A Velha

Eduardo Sterblitch é uma pessoa incomum. Um criador absoluto. Ator completo. A primeira coisa que você pensa quando vê o trabalho dele é: como-cabem-tantas-referências-e-informação-num-ator-tão-jovem? Sim, porque, a impressão que dá é que ele sempre existiu, sempre soube de tudo, viu tudo, sabe tudo. Impressionante.

Eu vi os dois espetáculos do Edu, o “Minhas Sinceras Desculpas” e hoje vi “A Velha”. O “Minhas Sinceras Desculpas” era muito elaborado, com música ao vivo, projeções e as provocações de sempre, gerando um canavial de paixões. , um carrossel de sensações, uma montanha russa de emoções. E, claro, tinha sempre o tapa-na-cara-da-sociedade que vai ao teatro achando que é televisão ao vivo. Teatro não é auditório de TV, não é o personagem do Pânico que está lá, é o Eduardo Sterblitch dizendo ao que veio.

“A Velha” é muito louca. O teatro GEO, no Centro Cultural Tomie Ohtake, é belíssimo. Estava lotado. Você senta e já sente no ar um mistério. Aquele cenário de velha louca colecionadora de cacarecos. E já sabe que vai ter uma porca. E fica tenso.

Aí começa a música. A fumaça. E você sente medo. A velha entra. Grande entrada. De costas. E vira de frente pra você. E a coisa começa. Edu tem um domínio corporal assustador. E um domínio vocal ainda mais surpreendente. Ele fala com uma vez de velha que faz você saber e, ao mesmo tempo, esquecer que o Edu está ali. E ele CANTA com a voz de velha. E de repente, assusta a plateia (que cai na gargalhada) quando outra voz toma conta do personagem.

O monólogo vira storytelling, vira stand-up sitting down (na bike ergométrica), vira circo acrobático (na deliciosa sequência da narcolepsia), vira drama, noticiário policial, palhaçada e pastelão. Além do texto e das marcações planejadas, tem os cacos factuais que vão desde o esquartejamento do empresário de origem nipônica até sacanagens sexuais com atores, políticos e outras celebridades contemporâneas. E tem também a mistura da linha do tempo,com bolcheviques que roubam iPad3. É muito divertido.

E tem a porca adestrada. Fofa, querida, não causa nojo, mas carinho. Ela entra, come, come mais um pouco, dá voltas e depois, deita e dorme. No final do espetáculo muita gente tira foto da e com a porca.

Não vou produzir spoiler, mas tem uma cena em que a velha argentina que não morre nunca dança que é de morrer de rir.

Outro recurso que funciona muito bem é a repetição de histórias. Não é bordão, é técnica de looping de ideias. A plateia logo absorve e começa  a rir e a antecipar o texto.

O final deixa um vazio no ar. A luz, a locução alta de Bola e Emilio e a velha que sai de cena, não permite que a plateia expresse para Edu tudo o que sente. A Velha vai embora e larga a gente ali com a porca.

Mas, né, fazer o quê? É uma velha argentina de origem russa que não morre nunca e está ali, sem colheres, presa em casa. Por causa do, bem, do ônibus e da cozinha e do banheiro e da janela alta que eu não vou contar porque você vai ter que ir ao teatro pra ver.

A velha. Ela não é ninguém, mas é todo mundo.

 

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O FUTURO CHEGOU NO YOUPIX FESTIVAL: EXPERIMENTE A TV SEM USAR O CONTROLE REMOTO!

Se você achava que a tecnologia ultramegahighOMGtechie dos Jetsons ou do filme “De Volta para o Futuro” nunca se tornaria realidade… ALEGRE-SE! Ela acaba de chegar. Eu testei durante alguns dias em casa e, sério, fiquei de cara. Bege. Besta. A Samsung  lançou a primeira TV que é controlada por comandos de voz e movimentos. Pra mim, que sempre fui relegada a segundo plano no quesito controle remoto (meu marido fica com todos e não deixa eu mexer em nenhum) é um milagre.

Mesmo porque a TV me obedece sem usar controle remoto!  Quer ligar a TV? É só falar “Smart TV, ligar”. Mudar de canal? Faça um movimento maroto com a mão e pronto! Quer clicar em algum aplicativo? É só abrir e fechar a mão. Além disso, obviamente ela tem acesso a internet e vem com uma porção de aplicativos maneiros: Skype, joguinhos, Youtube, Facebook. Num mundo onde ninguém entende a gente ter uma televisão que entende e obedece é coisa linda.

Daí, imagina que por algum motivo (~não precisa entrar em detalhes~) você não quer que sua mãe tenha acesso aos seus conteúdos na TV! No problem, amigo! A biometria foi incorporada como ferramenta do aparelho, que vem com um sisteminha de reconhecimento facial que identifica o usuário e permite acesso direto às redes sociais da pessoa que estiver no comando da TV.

Véi, na boa, é melhor que Jetsons. o/ (e, com tanta modernidade, você não vai implicar com minha idade e o fato de eu dizer ‘véi, na boa’, vai?)

 

Tudo isso você vai encontrar na segunda geração da Samsung Smart TV e, com exclusividade, no youPIX Festival de 03 a 05 de julho no 2o andar da Bienal. Eu vou dar uma palestra, Smart Talk, amanhã, 7 da noite. Se vc quiser participar, será um prazer.

 

No evento, você vai encontrar cabines de experimentação da TV onde você vai poder testar todas essas coisas AO VIVO E A CORES. Não deixe de conferir as cabines e, claro, nos contar o que achou da #Samsungsmarttv.

 

Nos vemos lá! o/

 

Amanhã começa o YouPix e eu vou participar! o/

Amanhã começa o YouPix, o maior, o melhor, o mais sensacional Festival de cultura Web do Brasil!
E graças a quem?
Ao casal mais cool e querido, Bob Wollheim e Bia Granja.
Um orgulho: eles são meus amigos e eu participo do YouPix desde que ele era criancinha no Gafanhoto. 🙂
Agora vamos aos links:

. http://youpix.com.br/

. Uma turma do barulho que vai dar o que falar ! (Sessão da tarde forever)

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E a minha participação no evento:

Data:03/07
Hora:14h00 – 14h30

Tema:PORFOROFOBIA
Palco: Auditório Principal
Local: Parque do Ibirapuera – 2º Piso do Bienal

14h00 – 14h30 | PORFOROFOBIA

“Qual é a boa do dia? Que viral é esse? E essa #hashtag, alguém me explica? Gente, tô chegando agora, perdi alguma coisa?”. Cada vez mais estamos o tempo todo conectados. Estar atualizado e saber de TUDO o que acontece exige presença. Constante. Sair um dia, algumas horas das redes, pode significar perder TODA a festa, o assunto, perder não o bonde, mas o trem bala à velocidade da luz do momento histórico chamado AGORA, onde tudo acontece. O medo de perder qualquer coisa. De deixar de pertencer. De não fazer parte do grupo que viu, que brincou, que viu nascer. O pavor de desconectar-se e ficar por fora. Essa fobia tem nome: porforofobia. Palestra de Rosana Hermann, física, jornalista, escritora, Gerente de inovação no R7, professora na FAAP e blogueira no Querido Leitor.

 

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Data:03/07
Hora:15h00 – 16h00
Tema: NA HORA DA RISADA, VALE TUDO?
Palco: Auditório Principal
Local: Parque do Ibirapuera – 2º Piso do Bienal

15h00 – 16h00 | NA HORA DA RISADA, VALE TUDO?

O humor é uma plataforma gente finíssima pra absorção de conhecimento, de crítica e provocação e o Brasil é um dos países mais ~bem humorados~ de que se tem notícia. Como acontece a construção do nosso humor? Do que ri o brasileiro? Qual o papel da internet no humor e vice-versa? Estamos vivendo uma época de liberdade de expressão ou patrulhamento do politicamente correto?

Com Dani Calabresa (humorista e apresentadora do FURO e do COMÉDIA MTV), Léo Lins(comediante e integrante do Agora é Tarde, programa de Danilo Gentilli), Raphael Pavan(Roteirista na New Content), Fabio Rabin (ator, humorista e comediante), Rodrigo Fernandes(criador do Jacaré Banguela e diretor do Saturday Night Live) e mediação de Rosana Hermann(física, jornalista, escritora, Gerente de inovação no R7, professora na FAAP e blogueira no Querido Leitor)

 

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Data:03/07
Hora:19h00 – 19h45
Tema: SMART TALK COM ROSANA HERMANN
Palco: Auditório Principal
Local: Parque do Ibirapuera – 2º Piso do Bienal

19h00 – 19h45 | SMART TALK COM ROSANA HERMANN

Prepare-se pra assistir a palestra mais interativa que você já viu na vida. Usando 2 Samsung Smart TVs diferentes, Rosana Hermann vai te levar por uma viagem que vai fundir sua cabeça. Em sua palestra, ela vai usar todos os features interativos disponíveis na Samsung Smart TV para falar sobre o comportamento dos internautas brasileiros e como suas mentes funcionam. Sem nenhum aviso, cada aparelho vai trazer um input diferente e um novo elemento para a narrativa, transformando Rosana em uma verdadeira maestrina e mostrando em tempo real toda a experiência interativa que os televisores proporcionam. Será que você conseguirá acompanhar?
Com Rosana Hermann, física, jornalista, escritora, Gerente de inovação no R7, professora na FAAP e blogueira no Querido Leitor.

 

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Data:05/07  – quinta feiera


Hora:20h30 – 21h30
Tema: MEME, O NOVO ROCK N’ ROLL
Palco: Auditório Principal
Local: Parque do Ibirapuera – 2º Piso do Bienal

20h30 – 21h30 | MEME, O NOVO ROCK N’ ROLL

Sim, os memes fazem parte de uma subcultura que muitos julgam ser coisa de desocupados online. Mas, a cada dia que passa, eles ganham mais e mais relevância fora da rede, se misturam com a cultura popular e provam que são a materialização exata dos conceitos de colaboração e liberdade de expressão que só a internet conseguiu trazer em grande escala pro mundo. Como competir com esse cenário sexy em que o jovem é agente ativo na criação de uma nova cultura? O meme é o novo rock n’ roll? De onde eles vem? O que significam? Por que você deve começar a prestar atenção neles?

Com Fernando Fontanella (professor da UNICAP, doutorando pela UFPE e pesquisador de mídias sociais), Alessandra Laurenza (especialista em Sociologia e Cultura Digital na Universidade Federico Secondo di Napoli na Itália), Pedro Burgos (editor da F451 que publica o Gizmodo, Kotaku e outros), André Machado (ex-editor e criador do Pânico na TV, criador de memes, atualmente na equipe de criação do Caldeirão do Huck) e mediação de Rosana Hermann, física, jornalista, escritora, Gerente de inovação no R7, professora na FAAP e blogueira no Querido Leitor.