Quando uma coisa muda tudo

De vez em quando, mas com mais frequencia do que eu gostaria, minha cabeça dá umas viajadas por uma vibe ruim, umas  ‘bad trips’ onde a droga é minha própria paranoia.

Eu estava tentando me distrair, pra ver se os pensamentos ruins, vis, mesquinhos, invejosos e críticos voltavam para o mundo das trevas de onde vieram. No meu passeio etimológico em busca da origem da palavra ‘tosco’, fui parar na Toscana. Sim, a Toscana tem esse nome por causa do povo etrusco. Tosco vem de etrusco, mas eu não acho os etruscos nada toscos, já que nessa civilização as mulheres tinham mais espaço na sociedade do que na própria Grécia antiga. Mas isso fica pra outra ocasião. Eu falava da minha bad trip.

Lá estava eu, trabalhando, mas com sentimentos misturados, questionamentos e implicâncias com a vida alheia. A coisa estava piorando e eu já estava mergulhando numa coisa bem incômoda quando vi um post do @maestrobilly, meu amigo, marido da querida @mellancia.

Maestro Billy mostrava para Cris Dias o trabalho da artista inglesa, cantora e compositora Imogen Heap, num post muito interessante, que abre com a incrível ‘Just for Now’, que ela criou com uma frase sampleada. É impressionante. Dá vontade de aplaudir o talento. (Aliás eu vi isso outro dia num filme chinês sobre Confúcio. O talento era algo a ser preservado e cuidado por todos). Imogen Heap está fazendo um projeto colaborativo que vai levar 3 anos, com a participação de pessoas em suas canções, o ‘crowdsource music’.

Comecei a ouvir, a ler recomendações de pessoas no Twitter (obrigada @CharllesFormiga, @julianakarla, @vanrez ). Fui parar em outro lugar. Os pensamentos ruins se desmancharam, minha cabeça ficou cheia de sons flutuantes, de vozes humanas, de beleza. Um vento interno levou o tempo ruim de dentro de mim e, novamente, eu estava leve e feliz, cheia de vida e luz.

Quis compartilhar tudo isso com você.
Fone no ouvido, som na caixa e aproveite pra voar um pouco com a minha favorita: Hide and Seek.

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A gente se acostuma

Pessoas de idade não gostam de mudanças. Gostam de ficar morar no mesmo lugar, deixar tudo igual, sempre no mesmo lugar. Faz sentido. Quando a gente fica mais velhinho e com medo da vida acabar, dominar o espaço através da não-mudança gera uma sensação confortável de que o tempo não vai passar mais e tudo vai ficar igual. O cenário sempre igual faz parecer que o tempo parou.

Esse desejo de permanência instável e atemporal, sem mudanças, também explica o apego ao passado. O passado não pode ser mudado, é sempre igual. Duro é o futuro, com todo seu mistério, com todas as suas incontroláveis possibilidade.

Estou ficando mais madura e mesmo não tendo jamais vivido esse apego, começo a sentir seus efeitos. Ouço a rádio CBN há mais de dez anos. Agora que o Heródoto saiu não consigo mas gostar e implico com tudo. Até com a vinheta de fundo das notícias. A gente se acostuma e quer que tudo fique igual. Parece coisa do filme “Melhor Impossível”, sem a parte grave do TOC.

Rádio e jornal impresso, aliás, são construídos pelo hábito. TV é diferente. E Internet é de tudo um pouco o tempo todo.

Vou discutir isso com meus alunos hoje.
Desejo um bom dia pra você.
Agora vou sair pra aula.
E só pra contrariar vou fazer um caminho diferente.

Bom dia!

A era da ansiedade

A ansiedade é o mal do século. A bipolaridade é a doença da década. O DDA, o diagnóstico do momento. Sempre fico me perguntando se as pessoas estão mais doentes ou se apenas estamos dando mais nomes a problemas que sempre existiram. Tanto faz. Agora tem nome, sobrenome, tratamento e controle. E, em alguns casos, a cura.

Meu marido, Isaac Efraim, é psiquiatra e psicoterapeuta há muitos anos, quase três décadas. E trata há anos de casos de depressão e ansiedade. Esse, aliás, é o domínio que hospeda o site dele, ansiedade.com.br. Você busca por ansiedade no Google Brasil e o segundo resultado é o dele.

Nas matérias generalistas da mídia, ansiedade é quase sempre associada ao estresse. Esse termo foi mais ou menos emprestado da engenharia, da disciplina “Resistência dos materiais”. Quando você submete um material a uma grande pressão ele sofre um estresse. Pegue uma mola por exemplo. Ela tem um coeficiente de elasticidade. Se você esticar a mola demais, ela se deforma, não volta mais ao “normal”. A psicologia também emprestou o termo “resiliência” daí. Resiliência é a capacidade de resposta para voltar a normalidade. A gente sofre uma pressão, sente um “estresse”, usa a resiliência e volta ao normal. Acontece que, como no caso da mola, tem gente que se deforma, não volta ao normal. A pessoa tem um dia duro no trabalho, no trânsito e perde a cabeça. Chega em casa e, em vez de voltar ao seu “normal”, já que os estímulos externos cessaram, continua nervosa e estressada. Algumas não conseguem comer ou dormir.

Tem gente que vai acumulando isso até entrar num quadro de ansiedade permanente.

Devo ter explicado tudo errado, mas é algo mais ou menos assim.

Agora, se você quiser mesmo saber, entender ou se tratar, vá lá no ansiedade. Você vai encontrar respostas pra muitos dos seus problemas.

Ultimamente, tenho achado as pessoas tão necessitadas de ajuda que resolvi divulgar o trabalho da psiquiatria, da psicoterapia. Eu mesma estou fazendo terapia e estou muito, muito feliz. Tenho melhorado muito. Não vou mudar o mundo, mas estou aprendendo a me adaptar a ele e a responder a pergunta que mais interessa: o que eu quero da minha vida? Se você souber o que você realmente quer, fica fácil verificar se o que a gente está fazendo está nos levando ao nos desviando do nosso caminho.

Tem dias que é preciso voltar atrás e retomar a estrada certa, aquela que a gente perdeu na bifurcação da ansiedade.

Beijo, Evandro!

Ontem eu fiquei até tarde revisando o livro que vou lançar em maio pela Editora Panda, do Marcelo Duarte. Exatamente, a mesma editora que lançou o livro da Bruna Surfistinha. Digamos que é uma espécie de “O Doce Veneno do Escorpião” versão Twitter. O título é “Um passarinho me contou – relatos de uma viciada em Twitter”. O Isaac não estava muito bem, por isso não fomos ao Zena, a convite da Lelê e da Clara. Ele foi descansar e eu fiquei fazendo a revisão do livro. Falo de muita coisa, muita gente, inclusive do Evandro Santo, o @santoevandro do Pânico.

Gosto muito dele, de coração. E acho que ele também gosta de mim.

Tanto é que estou aqui, morrendo de rir com ele imitando minha voz rouca na Rádio Jovem Pan FM. Emílio e companhia estão me zoando, enchendo o saco e @santoevandro incorporou minha personalidade durante a entrevista com Tammy Gretchen. Juro, estou me acabando de gargalhar aqui em casa.

Tive uma noite tensa, uma manhã complicada e agora, estou aqui, mais soltinha que arroz de mãe.

Tão bom melhorar de humor!

E seu humor, como vai? Tá bom, tá ruim ou tá como eu li no Twitter outro dia:

“Detesto ser bipolar. É tão bom!”

ahahah

Beijo, Evandro, obrigada pela imitação.