8 de março

Já que hoje é o Dia Int. da Mulher e tal e coisa, republico um texto antigo, um dos primeiros que escrevi para o finado O Site, quando eu era editora chefe de redação, com o meu amigo Marcos Aranha. Mas isso faz muito tempo! Aqui vai o texto:

 

A inveja do pênis ou… vive la différence!

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou mulher e até agora não fiz nenhuma cirurgia pra pôr ou pra tirar nada. Minto: fiz sim, duas cesarianas, mas foi só pra tirar a criança de dentro.

E, uma vez estando na região mencionada, vamos diretamente ao assunto, a inveja do pênis. Todo mundo já ouviu falar nisso algum dia, seja através de uma amiga, um parente, um psicanalista ou um tarado. Inveja do pênis foi uma expressão criada por Freud. E, para a grande maioria das pessoas, significa exatamente isso mesmo, inveja do pênis.

Em princípio, não tenho nenhuma carteirinha, diploma ou crachá que permita que eu fale qualquer coisa sobre Freud, já que os profissionais especializados, assim como as faxineiras, não gostam que ninguém mexa em suas áreas de serviço.

Mas, na condição de mulher, sinto-me no direito de dar meu depoimento sobre o assunto. Ainda mais agora, que é moda. A elite da comunidade científica acaba de descobrir que homens e mulheres são diferentes, coisa que Joãozinho e Mariazinha há muitos anos descobriram num simples abaixar do calçãozinho. Mas, sigamos adiante. A inveja do pênis não é um desejo que a mulher tem de ter um negócio igual só pra ela. Imagine! A essa altura do campeonato, se subitamente Deus me presenteasse com um pênis, eu não saberia nem onde colocá-lo!!! É como se chegasse um caminhão de mudança na porta da sua casa dizendo que mandaram entregar o obelisco do Ibirapuera!!! Salvo as devidas proporções, claro!

A inveja do pênis é mais uma grande sacada da mente privilegiada e doentia desse louco do Freud, esse Einstein da mente humana. O que causa inveja a uma mulher não é o pênis em si e sim a LIBERDADE que o homem tem, a partir do próprio corpo.

Meninos têm mais liberdade pra transar, rapazes não ficam menstruados, homens não ficam de resguardo antes, durante e depois do parto, nunca terão que ficar com um bebê pendurado no peito. É a famosa sabedoria vulgar do “lavou, enxugou, tá novo”.

Mulheres,não. Mulheres são criaturas em desequilíbrio cíclico. Mulheres sofrem marés , num eterno vai e vem , como o mar por causa da lua. A gravidez,por exemplo,não são nove meses, são quarenta semanas, ou quarenta luas . Dez ciclos lunares de quatro fases. Não é de admirar que as mulheres são de lua!

Mulheres vertem sangue, suor, lágrimas e leite. Nem máquina de refrigerante tem tantos sabores! Ninguém está julgando se isso é mau ou bom; apenas é assim. E por todas as coisas que a mulher tem que arrastar junto consigo, ela deixa de ter essa liberdade. Essa MOBILIDADE que todo homem tem.

Já viu mulher sair sem bolsa? Sem batom, espelho, maquiagem, absorvente? Já viu mãe sair sem a bolsa de fraldas, mamadeira, aquecedor de mamadeira e as fotos do outro filho? Já? Parecem aquelas Iemanjás saindo do mar, com uma imensa rede cheia de penduricalhos! (já viu esse poster?)

Homens não. Homens vão e voltam, carregam muito menos bagagem do que suas mulheres. Qualquer pesquisa nos aeroportos do mundo mostraria isso. Homens têm trânsito livre. Homens fazem xixi em pé. Não precisam nem levar papelzinho, penico, nada. É como cantavam os integrantes do Coral dos Bigodudos naquela canção: tim-tim-tiriri-timtim (bis), tirei, peguei, chacoalhei, guardei, tornei a pegar, chacoalhar, guardar, tornei a guardar no mesmo lugar!

E o Freud, num lance genial, deve ter se perguntado: e o que melhor representaria o homem em relação à mulher? O pênis. Então, a inveja do pênis é a inveja de ser homem.

Eu, particularmente, reclamo muitas vezes da minha condição de ser mulher, mas acho que Deus sabe o que faz. Talvez, ser homem permitisse toda essa liberdade, mobilidade e tal, só por ter um pênis. O problema é aquele fantasma que todo homem carrega… a eterna sombra do seu pênis… o compromisso de mantê-lo por toda a vida sempre em funcionamento. E, convenhamos, fazer qualquer coisa funcionar a vida toda é duro!
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Ah, tem tambem uma coluna de humor sobre ser mulher! fui trabalhar.

 

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Lembra?

Que eu falei do Pedro Albuquerque, o cirurgião plástico preferido das apresentadoras de tv e socialites paulistanas? Ele que faz todas as cirurgias plásticas da Marília Gabriela? Então, a Hebe acabou de dizer que fez plástica no rosto com ele.

Fora do ar

Fui acessar o flickr e encontrei esta mensagem, dizendo que o Flickr estava recebendo uma massagem. Estranha essa antropomorfização de um site. Massagem? De que tipo? Tailandesa? Será que no google já tem alguma lista com as diferentes formas que os sites avisam que estou fora do ar? O Orkut, todo mundo sabe, diz que o servidor é mau e não vai ganhar rosquinha. O UOL, coloca um astronauta no ar.

Compra errada


Uma das coisas mais decepcionantes é comprar um produto novo no supermercado e simplesmente detestá-lo. Vi na prateleira dos produtos japoneses, uma pacote de canjica. O pacote não era aquele cor de maravilha, tradicional. Mas eu achei que fosse a mesma coisa. Abrimos. E ao provar a primeira pipoca doce…bleargh! Salgada! Deu dor no cérebro.

Claro, a culpa foi minha, que nem li a embalagem, porque eu não sabia que existia pipoca salgada de canjica.

Como dizem os budistas, a ignorância é a origem de todo sofrimento.

Estou passada até agora, vendo a Hebe.

Por falar em Hebe, a Preta Gil é uma figura mesmo. Já chegou chegando. Mandou o Ronaldo Esper e a Fabíola Reipert pararem de falar dela. Muito cômica mesmo.

Mas é só o que vou comentar. De resto, vou ficar aqui na minha. Eu e minha canjica salgada. Coisa horrorosa.

 

 

Jurada

Estou me sentindo o próprio Pedro de Lara, versão saia. Já atualizei meus dados como membro do colegiado do Prêmio Multicultural do Estadão e vou votar nos top 3 como jurada do Ibest. Eu adoro ser júri de qualquer coisa. Sabe, eu já fui jurada da Miss Gay São Paulo, uma experiência muito interessante.

Férias

Estou tentando me vacinar, para não ficar visitando sites de fofocas que deveriam trabalhar na linha de embutidos, já que adoram encher lingüiça. Talvez seja hora de redefinir o que é notícia. Por algum motivo eu intuo que coisas do tipo ‘Tiazinha troca o óleo do carter’ não é exatamente uma notícia, é? Ou depende do óleo? Do …carter?