Florença, linda, culta e charmosa – 1o dia

Florença é tudo o que imaginei e um pouco mais. Que linda. A cidade, as ruas, as pontes, as lojas, os monumentos, as praças.  A arte está em todo lugar. Nunca vi tanta beleza e cultura, em todos o sentidos.

 

Chegamos a Florença no final da tarde. O Google Maps nos ajudou a encontrar o endereço, apesar da complicação das mãos das ruas estreitas. Chegamos ao hotel e… bad news. O hotel era, por assim dizer, bizarro. As pessoas eram gentis, mas não era um hotel convencional. Já fiquei em hotéis de grandes redes, hotéis tipo boutique, hotéis descolados, simples e luxuosos. Em Roma fiquei num hotel sensacional que parecia um nada e era tudo. Esse parecia nada e era, bem, weird. O hotel é um ex-palazzo, com portão imenso que dá na rua, sem portaria, sem serviço nenhum. Inclusive sem café da manhã. O quarto era grande, mas parecia uma loja de antiguidades, misturando afresco no teto, puffs de plástico, abajures rococós. Dentro do quarto tinha ESCADAS pra acessar as janelas. Tinha um armário que era uma cozinha dobrável. Enfim, detestamos. Não conseguimos dormir, aliás. Eu me sentia dormindo numa loja fechada ao público. E, no meio do quarto gigante, uma cama com dossel.  O café da manhã, que era uma permuta com um hotel num quarteirão ali perto, era absolutamente horroroso. De dar raiva mesmo. Odiei. Pra mim o café da manhã é a refeição mais importante. Aqui uma foto do quarto. Parece legal, mas não era. E o chuveiro não funcionava. Eles consertaram. Felizmente o atendimento foi muito carinhoso pra compensar. Valeu pelas pessoas.

Deixamos as coisas no quarto e fomos para a atividade mais importante de Florença: caminhar. Andamos muito, muito mesmo. O primeiro passeio foi de reconhecimento. Isaac e eu passamos pela Basilica de Santa Maria Novel logo no começo do passeio.

Mas queríamos mesmo era chegar na  Basilica di Santa Maria del Fiore, ou Il Duomo de Firenze. Chegamos lá.

Não tirei a foto abaixo, mas achei importante para dar uma dimensão da cidade e da Basílica. Porque do chão não tem ângulo que mostre o TAMANHO.

Juro que eu tentei enquadrar Il Duomo com lente Fish Eye,  sem lente, mas nem assim.

As ruas ficam lotadas no verão, com turistas de todo lugar tirando foto de tudo, sem parar. Nós, inclusive. Isaac gravou um vídeo curtinho de uns músicos muito bons fazendo a trilha sonora do cair da tarde.

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De volta ao hotel, novidade: choveu. Aproveitamos para descansar. Saímos para jantar e fomos dormir. Porque no dia seguinte, amanheceríamos em Firenze.

 

O chão e os sapatos

Eu trouxe sapatos demais. E sapatos inúteis. Usei todos, mas só de teimosia, pra justificar o peso dos pares na mala. Idiotice. Eu teria feito toda a viagem com um par de chinelos, um par de tênis e um sapatinho baixo. Mais nada.

As ruas de Roma, no centro velho, se alternam entre pedras grandes e calcadões. As ruínas visitadas exigem um calçado firme e de sola de borracha, como tênis.

O calor inviabiliza o tênis e, por isso mesmo, você tem que estar sempre com as havaianas na bolsa. Ou qualquer outro chinelo. Mas ninguém sobe o Vesúvio de pé de fora, tem que ser tênis mesmo.

Positano na Costa Amalfitana é de ladeira. Praia de pedras que realmente machucam e exigem chinelos e um esquema de arremesso do seu parceiro de time.

E teve o passeio de barco. No barco você tem que ficar descalço, mas leva as sandálias o tempo todo.

Atenas é toda calçada, mas tem o Parthenon. E lá vamos nós pro chão específico. As pedras antigas cobertas por tantos pés, de mármore polido, escorregam. Tênis é o melhor. E muito cuidado.

Santorini é só chinelinho baixo, sandalia aberta e roupinha leve. Pra passar 4 dias em Santorini você precisa de um chinelo, dois biquinis, uns vestidinhos, chapéu, protetor solar e muita água. E uns euros, evidentemente.

Aqui, um adendo: o dinheiro em papel acabou e eu tirei com o cartão de crédito num terminal de banco na praia mesmo. Facinho, embora não seja recomendável fazer isso o tempo todo.

Quer dizer, o sapato fechado que trouxe eu usei uma vez pra jantar num restaurante bacana em Roma. A sandália de salto usei uma vez só pra constar. E um sapatinho de sola de borracha baixinha, mas fechado, usei uma vez só.

Planejar uma viagem é uma arte e tem que ser feita de cabo a rabo, da cabeça aos pés.

O problema do raio-X e detalhes de viagem

Sim, você já sabe. Não se pode levar pasta de dentes, desodorate e outros frascos acima do limite permitido na bagagem de mão. Medidas de segurança em todos os aeroportos do mundo. Estou acostumada com isso e faço minha necessaire com coisas minúsculas. Pois mesmo assim, a segurança da Aegean aqui em Atenas implicou com minha bolsa. Abriram minha necessaire, vasculharam tudo e pegaram minha mini-escova de dentes, meu mini desodorante, meu mini-creme e puseram num saquinho separado. Isso na primeira inspeção.

Depois fomos para o raio X propriamente dito. Implicaram com o Isaac. Ele teve que despachar a bagagem de mão. Implicaram com a Anita. Abriram tudo. Mochila, bolsa, presentinho embrulhado pra não quebrar. Cismaram que ela tinha algum creme. Não tinha. Até o laptop ela teve que abrir. Eu tive que abrir a capa do iPad. só faltou lerem meus emails e minha timeline do twitter. Vou até olhar pra ver se ninguém da segurança deixou um comentário no meu blog.

Agora estamos na sala de embarque pra Santorini. Só tem brasileiro. Ouço portugues em todo lugar. Eu nunca vi como tem brasileiro no mundo!

Conselhos, erros e serendipity em Sorrento e Capri


(Positano, vista do terraço)

Há muitos e muitos anos o Ricardo Freire é meu guru de viagem. Sempre segui os conselhos dele e de todos os viajantes que frequentam seu blog, o Viaje na Viagem.

Não foi diferente desta vez. Além das dicas da Lelê e da Marcie, também vi coisas no VnV, como a Gruta Azul em Capri. Não tínhamos programado o passeio originalmente, mas acordamos e decidimos ir. Tentamos sair de Positano de barco, mas não tinha reserva e era muito, muito caro. Decidimos pegar o carro que alugamos, ir até Sorrento e lá alugar um barco com marinheiro. Meu marido pegou um endereço na Internet e fomos.

A viagem é maravilhosa, a estrada apertadinha é um espetáculo.

Chegamos a Sorrento e não achávamos o endereço. Fomos a um escritoriozinho por engano, mas era outro número. O lugar certo parecia muito errado. Uma porta de um prédio sem nada, só 4 nomes e as campainhas. Tocamos a primeira, nada. A segunda, nada. Desistimos. Fomos para o escritório errado e… deu tudo certo lá! Eles alugaram um barco numa marina linda, com uma van que veio nos buscar. Fomos pra marina e, de lá, pegamos o Agostino como piloto do barco. EM alto mar, outra lancha veio com o piloto de verdade que fez todo o passeio pela ilha de Capri. Um sonho. Sonho.

Visitamos a gruta branca, nadamos na gruta verde e, finalmente, fomos ver a Gruta Azul. Que coisa inesquecível!

É tudo o que dizem e muito mais. O buraco pra entrar é mínimo, a gente senta no fundo do barquinho minúsculo e ainda abaixa a cabeça. Custa 12.50 Euros por cabeça (abaixada) . Mas o azul lá dentro é irreal. Escuridão e um azul translúcido e etéreo. Qualquer ateu sai de dentro como fiel a D’us.


Gruta azul


No barco


Marina

Enfim, foi tudo absolutamente lindo.

Bom, teve UMA parte aterrorizante. Para irmos ao escritório alugar o barco, deixamos Gabriel e Anita no carro estacionado numa avenida. Quando voltamos… cadê carro e filhos? Sumiram. Um guarda obrigou meu filho a dirigir o carro para outro lugar, porque era proibido parar ali, foi seguindo o carro de moto até ele estacionar super longe. Imagine o susto até a gente descobrir o que tinha acontecido. Bom, serviu pra eu saber que meus filhos são ADULTOS e eu sou uma mãe tonta .

Depois almoçamos numa cantina napolitana e voltamos. Lindo dia!

#140conf, conferência sobre Twitter em Nova York

De 14 a 18 de junho estarei em Nova York. Vou participar de um evento sobre Twitter, organizado por @jeffpulver. No dia 14 tem o coquetel de abertura, nos dias 15 e 16 acontecem as conferências durante todo o dia. Na manhã do dia 16, 9:00 horas local, vou apresentar um capítulo do meu livro “Um passarinho me contou, relatos de uma viciada em Twitter”. Vou falar sobre o dia em que minha conta foi sequestrada/hackeada.

Será uma oportunidade muito interessante, pessoal e profissionalmente. Ouvir, aprender, compartilhar, descobrir e sentir o ‘momento’ (The state of now) da Twittosferamundial e, claro, viver a experiência de fazer uma apresentação em inglês em Nova York. Tive uma experiência recente em Berlim, também apresentando um painel sobre mídias sociais no Brasil na conferência Re:publica. Faz parte do meu ‘state of now’, a maturidade profissional, esse sentimento de expansão internacional na carreira e de colher frutos plantados ao longo dos anos.

As palestras devem ser transmitidas em live streaming pelo Ustream, neste link aqui. Ou seja, no dia 16, às 8 da manhã no horário de Brasília.

A conferência pagou o hotel e eu estou viajando com o programa de milhagem. Coisas que a vida e o Twitter proporcionam. Só agradecendo mesmo. Muito obrigada. Vou postar muitas fotos de lá. Talvez eu faça aquele mesmo esquema, durante o deslocamento de viagem deixo um post fixo só com o código embed da última foto do instagram. Vou ver. Sugestões?

Ah, e a melhor parte: vou tentar encontrar leitores em Nova York! Marcie já está na lista. E a minha amiga de rede @baunilha. Oba.

PS – Ah, claro, vou tentar fazer aquela coisa tonta, ficar na frente da EarthCam ao vivo em TimesSquare no dia 17 pra dar tchau ao vivo e levantar plaquinhas (sulfite com pilot, vou comprar) com arrobas de seguidores do Twitter pegarem screenshot. http://www.earthcam.com/usa/newyork/timessquare/

Páscoa, daqui a 40 dias

O R7 traz uma matéria de capa sobre viagem durante a Páscoa, com dicas de viagem e tudo mais. E já avisa que “a maior parte dos brasileiros terá, pelo menos, quatro dias de folga, já que há dois feriados nacionais seguidos – o recesso de Tiradentes, que cai numa quinta-feira (21 de abril) e Paixão de Cristo, na sexta-feira (22 de abril)”.

Viajar é uma das melhores coisas do mundo e com boas dicas é possível conhecer lugares lindos por pouco dinheiro. Fernanda, que trabalha comigo, tem uma irmã “especializada” em ofertas. Em fevereiro deste ano ela encontrou passagem pros USA por 583 reais, ida E volta. . Vale a pena ir até qualquer cidade (no caso, Filadélfia) e partir de lá para outros pontos.

Portanto, em vez de ficar só sonhando, planeje-se, mobilize-se e viaje no próximo feriado.

Ai que calor!

Estou muito feliz por poder dizer isso. Ai que calor. Se bem que, está um pouco….calor demais? Ok, não vou reclamar. Estou feliz por deixar a neve. Ah, a neve. E o gelo. Por causa do tempo frio o avião que peguei demorou quase uma hora para decolar. Uma operação de ‘descongelamento’ foi instaurada, um spray químico para não congelar as asas e tudo mais. Melhor assim.

Vamos falar de algumas facilidades tecnológicas e afins.

Acabei de colar um’ cable drop` na minha mesa, um pequeno dispositivo plástico para organizar fios. O que não falta em nossa vida é isso, fio. Têm os fios dos carregadores de celular, os fios que conectam os dispositivos em USB no desktop, os fios que transferem arquivos da câmera digital, you name it. É muito fio. Na B&H, por 7 dólares, você compra uma cartelinha e organiza seus fios. Muito prático.

Também comprei na B&H um pequeno adaptador plástico que sempre quis ter. É um clipe plástico que segura o iPhone4 e acopla-se a qualquer tipo de tripé. Coloquei o iPhone4 no suporte e o suporte no tripé da câmera Flip. Agora, com o app iWebCamera posso usar o celular como webcam sem fio, paradinho e bonitinho.

Veja como ficou:

O som que comprei para meu marido deu certinho com as caixas de som, suporte para iPhone, iPod e tudo mais. Perfeito. O case para iPad também. Ele adorou. E o mais útil de todos, o Mophie Juice pack para o iPhone4, aquela capa recarregável com bateria extra:

Pronto. Agora está tudo no lugar e funcionando. Só eu que ainda não estou funcionando direito, mas com uma boa noite de sono, voltarei ao normal. Eu sei que acontece e tudo mais, mas só pra constar, uma menininha linda de menos de um ano de idade chorou durante 9 horas de voo. O pai, coitado, não sabia mais o que fazer. O voo estava lotado, sem UM único lugar vago. Havia alguns bebês a bordo. Uma chorou a viagem inteirinha, outros alternavam entre si. Nem com plug de ouvido consegui dormir. Foi complicado. Depois, uma hora e meia para esperar as malas. Enfim, viajar é bom, mas tem esse outro aspecto que é sempr #tenso.

PS – Eu pago o Boingo o ano inteiro pra poder usar Wi-fi em qualquer lugar do mundo quando viajo. E eis que, quando precisei, no aeroporto, não consegui conectar. Tive que baixar outro app da Boingo na App Store, pagar com créditos e usar. Foi fantástico. Falei com meu marido em vídeo, usando o Skype. Uma beleza. Só que, né, pagar WI-FI  duas vezes, não rola.