Briga no Twitter: Erlanger X AnaPatriciaS

Eu estava vendo minha timeline no Twitter quando me deparei com este post, originalmente em nome de @AnaPatriciaS (a conta não existe mais), agora renomeado para @braszil (também apagado):

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Fui ver o resto da história pra entender. Vi um tweet em  que Ana dizia ter tirado uma foto do humorista Rafael Cortez com a filha do diretor. Falou de poder, de eleições, da família, da empresa. A partir de então, o Diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger, entrou numa Flame War, uma briga com a  Ana Patrícia Sequeira. Ele conclamou Freud, ela exigiu liberdade e a coisa foi, até que ela renomeou a conta. Fechou o @anapatricias e trocou para @braszil (e apagou também, como disse em seu blog).

Acompanhei tudo, fiz  os screenshots. Num post aberto ele, Luis Erlanger, deixou claro que não ficaria mais no Twitter. E, de fato ele fechou sua conta no serviço.

Clique para ampliar e ler ou, veja tudo pelo search do Twitter. Por enquanto ainda está tudo na web. Muito provavelmente alguém deve estar falando com o Google, com o Twitter, para que tirem tudo do ar. Mas a Internet é diferente, a Internet não tem dono. Os donos da rede somos todos nós. Publicou, ficou. A velha mídia tem que entender essa nova mídia.Pensei muito nisso nesses dias, participando do Proxxima. Quem ficou para trás, ficou. Não vai acompanhar a exponencial de mudança. O futuro chegou atropelando. Poder agora não é mais retenção de informação, como na Idade Média. O poder é de quem tem mais criatividade, discernimento e velocidade, porque informação todo mundo tem. É o que você faz com ela. Não é apenas saber, mas saber lidar.

Você publica? Eu leio. Você apaga? Eu rastreio. Você tira do ar? Eu vejo no cache. Você manda remover? Eu pego o screenshot. É a nova ordem do que é público e da apreensão dos meios. Nós somos o meio E a mensagem. Nós somos a mídia.

Não quero me ater aqui a pessoas em específico, a detalhes. Não é uma discussão empresarial, política, amorosa, mas de comunicação. Há um fenômeno novo acontecendo diante de nossos olhos, repetindo-se. Você já viu isso acontecer antes. O poder inquestionável batendo em retirada das redes sociais. O artista inatingível decepcionado com o contato direto com os fãs. O Twitter é diferente. Ele é público. Todo mundo vê. Não é seu email, não é sua caixa, é a rua. Não há intermediários, não há ‘veludo entre cristais’. Se os cristais se chocam, quebram imediatamente.

Guimarães Rosa disse que viver é muito perigoso. Se fosse vivo, diria que twittar também é.

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Reeditei a ordem dos screenshots para organizar a leitura.

Você pode encontrar toda a conversa aqui, no original. Ou ver o perfil de @braszil .

Para pensar.

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Um processo curioso está acontecendo nesta ‘pororoca’ da comunicação, o encontro do poder com a massa, da fama com o anonimato, sem intermediações. Como se o tempo todo, cada um estivesse num planeta e agora a colisão acontece.

PS – Aguardo comentários, sim, mas aviso que não vou brigar com ninguém. Ha!

UPdate – @AliceErlanger também fechou seu perfil no Twitter, assim como @BrasZil . Ela tem um blog e falou do assunto lá. (info via @caradesanta)

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Estacionamento

Fui ao último dia do evento Proxxima. Não ganhei nenhum iPad nos sorteios. Aliás, eu perdi os sorteios todos.

Conheci e gostei muito do cientista Silvio Meira, do C.E.S.A.R., Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. ( Sim, C.E.S.A.R. parece C.H.E.F.E., dos gibis do Pato Donald, nas histórias dos escoteiros Huguinho, Zezinho e Luizinho, se é que alguém se lembra disso. )

Adorei quando Silvio disse que no Brasil todo mundo é muito ‘me too’ e que o mundo está em beta. Tem coisas muito legais no blog dele.

Saí da palestra, dei um rolê pelos stands. No stand da MTV não tinha nem wifi (culpa do prédio ) e nem 3G, que não pegava. Perfeito. Especialmente pra quem estava promovendo o app pra ver MTV (TV) pelo celular. Mas o minihamburguer era ótimo.

Fui para o IG e vi a foto que tirei ontem com os cachorrinhos, muito fofos.

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Na saída, fui para o estacionamento. Eu havia parado o carro no G2, setor L. Sem problemas. Ou, pelo menos, assim pensei. Encontrei uma fila gigantesca pra pagar. Esperei, esperei e esperei. Paguei e fui procurar o setor L. Antei pelo F, G, H, I, J e K. No K, 3 paredes e mais nada.  Onde estaria o L? Voltei, olhei e não vi o L. Ao lado do F, o E, D, C, B, A. E mais nada no alcance dos olhos.

Voltei tudo e fui perguntar para o atendente do caixa.

– Por favor, eu não consigo achar o setor L. Fui até o final e o K termina em 3 paredes.

– O ‘L’ fica pra lá.

– Mas ali vai do E até o A. Não tem L.

– Tem sim. O L fica depois do A.

Eu, indignada.

– Como? O L fica depois do.. A?!?!!?

– É, ao lado do D.

Achei melhor não comentar. Fui andando e, depois do A, vi o setor D, que fica ao lado do L.

Vai entender o mundo.
Evento web sem wifi e estacionamento que não obedece nem a ordem alfabética.

São Paulo, pertinho do Amazonas

Diego Mais viu e tuitou. E eu dei RT. O The Guardian inglês, publicou uma lista dos 50 melhores restaurantes do mundo. O D.O.M., de Alex Atala, aparece em décimo oitavo lugar. Até aí, ótimo. Mas o texto diz que São Paulo fica perto da região Amazônica:

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“The restauran’ts close proximito to the Amazonian region…”

Desculpe, The Guardian, mas o D.O.M. fica na cidade de São Paulo. Não tem nada de ‘close proximity’ com a região Amazônica. Só forçando muito a barra….

Dinheiro e cabelo

http://cnettv.cnet.com/av/video/cbsnews/atlantis2/player-dest.swf
Watch CBS News Videos Online

Biz Stone, um dos co-fundadores do Twitter, deu uma entrevista para um programa web da CBS e, pela milésima nona vez falou a mesma lenga-lenga sobre o Twitter ser ou não ser útil, comparando com sorvete que, em tese, também não é algo ‘necessário’.

Ele é muito repetitivo. Vi a palestra dele em setembro do ano passado, naquela Twitter conference na California e era EXATAMENTE a mesma que ele mostrou na TV1, aqui em São Paulo. E boa parte do que ele conta está neste e em muitos outros vídeos de entrevistas.

A parte boa é que ele, enfim, contou que a IDEIA do Twitter foi do Jack Dorsey. Eles (Evan e Biz) foram apenas os parceiros que viabilizaram, acreditaram. Mas @jack criou o Twitter. (É uma questão de princípios. Quem inventou o avião foi o Santos Dumont e não os irmãos Wright, right? OK, há controvérsias.)

A entrevista não tem nada de excepcional. A entrevistadora é meio dura. Sem contar que é tudo em inglês. Por que postei o vídeo? Porque achei um exemplo interessante de que dinheiro, sucesso, fama, fortuna, não tem necessariamente ligação com bom gosto porque… o que é esse topete do Biz Stone, Dio Mio?

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Proxxima

Passei o dia no evento Proxxima. Ou melhor, quase todo o dia. Cheguei as onze e tanto e fiquei até oito da noite. Confesso que estou cansada. Mas tive momentos bem proveitosos. E boas conversas, encontros, com direito a brindes e tudo mais. Amanhã é o segundo e último dia. Acho que vai ser ainda melhor que hoje.

Coisas de banho

coisasdebanho

Adoro coisas bacanas de banho. Tirei uma foto com algumas coisas que acabei de usar e que estão sempre no meu chuveiro. Gel de banho para o corpo (Nivea), pra começar uma boa limpeza, bucha natural plantada e colhida na minha chacrinha, um outro gel de banho chamado Divina Calma (adoro o nome) (The Body Shop), toalha que minha mãe mandou bordar com meu nome. Depois um creme anti-celulite com um aplicador ótimo, que realmente estimula a circulação (L’oreal).

Não é jabá. É que o mundo é feito de marcas mesmo. A menos que sua mãe ainda faça sabão em casa com gordura e cinzas.

PS – Estou na fase “inventários”. Mais tarde vou mostrar o levantamento de todos os meus batons.