-torturarmos. A gente fica remoendo as coisas sem aceitá-las e, numa tentativa tosca de consertar o que já deu errado, montamos essa cena na cabeça. Tem gente que fica horas ali, em cima do palco mental, re-representando os papéis. Uma perda de tempo sem tamanho.

Hoje quase não perdi tempo pensando bobagens. Usei a cabeça para coisas mais práticas. Respondi emails, criei algumas coisas, fiz textos, discuti ideias. Até na hora do almoço olhei para o buffet e escolhi com parcimônia o que eu deveria comer. Não o que o desejo queria (porque se eu fosse atrás do desejo em vez de um leão marinho gordo eu já estaria na fase cachalote), mas o que seria bom pra mim. Nem repeti a berinjela que tanto amo. Na saída, só dei um último olhar de paixão pra ela e nada mais. Somos apenas boas amigas.

E assim, pensando com cuidado, sem me perder no labirinto da minha mente, estou vivendo o dia.

Espero que você também esteja vivendo um bom dia.
A boa notícia é que amanhã tem mais.

Prometo.

Inocência e oportunismo

Tem dias que a gente acorda elétrica, agitada. Hoje não é esse dia pra mim. Hoje estou calma, amorosa e chorona. Não estou com vontade de brigar, nem discutir, nem nada. Deve ter sido resultado da minha terapia logo cedo, que me colocou num outro patamar de reflexão. Aliás, eu já entrei lá com vontade de refletir sobre a ingenuidade e a ética.

As pessoas são muito ingênuas. Muitas porque acreditam em qualquer coisa, muitas porque não têm as informações. Só pra citar um exemplo bem prático, entrando no âmbito da televisão. A maioria dos apresentadores, como âncoras de telejornais, não fala o texto de cor, mas lê todo o texto no Teleprompter.

O Teleprompter é muito bom, é essencial para muitos trabalhos. Não é um demérito, porque jornalista não é ator, não tem que decorar o texto pra falar no teatro. (O TP da foto é antigo)

Só que pouca gente na população que vê TV sabe que o teleprompter existe. Então, por não vê-lo e não saber que o apresentador está lendo, muita gente acha que todos os apresentadores falam tudo sem errar e que sabem de tudo.

Trabalhando há tantos anos em TV, aprendi o quanto as pessoas não sabem como funciona a ‘mágica’ da televisão. Já recebi carta de telespectadora que acha que quando um programa sai do ar, a apresentadora encontra a outra na ‘porta’ na hora de entrar. A pessoa não consegue compreender que um programa é gravado em um estúdio, outro está em outro estúdio e um nem vê o outro. A TV está mentindo? Está enganando? Não. Não está. Está fazendo seu trabalho. E as pessoas é que estão acreditando em algo que não é real.Elas acreditam no que elas SUPÕEM que seja verdadeiro. E quer acreditar que está certa.

Por que estou dizendo tudo isso? Porque as pessoas preferem a ilusão à realidade. A realidade pode ser dura, triste. Como o fato de que somos mortais. As pessoas não querem falar nisso. Não querem pensar que a vida vem e passa, a gente morre e acabou. É muito mais reconfortante pensar que a gente vai para um lugar maravilhoso.

Por que alguém acreditaria em algo ruim sobre um ídolo? Ela gosta do ídolo, ela não quer acreditar que ele faça nada de errado. Mesmo que você mostre, prove, ela não vai acreditar e ainda vai ficar com ódio de você.

A massa é muito ingênua e crédula. As pessoas são muito inocentes em sua maioria.

Mas … e aí? O que você faz DEPOIS que descobre isso?

Bem, você só tem dois caminhos. Você tenta ajudar as pessoas a serem menos ingênuas ou você se aproveita da ingenuidade delas.

Tem gente que tenta ajudar, que se dedica a ensinar, a fazer com que essas pessoas cresçam e tenham discernimento.

Tem gente que se aproveita dessa ingenuidade, seja vendendo um produto ruim, seja enganando com uma ideia, seja mentindo para ter lucro.Vai da consciência de cada um.

Vai ver a ingênua sou eu.

Bom dia, cabeça

É muita informação. E a cabeça, o que faz? Inventa opinião. Sobre toooooodas as coisas. Opinião, palpite, pitaco, sem parar.

A moça de 18 anos enforcou o namorado de 33 com um cinto? Ela participa de uma comunidade numa rede social chamada “Desista você perdeu ele para mim” (sic)? E pronto, foi dada a largada pra corrida da cabeça. “Ei, e se a gente procurasse essa comunidade? Só pode ser o Orkut, vai lá!?”, diz minha mente para mim. Ah, vou não. Já li, já sei, tenho coisas pra fazer.

E a Carla Bruni, hein? Está mesmo grávida do Sarkozy? Ah, eu sabia. Sabia. Pra que negar gravidez? Bom, pelo menos eles estão juntos e felizes, o que não é o caso do Arnold Schwarzenegger que se separou da mulher depois que veio à tona um caso que ele teve com uma funcionária, com quem ele tem um filho de 10 anos.Ah, mas isso é muito comum. Pensa que acontece só com os famosos? Eu mesma conheço casos assim. Mas deixa pra lá. Eu tenho coisas pra fazer.

E assim vamos. Tomo café, leio o jornal impresso e vejo a manchete “Dilma blinda Palocci”. Minha cabeça repete uma piadinha de ontem, mandada pra um amigo.Qual é a credibilidade do pal… ( )haço ..  ( )occi.

Do jornal impresso passo pras notícias na web, pras notícias do rádio na minha mesa, depois as notícias do rádio nos ouvidos enquanto caminho para o trabalho. E, claro, ao chegar no trabalho, notícias e opiniões sem parar.

Por isso foi tão bom fazer um trabalho diferente ontem. Quebrei essa rotina ou, ao menos, tentei. Acordei cedo, trabalhei em casa, fui para as gravações da Ford na produtora Big Bonsai. Fiz maquiagem e saímos para as externas. Tomei chá de hortelã no Mestiço, conversei com o Sérgio (frentista) no posto de gasolina. Depois fui pro Bourbon Street, ouvi jazz, bati papo, ganhei um CD do Miro. Foi tudo diferente. Fiquei muito cansada, mas minha cabeça teve novos inputs.

Acho isso essencial para manter a saúde mental. Essa coisa de ficar sempre repetindo as mesmas coisas, opinando sobre tudo, brigando, discutindo, maldizendo, vai gerando uma espiral de intensidade muito doentia. A cabeça paga.

Mesmo fisicamente cansada estou bem calma. Faltei no Pilates por conta do sono e do cansaço, mas vou caminhar para o trabalho pra fazer exercício. Vou trocar as notícias por música, muito melhor. E só vou pensar em trabalho quando chegar lá. Porque, sabe, tenho coisas pra fazer.

Bom dia.