Invadiram o site da Microsoft Brasil

Tente entrar agora no http://microsoft.com.br/

você só vai ver essa mensagem: Ms Brazil 0wn3d by TG

.Leia no Meio Bit.
.Site da Microsoft “ownado”

Há mais de uma hora já havia tweets sobre isso.

O conteúdo foi preservado (redirecionado)

Anúncios

Me ajuda a entender?

Um painel do Curitiba Social Media me fez pensar muito sobre o Google, a Internet, o objetivo das pessoas, o dinheiro. Explico. Alguns dos participantes estavam contando histórias interessantes sobre SEO, Search Engine Optimization. Existem formas de fazer com que seu blog, seu site, fique bem posicionado nos resultados no Google, o que gera mais cliques e, com AdSense, mais dinheiro.

A ideia é simples. Quanto mais gente clicar no seu blog, mais dinheiro você ganha. Até aí, nada de novo.

Acontece que um desses truques é pegar o internauta perdido, o enganado, o que não sabe escrever, o ignorante, o que não sabe procurar direito no Google. Isso mesmo. Existem muitas pessoas que não sabem digitar o nome do ídolo, do jogador, do artista. Esse “perdido” é chamado de paraquedista.Há especialistas em converter a ignorância em dinheiro.

Digamos que em vez de fazer um post sobre algo que eu queira, um assunto que me interessa, eu parta do final pro começo. Primeiro eu penso: “como eu posso conseguir mais hits? com que assunto? o que o povo quer?” Justin Bieber? E aí eu começo a trucagem em busca de cliques.

Primeiro eu falo mal do Bieber pra atrair ódio das fãs, de propósito. Xingar gera mais movimentação do que elogiar.  Aí eu vou numa comunidade de fãs de Bieber do Orkut, finjo que sou outra pessoa e “denuncio” meu próprio blog, para atrir ainda mais gente. E, claro, discuto comigo mesma, sempre com a intenção de gerar cliques e dinheiro pra mim.E depois posso falar mal de Luan Santana, Lady Gaga, sempre com esse mesmo expediente, de enganar os “bobos”.

Da mesma forma, em função de ser o primeiro a publicar uma notícia, algumas pessoas acham que tanto faz publicar tudo errado, porque eles ganham cliques e dinheiro do mesmo jeito, estando certa ou errada a notícia. A informação não conta, conta o hit. Se estiver errada e depois você corrigir, você pode ter o dobro da audiência.

Por esse raciocício quanto mais ignorante for a massa, mais lucro terá a pessoa .
Ou seja, para aumentar o lucro, tem que aumentar a ignorância dos usuários.

Assim, se você espalhar sempre mais ignorância, mais erros, mais caos, mais ruído, mais confusão e souber capitalizar tudo para você no ranking do Google, você vai ganhar sempre mais dinheiro. E, pelo que eu soube, tem gente que ganha dezenas de milhares de reais por mês assim.

Cada um, claro, faz a opção que quiser nesse mundo, mas a ideia de lucrar com o aumento da ignorância é algo que me faz refletir. Até o ET Bilu gente, acha que devemos buscar o conhecimento, não a ignorância.

Esse modelo de exploração da ignorância, tão antigo, tão criticado, está se repetindo na Internet. A tecnologia avança, mas o ser humano é sempre o mesmo.

De qualquer forma, foi muito útil conhecer essas outras visões.

Marcha contra expressões velhas

Eu odeio expressões velhas. Odeio. Odeio com todas as minhas forças. Tenho vontade de abandonar tudo e lutar por esta causa. Organizar uma marcha. Acabar com isso de uma vez. Expressões velhas e ultrapassadas, até quando?

Sem querer ofender ninguém, mas parece que toda a população é chegada numa expressão antiga, como se 200 milhões de brasileiros tivessem sido criados por seus tataravós. Vou começar por uma das mais detestáveis: tirar o pai da forca.

Forca? Há quanto não tem não se usa mais forca no Brasil? Qual foi o último pai a ser 0ficialmente enforcado? É de que século a expressão? E por que tanta gente ainda usa ‘tirar o pai da forca’ pra falar de pressa? Com toda essa vida apressada ainda não acharam OUTRA analogia?

E sangraia desatada? Essa é lusitana. Não é possível que ainda digam ‘sangria desatada’.  Tem outra que é abominável, ‘caixa prego’. Nem tenho vontade de falar. Me dá náuseas.

Vire o disco é do tempo do vinil. Ninguém mais vira o disco. Ou ‘caiu a ficha‘. É do tempo o orelhão.A fica era de metal e emperrava na canaleta. Mas acabou. Vamos abolir a ficha, por favor. Bem, a ficha ainda é recente. Suportável.

Há pouco a Carol Snowhite mencionou no Twitter que o pai dela usou a comparação  ‘mais por fora que umbigo de vedete’. Gente, isso é podre., Horrível. Não tem mais vedete. Por que a expressão ficou todos esses anos? Por queeeeeeee? Não deu pra inventar nada pra substituir em todos esses anos?

É como se o brasileiro, tão criativo, não tivesse criado mais NADA há 70, 80, 100 anos. ‘Mais perdido que cachorro que caiu do caminhão de mudança’. ‘Mais confuso que cego em tiroteio’. Sempre as mesmas.

Felizmente a Internet trouxe algumas novidades. Como o ‘aham, senta lá Cláudia’, ‘a última bolacha do pacote’, um alento de novidade nesse oceano de velhices.

Na TV, parece que todo comentarista AMA expressões obsoletas, em todas as áreas. Na economia, só dá isso. Nos esportes, idem. Hoje ouvi um comentarista de tênis que não parava de dizer que o jogador ía ‘liquidar a fatura’. Sério, que pessoa MODERNA diz ‘ele vai liquidar a fatura’?

‘Onde Judas perdeu as botas’, ‘onde o vento faz a curava’, ele ‘dobrou o cabo da Boa Esperança’. Um saco tudo isso. Ou perguntar ‘quantas primaveras’ você está fazendo para falar quantos anos.

Aqui tem uma lista horrorosa que inclui ‘pode tirar seu cavalinho da chuva’, ‘matando cachorro a grito’.

Eu odeio, mas odeio essas expressões todas, esses clichês, esses chavões.
Se eu pudesse faria um movimento nacional pelo fim dessas velharias.
Porque, né, gente que fica usando essas coisas datadas, não rola. Só ‘dando com um gato morto na cabeça até miar’…

PS – Acabei de ouvir agora, na tv ‘eu não queria sair daqui com as mãos abanando’. Realmente, ‘é de matar o guarda’….

Mala pronta

Acabei de arrumar a mala, estou pronta pra voltar para casa.Mesmo com chuva, a estada em Curitiba foi ótima. Fiquei encantada com a estrutura do Centro Europeu, com a importância do evento, Curitiba Social Media, com a gentileza das pessoas, a beleza da cidade. E a hospitalidde com que pessoas como o Ost, o Sandro, a Silvia demonstraram.

Comi bem, dormi bem, me diverti,aprendi, conversei, encontrei amigos, uma delícia.

Fica também a reflexāo sobre o que estamos fazendo nessa rede e nesse mundo. Uns lutam por conhecimento, outros lucram com a ignorância. Uns querem um mundo mais justo, outros promovem a discórdia. Uns geram conteúdo, outros produzem ruído. Somos tudo isso. Somos a mistura de tudo. Cada um faz suas opções e, de verdade, ninguém tem as respostas.

Ontem à noite, depois de voltar da pizza, fiquei muito triste ao saber o que aconteceu com meu querido amigo Ben Ludmer.Gente cretina e agressiva é um horror.

Chove em Curitiba.Mas a visāo da janela é linda.

Vista do hotel, sem filtro